Prosa de Amor
O balé de uma alma
Num universo tão repleto, se você tiver sensibilidade;
Poderá sentir, ouvir e observar um balé.
O balé de uma alma só.
Segue os mundos na sua trajetória.
Infinitos mundos...
Cada um com sua estória.
Muitas vezes colisão, muito pó na explosão.
Resta nada, somente o silêncio, triste conclusão.
Segue a alma seu bailar, sons variados têm que dançar.
Muitos temas a abordar...
Palavras a formar, desenhos para pincelar.
Letras desenhadas numa folha de papel.
Todas elas um passo, nesse balé de transformação.
Balé transformando sentimentos.
Melodia em passos.
Palavras viram desenhos.
Letras se harmonizando, virando sonhos...
Criando asas...
Pássaros da imaginação...
Voando pelo universo ao som da melodia.
Mensageiros, esses pássaros...
Portadores de segredos escondidos em suas penas.
Todas elas disfarçadas. Coloridas e lustradas.
Executando com maestria, as notas da partitura.
Todas as cifras cuidadosamente camufladas.
Pássaros que voam um voo infinito.
Procurando um pouso, um alento...
Sombras - Su Aquino
https://www.clubedeautores.com.br/book/193165--Sombras…
Na arquibancada ou no picadeiro
Espectadora na arquibancada da vida.
Artista do picadeiro do tempo;
Nesse palco iluminado pelo sol
Banhado pela chuva.
O tempo vai arquivando os momentos.
Cada texto encenado, aplaudido ou não, registrado está.
Nada nesse espetáculo é ensaiado. Nada é acaso.
Às vezes, estou no centro da cena. Às vezes, não.
Muitas e surpreendentes novidades tem o espetáculo.
Quando aceitei que o Autor tem o poder, Descansei.
Submeti-me e desfruto dos aplausos, entendo as vaias.
Tudo é parte da caminhada. Faz parte do aprendizado.
Sigo eu, nessa turnê de surpresas, desfrutando a beleza;
Muitas vezes em um trapézio de incertezas.
Outras vezes, fazendo malabarismo da tristeza.
Mas sempre vivendo na certeza: Na arquibancada ou no picadeiro;
O show tem que continuar.
Sombras -Clube dos autores
Apreciar é um dom
Observar uma habilidade
Descrever é talento
.
Qualquer um pode fazer
eu só descrevo tentando fazer poesia,
é facil como maresia
;
Mas pra quê?
Que hei de fazer com tanto verso
Onde ponho tanta prosa
,
Se olhos apressados como a corsa
Passarão e não verão
Como a brisa não enchergarão
!
Título: O cansaço das palavras
Até onde uma poesia pode explicar nossos sentimentos,
Até onde um poema pode demonstrar nossos momentos,
Até onde uma prosa pode transparecer meus pensamentos,
Até onde um verso pode traduzir meus entendimentos.
As palavras cansam,
Mas a vida não descansa,
O tempo gera episódios sem calma,
Porém, a maioria fica dentro da nossa alma.
Não se penitencie por não conseguir escrever,
A sua vida poética sempre estará no vosso ser.
Autor: Nélio Joaquim
Minha avó chora.
Antes ela não chorava, mas de dois anos pra cá, desde que precisou sair da sua casa, ela chora. Por diferentes motivos, mas um dos motivos causadores de choro recorrente da minha avó, em seus quase noventa anos, era exibição de reprise do programa Viola Minha Viola.
Minha avó chorava dizendo que a Inezita estava doente, que não estava bem para gravar o programa, por isso estavam passando reprise. Explicávamos que era Natal, Páscoa, Ano Novo, que Inezita estava de férias. Não adiantava, minha avó sofria por Inezita não estar ali, ela tinha medo do inevitável. Até eu estava ficando com medo de quando acontecesse. E aconteceu.
Inezita era a motivação de vida da minha avó, porque ela era idosa e cantava, sorria, estava na televisão, com tudo. Se Inezita poderia fazer um programa usando fralda geriátrica a minha avó, com suas fraldas poderia fazer tudo. Não tinha outro programa para minha avó no horário da Inezita.
Minha avó está chorando desde que recebeu a notícia, quando pensamos que ela se acalmou, as lágrimas estão caindo de novo. Eu tento dizer algo para consola-la, escuto seu choro e tento não perder nenhuma das suas palavras: "A única coisa que eu tinha era ela, agora eu não sei o que vai ser, era um costume de muitos anos. Tem alguma coisa muito errada, não tem mais novidades, só temporal, não sei se é muita gente, muito cimento em cima da terra... Eu não sei, eu fico imaginando… Tentando saber o que vai ser... Só sei que eu não queria que a Inezita tivesse ido embora".
Não somos eternos
Senti-me enegrecida dentro das esferas de um sol ardente, quando minha alma foi proscrita por trazer uma dor a mais. Senti-me sem defesa, porque a alma que doía quis deixar esta lágrima para trás. Não sei se foi a mágoa, ou o pudor que fosse, só sei que a lágrima que faltava em mim grudou e não saiu jamais, por um capricho que o desdouro trouxe de um amor que não voltou atrás.
Suores abundantes se formavam em meu semblante, não sei se por calor ou por vergonha. Mas o importante é viver cada vez mais esta vida que se mostra sempre enfadonha, e não pensar que as mágoas que se negam a ser vivas, podem viver na mente que as usa toda hora, em floreios de ontem, do hoje e de agora.
Claro que a vivência dos humanos tem suas regras onde quer que se vá, mas princípios não se fazem, se trazem, dentro do peito dos seres que não se cobrem só com panos, mas com o manto da honestidade que se dá, pelo berço que os tenha embalado no início desta vida,
que eterna não será
Segunda Via
Quero viver no sonhar
Pois lá você é minha
Onde toda fantasia obtinha
Sem medo de acabar
Realidade imaginada aclarar
Regada a doce molinha
Das lágrimas infinitas nessa linha
Dominado pelo desejo de amar
No véu e imaculado de um olhar
Enclausurado pela sede que tinha
Da venusta companhia
Que venho abonar
E nesse reino que quero morar
É onde a realidade vira poesia
Anjo Negro
Eu filho da crença e esperança
Dono de luz e paz
Acalanto mordaz
Escondido nessa temperança
Eu que sou de fala mansa
E discípulo de um solarengo
Mudo palavras de realengo
Do senhor da Hamsá
Recôndito nessa ânsia
Em suma instância
Envolto ao impossível
Como tudo que é invisível
Anjo resoluto e voraz
Da luz que não possuo mais
BARQUEIRO E CARTA
Lá vai ele... O barqueiro,
com pedaço de rapadura
com seu barco, e seu saco,
e dentada com boca dura
Sacode seu remo ao vento
empurra n'água o remar
segue adentrando no rio
com vontade de chegar.
Em seu estreito espinhaço
sobre o leito deslizando
na pose de cabra macho
barqueiro distanciando.
Como lamina sobre as águas
segue encurtando a viagem
cada curva do rio, lagrima
da saudade em visagem.
O que tu leva barqueiro
com tanta urgência assim,
não, não é o mundo inteiro
não diga isso p'ra mim...
_ Levo carta com saudade
do pulsar de um coração
sonhos alem das margens
sopitando de paixão.
Levo vontade do amor
como se fosse um tom
nota com muito fervor
tilintando sonho bom.
Levo também uma sina
de amar longe dos olhos
uma vida que não rima
oceanos sem abrolhos.
Levo aqui um horizonte
sem alvorecer do dia
miragem alem dos montes
um sonho de fantasia.
Por outro lado o amor
levo com suas vendas
amar de longe é dor
ô bom Deus, me defenda.
Não deixe esse sofrer
parar no meu coração
não quero esse viver
amar longe, não e não!
Quero amor perto de mim
todo dia e toda hora
com diadema de cores
no céu da minha aurora.
Quero pássaros no quintal
em notas do meu coração
chilreando o carnaval
farfalhando o meu quinhão.
Anoitecer, quero sorriso
da noite toda enluarada
estrela d'alva eu preciso
iluminando minha estrada.
_ Barqueiro o que você quer
sinto muito, também quero
mas o querer e o vier...
Pertence ao mundo dos cleros.
Antonio Montes
Se em palavras vieste inspirar
Ó Deus, fascínio crias em tuas poesias.
Natureza de beleza ímpar,
Ensinai a viver teus dias.
Se em amor escreveu o poeta
Ó Deus, da-lhe entendimento.
Em tuas palavras destes o encanto,
E em pleno pranto, trazes o lamento.
Se em beleza nos deu a mulher
Ó Deus, estendo as mãos ao céu.
Dedicamos ao doce veneno
Palavras jogadas ao léu.
E a tudo que não provém
Ó Deus, vem nos libertar.
Do riso sem viço
Paixão sem serviço,
Do amor sem amar.
As palavras não estão vivas. Em mim não encontram morada, das minhas mãos não saltam ao papel.
As palavras estão fugindo, em êxodo da minha própria mente.
O que era inspiração agora é passado, velado e relutantemente esquecido.
Se para o cientista, o gosto está na descoberta, para o poeta, está na moça que vai e que volta. Quando ela não volta, a tinta da caneta seca, a mente não produz, e o poeta se torna uma estátua de sal.
Naveguei como os melhores navegadores em suas expedições.
Corri como maratonistas corriam por um grande prêmio.
Escalei a maior das montanhas como os melhores alpinistas.
Escrevi como os maiores poetas.
Lutei como os melhores pugilistas.
Me diverti como o maior dos palhaços.
Amei como o mais sublime dos românticos.
Cheguei até onde outros já haviam chegado, e nunca além disso.
Morri, e nada de novo vislumbrei.
Sou apenas um dos outros, somente porque não dei um passo a mais do que eles.
Dia sim, dia não
Prosador nato que a brisa levou
Nas asas da nova paixão
Contista no primeiro capítulo naufragou
Foi salvo na segunda canção
Na terceira modinha mergulhou
Na quarta valsa, um esbarrão
Lá pelas quintas, no samba, tropeçou
Na sexta adernou e a abraçou
No sábado, ela se inclinou
E no domingo o poeta se aprofundou
No alfabeto caleidoscópico
Da mulher amada.
(© J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
>>>Entonces vai-te...
>>>>>>Entonces deixe-me...
Pq enquanto tendes
em >>>>>>>>>>>>>>> >>>>>>>> minha direçãõ >>>>>>>>>>>>>>>
>>>>>>>>>Eu, tendo a dizer-te
>>>>>>>>>>>>>>>> não.
Insta: @li.fer.nanda
Tem dias que minha mente brisa
Tem dias que minha brisa mente
Tem dias de dar dó
Tem dias que nem sei
Tem dias que só fico a pensar
Tem dias que ao pensar fico só
Tem dias que VIX
É aqueles dias de amargar
Amargo são aqueles dias
Que não quero mais lembrar
Tem dias .....
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Tendias a me dizer coisas inúteis
Tendias a me dizer de VC
Tendias a querer irritar-me
Tendias...tendias... e sei pq!
Pq não sabes cuidar da sua vida
Pq projetas em mim seus conflitos
Pq não suporta a minha parcial serenidade
Pq queres ser eu e não VC
Tendias, pq?
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Estado de paz e não de mal
Pra que briga se é carnaval?
E não me diga que isso faz mal
Mal está onde um "não" parece "sim"
Na "obrigação" de aderir
A um capricho machista sem fim
VOU MODELAR NA AVENIDA SIM
De tetas de fora, vou sambar
Foi pra isso que vim
E quero respeito, viu?
Não quero (pré)conceito
Quero meus direitos
Direito de mostrar meu corpo
E receber respeito
Tenho direito !
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Solitude
Lugar onde me encontro comigo
Lugar onde percebo meus pensamentos
E re-penso meus pensamentos
Solitude
Sentimento que me absorve
Sentimento que me causa dúvidas
Sentimentos que ainda não tem nome
Sentimentos que não percebi chegar
Solitude
Vem já
Mal posso esperar para te vivenciar
Pois ao te permitir chegar
Cheguei mais perto de mim
Conheci o outro de mim
Solitude
-tudo bem!?
-tudo, e vc?
- =))
Com erros e tudo mais, é como somos e nada mais.
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Que o caminho seja de paz
E que a vivência seja capaz
Capaz de re-organizar
As lembranças de amor entre nós
E que a morte nos lembre de não esquecer
Que é no aqui agora que devemos viver
E demonstrar nosso afeto sem nenhum por quê!?
POrque se for para amar
que seja agora
que seja aqui
que seja forte
que aperte o laço
que envolva os braços
E que a vivência de amor entre nós
Caminhe por lembranças de paz
E que se re-organize
Porque sou capaz
Capaz de apertar o laço
E envolver os braços pra recomeçar.
Insta: @li.fer.nanda
Quando será que vamos nos encontrar?
Nessa encarnação, to vendo que não vai dar!
Talvez daqui um tempo
A gente volte a se esbarrar
E quando isso acontecer
A gente queira mais ficar
"Mais", parece que vc vai demorar =/
A vida inteira para notar °.°
O desencontro nos encontra
Parece querer nos separar
Eu quero o que vc queria
Que horas vc vai voltar??
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