Psicologia Gestalt
Quando você percebe o seu valor, deixa para trás um turbilhão de medos. A crítica ou a desaprovação do outro não te afeta mais e não estar mais na dependência do aval das pessoas é extremamente libertador e te permite ser verdadeiramente quem você é.
Angela Cristina Brand
Psicóloga
Nas grandes batalhas que enfrentamos, com certeza, a maior de todas é a da luta pela própria vida. E quando realmente nos deparamos com a doença, seja ela psíquica ou enfermidade física, muitas questões vem á tona e nosso emocional começa a processar sentimentos antes adormecidos. A fragilidade e a impotência, antes imperceptíveis, agora tornam-se as principais protagonistas. O olhar sobre a vida de uma maneira diferente, o desacelerar do ritmo, o enfrentamento da dor e da finitude da vida revelam uma postura diferente perante o nosso modo de ser e de viver. É nesse momento que devemos rever nossas atitudes, nossa forma de absorver os problemas e de como lidamos com as frustrações e com as exigências do dia a dia. Muitas doenças são resultantes de somatizações e a percepção de como geramos nossas dores e sintomas é de grande valia para a prevenção de doenças. O cuidado deve ser constante e o amor pela vida deve ser a base de nossa existência.
O encanto depende do seu jeito de ser e de revelar sua essência. Nada é mais genuíno que um coração leve, uma alma suave e um olhar repleto de ternura e compreensão.
Eu não tenho medo de partidas, pois elas nos ensinam que tudo tem uma finalidade, um propósito e em determinado momento, iremos embora. Assim é a vida...assim é a morte - uma partida de alguém muito especial que pode nos deixar e provocar em nós, uma profunda tristeza, dor e saudade. Nunca nos achamos preparados para enfrentar a perda de alguém, pois de certo modo nos iludimos com a falsa realidade de que podemos ser eternos. Pensar na morte causa angústia e medo, pois o apego atrelado ao desejo de viver é muito forte. Ninguém quer partir, mas fatalmente partirá... Somos efêmeros passageiros de um planeta, com passagem de volta já devidamente confirmada, porém sem data marcada. E a partir desta constatação, devemos nos permitir viver e amar intensamente tudo aquilo que nos for ofertado, pois como numa grande e linda viagem, em determinado momento, nos despedimos desta vida e partimos para além daqui. A partida é nossa maior certeza.
Por isso, não tenha medo da partida, tenha medo de não viver enquanto não partir.
O despertar da nossa mente para uma nova realidade provoca estranhamento, pois aciona sentimentos de medo e angústia, que ao longo da trajetória se tornam familiares e nos deixam confortáveis, ampliando nossas experiências. O que um dia provocou ansiedade pode num outro momento nos proporcionar alegria e completude. Estar aberto ao novo, descortinar horizontes e permitir-se na experiência com o outro é um caminho inesgotável de trocas e aprendizados.
Estar na frequência de boas energias e na sintonia de almas sensíveis preenche seu coração e transporta seus pensamentos para um lugar mais elevado.
O adoecer do Amor
O amor que ultrapassa os limites, que faz adoecer o sentimento, que provoca dolorosas brigas por ciúmes e términos abruptos, que faz o outro esquecer de si mesmo, que rouba do outro até a própria identidade, gerando um sentimento patológico, este amor precisa de cuidados. As pessoas que adoecem e amam demais, precisam de ajuda e tratamento, pois passaram do limiar do amor, perderam seu amor próprio e estão comprometidas emocionalmente. Ofereça seu apoio e sua ajuda. A crítica não permitirá a melhora. Com o olhar embaçado, ela não consegue vislumbrar a saída. Seja ombro, seja a ponte para que esta pessoa possa ser tratada. Amor ao próximo, sempre!
Amadurecer é ter a percepção que chegou o momento para lidar com as situações que a vida nos impõe, com calma e tranquilidade. Quando estou em equilíbrio para harmonizar meus conflitos internos e buscar uma alternativa na solução do problema, eu estou maduro. Assim como a fruta precisa de um tempo para que se torne saborosa, assim nós também devemos estar prontos para sermos cortados das nossas antigas crenças e levados para uma outra situação ... nova, desconhecida. O amadurecimento nos tira daquela árvore e nos joga para o mundo, revelando um horizonte amplo, com muitas possibilidades e oportunidades.
A dor do corte não deve ser sentida como hostil, o corte significa que estamos prontos para enfrentar novos desafios. Mesmo aquela fruta que está madura, se ela permanecer naquela árvore, ela terá seus dias contados... perecerá e então, de que valeu a pena? Mas quando esta fruta é tirada do pé e levada para uma outra situação, ela está cumprindo o seu papel, ela teve a sua utilidade e ao servir a sua missão, ela estará em paz.
Amadurecer é olhar a árvore, mas estar consciente que é preciso seguir o curso da vida!
Saiamos da mente apenas e sintamos para compreender o que isso significa em nós, a partir de nossas vivências íntimas e saibamos que a sublimidade é para todos e nem sempre compreendida em si, e assim, não será compreendida no outro e assim se terá essa ideia de falso e inquietante. E se inquieta, é porque algo em nós quer dizer algo que não estamos ouvindo e está chamando para ser ouvido além do que entendemos até agora. Sintamos!
Há que se viver com meus pés, beber da mesma taça de minha alma para saber, não apenas do que penso, mas para sentir o que "Sou".
Aceita o teu coração, porém, resguarda-o...
compreenda-o no silêncio de tua alma
acolha-o no recôndito dos mistérios
revela-o ao olhos desnudo de todo conceito;
preceitos sem razão de ser...
vasculhe todas as possibilidades de um gesto;
nem tudo que nos parece pedra o é
há nisso toda condição de ser o calço de nossos passos;
nem tudo que é doce é degustável
por vezes, os mais poderosos venenos são revestidos dos melhores perfumes e sabores...
cala-te no vigor do teu ser
seja-te vida no gestos que te renovam a cada manhã
renasça em si mesmo sem que precises nada dizer!
