Prosa Poetica Vinicius de Moraes
No teu jardim interno
ser a secreta orquídea
protegida pelo teu amor,
ser a poética Lua Nívea
das tuas noites escuras.
Em minha companhia
não permitir que te
falte amor, pão e cobertor.
Com devoção plena
te trazer com carinho,
quando você se encontrar
do nosso amor perdido.
Ser a sua vida inteira
e inundar os teus dias
com minha folia brasileira.
Consagrar a nossa Primavera
com toda a minha poesia
que faça valer todos
os dias a romântica espera.
Goste ou não
dessa máxima
quase poética
em tempos
de negação
da realidade:
discordar é
um direito
mesmo que
não seja
perfeito
ou do teu jeito.
Discordar não
tem a ver com
crime, traição
ou rebelião
para colocar
quem quer
que seja preso.
Discordar não
pede anistia,
por não ter
nada a ver
com rebeldia;
apenas pede
pronta libertação.
Guabiruba Poética
Eu te amo do pé
até o topo do Mirante,
e no Morro São José
onde o Sol te beija
como um diamante.
Tu és amada por mim
com vasos nas mãos,
com teus sabores postos
na mesa e com teu povo
que é a tua maior riqueza.
Eu te amo com toda
a tua História raiz
e imigrante europeia,
És a Guabiruba poética.
Tu ergueste cidade e memória
com teus bravos filhos
originários, alemães,
italianos, poloneses e austríacos,
e fez-se assim muito brasileira.
Eu te amo com as linhas
da vida entrelaçadas
com a querida Brusque,
por todas as jóias têxteis
que tu na vida fizestes.
És a Guabiruba poética,
e assim te amo por tudo
o quê fostes, és e ainda será,
no meu coração tu és o quê
demais precioso sempre existirá.
Timbó Poética
Do Médio Vale do Itajaí
tu abriga a poesia,
o endereço da Casa do Poeta,
a minha alegria de te ver
esbanjando cada melodia
e a gentileza de sempre
que que me dá força
fazendo com que surja
um poema novo todo o dia
que tu me leva pela mão
para passear por cada rima.
Na verdade você não
pode nenhum pouco
de mim se queixar,
Só porque sou a tal
letra poética
e alma teimosa.
Eu me sinto
a comandante
do quartel
mesmo ciente
que nem isso sou.
Vamos fazer um
acordo de paz?
Me devolva a tropa
e os generais,
que eu te devolvo
poemas em dobro,
e juro que de ti
não reclamo mais,
porque você é
assunto do seu povo.
Floração poética,
Mais amor do que emoção,
Rosa imortal em esplendor,
Assim sutil me apresento,
Cubro-te com o meu amor,
- o maior sentimento
Pinto a nossa constelação,
- íntima e luminosa
Descoberta e estrelada,
- autêntica
Floração em movimento,
Uma contemplação mútua,
- ao extremo
Do pico do amor tremendo.
Floração extremada,
- externada
Consentida, indiscreta
E assanhada...
Floração perfumada,
- e apaixonada
Por causa dessa paixão
Secreta que tenho por você.
Não há nada
mais santificado
do que uma
vadiagem poética,
eu sou o quê
você procura
no meio
da bagunça
do seu coração.
Inspiro e respiro
aquilo que nutre,
e te traz fascinação.
Transpiro em verso
aquilo que sugere,
e te traz inspiração.
Não há nada mais
o quê ocultar,
escrevo poemas
para os lábios
teus abastecer,
e me incendiar
mais ardente
do que uma
vela no altar.
Seduzo em prosa,
aquilo que desejo,
e atrai por sedução.
Induzo em canto,
aquilo sem reverso,
e que já é paixão.
Não há nada
mais delicioso
do que uma fuga
do cotidiano,
eu sou o quê
te desafia,
e provoca
real encanto
trazendo revolução.
A poética
sobrevivente
É nascida
do amor
Romântico
persistente,
É assim
que registro
O amor
que guardo,
O amor
dos outros,
E aquilo
que sonho
Inequivocamente.
O romantismo
segue
É resistência
de amor,
É luzeiro
na escuridão
A orientar
o coração
Intrépido
surpreendente
A revelar
intensamente
A verdade
na imensidão.
A explicação
feita
É notícia
de amor,
É passageira
no destino
A desembarcar
na estação
A reverenciar
o encontro,
Previsto
encantadoramente
E escrever
concretamente
A história
Apaixonadamente.
Porque eu sei que um dia você virá ou eu irei para ficar.
Não é falsa adoração,
e sim pura poética,
Por dores engolidas,
e sete fortes badaladas
Por ter visto o amor
em franca liquidação.
Não foi instintivo,
e permanece sensitivo,
Por entrega derramada
dos cinco sentidos;
Nos teus jogos lascivos,
por ter entregue o coração.
Não é preciso provar,
e sim deixar nas mãos de Deus,
Por crer na força do tempo,
e na certeza de que cumpri
A minha parte com amor,
e devotei de fato o coração.
Não há nada de oculto,
e não há tempo para o amor,
Por crer que o tempo
e o relógio não o definem,
O tempo de amor é de amar
em tempo e sempre é tempo!
Em silêncio revisitei os poemas
como forma de resposta poética
ao amor que encerrou as portas.
Ser amada é claro que importa.
Se crê naquilo que não vê,
não sou eu que vou mais
lembrar do que ficou atrás.
Deus sabe o quê faz.
Eu bem queria desacreditar,
já não te conheço mais;
muita falta você faz.
Inclusive, em datas solenes.
Um amor perene não se compra,
não se vende e não se prova;
amor que é amor é para sempre.
Amor que é amor encontra jeito.
Não sou mulher que se esqueça,
sou flecha que se honra no seio,
cumplicidade e amor bem feito.
O meu coração ainda chora.
Em oração escrevi as prosas
ao amor que importa muito
como se planta mil rosas.
O amor não escolhe outras vias.
Em recolhimento supero
a sua falta de diálogo,
eu assim decreto.
És o meu porquê, e eu a tua razão.
Uma tristeza de amor não cura
pelas mãos de outro amor
apenas se condena a secura.
O meu coração vibra, é feito de fibra.
Ontem, escrevi até um poema
no afã de te fazer país reconquistado,
foi letra semente para o amado.
Leia-me com poética,
e não literalmente...
Porque sem poética,
não haverá compreensão.
Versa-me nas letras,
e não espiritualmente...
Porque sem profética
não haverá reconciliação.
Desnude-se para me ler,
porque só assim captará
Que o amor dos outros
foi distração poética,
Para um amor desesperado
e quase sem salvação.
Porque o porquê destes versos,
na verdade sempre foram teus;
Na esperança de vivê-los
para brindar a vida com paixão.
AMOR: os versos que escrevi para nós, só você saberá identificar.
Reservo os meus beijos primaveris
A tua alma poética é como um farol
Sinto daqui os teus toques mais sutis
És cintilante mesmo em dia sem Sol
Ninguém sabe da alegria que guardo
Tenho para você o beijo mais ousado
Um verso erótico para ser sussurrado
Tenho você no meu coração resguardado
Embalo as cadências sem ciências
Estão escritas as cantatas ao luar
Estou tomada por doces indecências
A primavera do amor chegou para ficar
As mais belas flores nos brindando
Os insinuantes odores estão perfumando
As nossas almas estão desabrochando
Os nossos corações estão se amando...
É na iminência poética
e na urgência de amar,
os braços estão prontos
para se abraçar,
e nos sintetizar;
corações a brindar
- e celebrar!
O perfume do amor a invadir,
o coração a te atrair,
o amor está no ar,
estamos prontos
para nos entregar,
e plenamente nos amar!
É na iminência musical
e na urgência sentimental,
somos conjugação celestial
da mística do primeiro amor
[sideral] - a nossa história é
doce e mais do que especial!
O amor é assim: ele nos faz
sempre mais renovados,
e nessa certeza que você
não é um anjo,
mas o céu te trouxe
inteiro para mim:
quero o teu coração carmim.
No compasso do coração
A orbe poética gira
É o amor que chega anunciando
Sou poeta e poetisa
Liberta
É vitória do Bem contra o Mal
O amor ousa no astral
Ele experimenta, se intensa
Se supera e espera
Sensacional
No compasso do coração
Nada é fugaz
É lindo o amor que você traz
Somos paz
Celestiais
O amor pulsa e se intensifica
Ele se entrega
No compasso do coração
Somos sinfonia
Festa
Na cantilena do coração
Nada é em vão
Quando duas almas viram uma
Amar sempre vale a pena
Nada se apequena
Vira poema
Inspiração
Navegar pelo curso
das cheias das marés
na rota poética
que alcance oceanos
por onde Nações
em tempos de guerra
e de paz navegaram,
resolvi me entregar
buscando trazer
o seu olhar
e as tuas emoções
que hei de conquistar.
Em plenilúnio de amor
sem medir quaisquer
consequências,
cânticos de sereia
para quem sabe
virar mulher do pescador
na próxima Lua Cheia.
Prevejo com grande
entusiasmo o quê
por nós há de ser
porque creio
na força do destino
que está escrito
nas estrelas
e nelas sempre confio.
Tens a licença poética,
e até mesmo profética
de criar novas palavras:
por por realismo
e de sobrevivência
existencial neolog(ética).
Se não houver mensagem,
ao menos um sentido
doa a quem doer,
não é neologismo, meu amor.
Nem se licença houver
ou 'permitida' for,
doa a quem doer,
é erro ortográfico, meu amor.
Tens a liberdade da crítica,
e até mesmo ética
para iluminar
sem causar dor,
mesmo que seja
expressão de certo rigor.
Sob a luz do amoroso luar
nos campos da hileia,
entenda e não se feche
como se vivesse numa ilha.
Ao som da sinfonia lunar,
serei a alegria pelo ar
sendo somente tua
nas tuas mãos e de alma nua.
Na escalada poética
Até o alto da Torre Eiffel,
Trago uma bagagem [leve].
Trago o amor que passeia pelo tempo,
Porque os meus flancos,
Tu bem os [conhece],
Sou um poema que sorri,
e te [aquece]...
Estrelada ou não,
A noite é sempre [licenciosa],
É isso que a faz rainha,
E a torna [majestosa].
Melhor ainda se vier
Acompanhada do teu prazer,
Tornando-a ainda mais [saborosa],
Porque dela retiro a doce carícia amorosa.
Entre versos entreabertos
Escritos com [mel],
Agarro-me à ti para tocarmos o céu,
Coreografando com as estrelas
Para enfeitar a noite pequenina,
[para desmistificar] tudo o quê vier,
E incendiar o nosso [bordel]...
Chame de bordel, chame do que quiser...
Chame até de cabaret!...
Desde que me chame só para você,
E do jeito que eu vier... degusta-me!...
Porque em letras tudo pode, nada é pecado.
Somos livres, criativos e sabemos,
Que o corpo humano não nasceu
Para ser vendido, e nem comprado.
O corpo humano nasceu para ser dado,
E amado... ele é sagrado!...
Amada serei um dia talvez,
E do jeito que me [apetece],
- emanarei o aroma que te enlouquece
Conheço a cantiga que te [adormece],
- e o balanço que te [enternece]
Sou o amor que jamais se [esquece].
Mergulho no auge da noite,
Voo em altitude,
Vou plainando feito uma pluma
No teu corpo,
Amar você é salto,
E também é altura,
Porque requer manha,
E nenhum esforço.
Sei de tudo, e mais um pouco,
Lembro de cada minuto precioso,
Ainda tenho na minha boca:
O teu divino e saboroso gosto.
Amigos versus Solidão
(versão poética do texto original)
Amigos... você pode ter aos montes,
Sorrisos fartos, promessas em horizontes.
Mas espere a dor bater à porta do seu chão,
E verás quem fica... e quem foge sem razão.
Na hora da necessidade — seja física ou material,
Ou quando o peito aperta em dor emocional —
Descobrirá, com clareza e sem ilusão,
Quantos amigos são de fato… e quantos são só multidão.
Por isso, esteja sempre preparado, com sabedoria,
Pois a vida é feita de mais que só alegria.
O homem precisa ser forte, firme na direção,
Autossuficiente, com alma e coração.
Nos dias bons, sorria com gratidão.
Nos dias maus, mantenha a firmeza na mão.
Na bonança, celebre com humildade e fé,
Na escassez, mantenha os pés firmes em pé.
Mas sobretudo, em meio ao mar da solidão,
Onde o eco da alma responde a própria canção,
Lembre-se: nem todo amigo será farol na escuridão,
E às vezes, é preciso ser sua própria salvação.
Nobre florescimento
da poética Chaconia
que não sai o tempo
todo do pensamento
Assim vou arrumando
logo tudo por dentro
para quando chegar
o nosso momento
Quero todo o íntegro
festejo para quando chegar
o tempo nada recusar
Colocar os ímpetos
em baile do alvorecer
até o estelar anoitecer.
Na sua pele quero ser
a poética Wanglo tatuada,
no coração e na sua
mente sou eu a sua amada.
De nós só espero mesmo
o mútuo compromisso
em manter viva a chama
do nosso encantamento.
Merecemos sempre o melhor
da vida e da glória do amor,
porque de nós temos o pendor.
Não haverá nada que irá
nos impedir porque tudo
o quê vem por aí irá nos encaixar.
