Prova
Por mais que os métodos pedagógicos mudem para atingir o objetivo do trabalho docente no contexto da pós modernidade, a escola da vida não se submete à pressão e mantém-se firme na sua tradição: primeiro a prova, depois a lição.
É fácil fazer o professor trabalhar à toa. É só os alunos boicotarem a prova, e todos tirarem menos de 3, a coordenação o obriga elaborar e aplicar outra prova - a culpa é dele.
Professores vencidos, vendo sua impotência diante da prática da cola, unem-se e divulgam a "cola educativa", instituindo a prova de pesquisa, incentivando o fazer cola como método de estudo. Aí o hábito leva à desonestidade. Idiotas os que colam e se tornam eternos parasitadores.
Quando o professor está ali para vigiar o aluno, não o deixando colar, e ele sobretudo cola, então o educador se mostrará deficiente no seu papel de avaliador, nesse caso, os resultados de uma prova nunca são reais. A arte de colar é maior e mais apurada do que arte de ensinar! Mestre é o aluno!
O método mais didático que um professor de sucesso pode assumir é permanecer em uma situação inferior. O mestre está se deixando levar como prova de domínio próprio. Dessa forma, perder o jogo não significa um fracasso.
Quem precisa de uma prova de amor para se sentir correspondido não merece qualquer esforço. E quem faz das tripas coração para mostrar que ama, esqueceu-se de se valorizar; por isso, só merece ser amado com um amor comprado.
Uma mulher revestida com muita autoridade destrói seu próprio casamento; um machista dizendo isso, destrói sua própria reputação; prova que a primeira premissa é verdadeira. Mas, se a conclusão desse silogismo, não for verdadeira, ainda a veracidade da segunda premissa faz da primeira, uma conclusão verídica. E o machista não ficará sem castigo, provando que o poder mal empregado é destruidor
Quando os alunos colam nas provas, é porque os valores das notas do sistema escolar tem mais valor do que o que os estudantes estão aprendendo.
Nunca mais nós teremos a oportunidade de nos deparar com fatos como esse - suspeito que nunca mais chegarão ao TSE fatos desta gravidade, que estão protegidos por uma 'muralha da China'. Não é à toa que advogados queriam excluir provas da Odebrecht. Queriam excluir porque a prova é oceânica, a prova é de depoimentos, a prova é de documentos, é de informações passadas por autoridades estrangeiras. Esta é a razão." Herman Benjamin - Julgamento no TSE da cassação da chapa Dilma-Temer
