Próximo
Boa noite!
Sexta:
Muita gratidão a Deus por mais um dia.
E gratidão a Deus em dobro pelo próximo dia que virá. E que tenha infinitas bençãos e proteção.
Que venha paz, amor, alegrias e saúde.
Uma abençoada noite!
[...] Se todos nós perdoar o nosso próximo;
O egoísmo não terá forças pra vencer!
Se você ao crescer na vida;
Puxasse quem está atrás:
Teríamos menos pessoas nas ruas!
Às vezes não olhar para baixo
E não enxergar o abismo
Às vezes não dar o próximo passo
E não cair no abismo
A hipocrisia do ser humano é de enojar, mas em ano eleitoral no Brasil e quanto mais próximo das eleições, a fedentina torna-se insuportável.
Na manhã de hoje conheci, próximo a Rua Irineu Marinho, subindo pela Rua Riachuelo, passando em frente ao antigo prédio do Jornal O DIA, próximo ao bar do Seu Zé (ufa!) um homem muito parecido com o Henri Cristi - cabelo grande no estilo miojo e barba rala; uns 60 anos; Costuma ficar naquele sinal de trânsito exatamente em frente ao antigo prédio do jornal, quando fecha, indo de carro em carro vender o EXTRA; Aquele sinal que tem em frente ao túnel. Profissão: vendedor de jornal. O nome dele é Juaci. Diz que vende jornais percorrendo as ruas do Centro do Rio. Descobri que ele não vive só dos jornais que vende no sinal. Tem clientes pedestres também e, por isso, me explicou com simpatia a pontualidade que o trabalho exige para fazer a entrega aos clientes e agradar a todos, como também chamou a atenção a alegria que demonstra na execução desta tarefa. Faz entrega com música. Entrega o jornal, recebe o dinheiro, dá o troco,tudo com fundo musical. Só que essa música não é qualquer música. Não sei como, mas o certo é que Juaci sopra por entre os lábios semicerrados, deixando escapar um som muito parecido com o que se obtém quando se sopra através de um pedaço de papel fino colocado sobre um pente. O repertório, pelo que observei, é atualizado. Música nova, transmitida pelo rádio. Ele não deixa os jornais em uma mesa, na calçada, como as meninas do jornal Metro. que também dividem o espaço com ele. Ele carrega todos a tiracolo, e ainda me mostrou que sofre de uma paralisia parcial que lhe dificulta os movimentos do braço e pernas esquerdos. Por isso, dá o passo com a perna direita com apoio da perna esquerda semi-paralisada, e depois, firmando na direita, levanta o tórax e impulsiona com o resto do corpo a perna doente, atirando-a para frente. Isso tudo é muito rápido rs. O braço esquerdo, o doente, Juaci utiliza para apertar os jornais de encontro ao corpo. Esse braço, aliais, já vive normalmente encostado ao tórax por força da doença. Ele é fraco de corpo mas forte de espírito. A doença em nada o afeta. Não sei, mas tenho a impressão que o bom jornaleiro faz da sua entranha e diferente andadura um suingue para rimar suas músicas. De fato, os compassos das marchinhas que também "sopra", já em ritmo de carnaval, são rigorosamente cadenciados de acordo com seu esquisito modo de andar. Assim, se a música é ligeira, Juaci acelera o passo. O certo é que ele não perde tempo com o cliente. Não quer, não quer. Nem dá bola. Mas se quiser, os jornais são vendidos rapidamente. Segundo ele, é a técnica "PPV". Pagou, Pegou, Vazou! Como fiz com Francisco ontem, perguntei a Juaci sobre a concorrência. Ele disse que, no passado, sofreu com a proliferação das bancas de jornais dos italianos que, aos poucos, montaram o poderoso "trust", dominador dos pontos situados nas esquinas mais movimentadas da cidade, e contra os quais, segundo ele, "nem a prefeitura ganha quando tenta enquadrá-los nas exigências da lei". Por outro lado, a poluição sonora provocada pelos aparelhos das casas vendedoras de eletrodomésticos também atrapalha ele na hora de fazer seus "sopros musicais". Diz ele: "Não trabalho em frente as Casas Bahia, nas do Ricardo, no Ponto Frio, nem nas Americanas. É um inferno!". Segundo ele, o som promove suas vendas com as pessoas que estão de bom humor. O triste, é que o progresso esmagará Juaci e toda sua fonte de renda já já. Se for verdade, Juaci - que diz que nada mais sabe fazer além de vender jornais - também, assim como muitos de nós, terá que se reinventar no mercado. O que muda no mercado para um jornalista, muda para Juaci também. De certo modo, Juaci é um colega da imprensa. Vende jornais há 34 anos. Quando eu ainda estava quase chegando ao mundo. Uma coisa é certa: deixará saudades para os clientes da Riachuelo.
Declarar amor a Deus sem amor ao próximo é um engodo. Em outras palavras: devoção a Deus sem fé construtiva no bem de todos é corpo sem alma ✨
A forma como nos comportamos com as pessoas e o próximo não requer do tempo o que ele cobra da vida real. O tempo passa num piscar de olhos.
Pode haver um imenso abismo entre o que você deseja mostrar para o próximo, e o que o outro deseja que você também entenda. A ponte que une os dois territórios se chama compreensão ✨
O que move uma pessoa a fazer o seu próximo sentir-se um lixo é o complexo de lixo que o atormenta.(Walter Sasso)
O que penso de mim mesmo, do meu próximo e do meio em que existo é que me define no universo. Sou estrela, planeta, cometa ou buraco negro?(Walter Sasso)
Humildade é ausência da presunção. É o espaço de Deus. A consciência de que no próximo instante da vida, podemos ser e deixar de ser, o que Deus quiser.(Walter Sasso - Autor de Dobra Púrpura)
Quanto maior a dificuldade em se relacionar com o próximo, maior a dificuldade em conhecer a si mesmo.(Walter Sasso)
Bora fazer uma campanha para ajudar o próximo
“Me apresenta sua amiga, Preciso de uma namorada kk”
Walter Benjamin já havia sido eleito meu teórico de cabeceira. Um de seus livros ficava próximo ao meu travesseiro. Sobre o que ele escreveu, entre tantas frases de Benjamin, uma em especial me colocou a pensar nessa manhã: “o modo de sentir e perceber o mundo não depende apenas da natureza, mas também da história ”. Foi por conta dessa frase que me senti na obrigação de olhar no espelho e repensar o que de fato sinto sobre mim mesmo, como me sinto dentro de mim, e o que sinto que me tornei. Dado que nasci na década de 70, me tornei adolescente na década de 80, adulto da década de 90 e alguém em crise na segunda década do século XXI. Por tanto, é dessa forma que pretendo contar essa história, porque ela será uma história sobre os sentidos, não somente os meus sentidos, mas os sentidos que atuaram sobre mim e me fizeram assim. O que sou hoje.
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Tem gente que dá valor ao próximo, à proporção dos valores que o próximo tem pra dar.
LIVRE DE VOCÊ
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Resolvi me despedir
Da despedida;
Ficar próximo do perto;
Desertar-me do deserto;
Só viver do que tem vida.
Já me calo pro silêncio
Da fala morta,
Que não diz enquanto fala,
Pois deixei de fazer sala
Atrás da porta.
Consegui me desatar
De quem se ata
Ou não ata nem desata,
Só mata o tempo
De ser ou ser...
Entendi que a solidão
É solidária,
Que nem mesmo a solitária
Será prisão
Pra quem é livre.
