Procuro um Amor
Saí procurando o amor, acabei encontrando novas músicas, novos amigos acabei encontrando novos lugares, novas sensações, novos eus.
TEIMA
Retratar o amor em vão procura
quem na vida dele sentir não teve
porque um rasto na alma obteve
pois, longo ou breve, há ternura
Todavia eu, ideando, na ventura
a mínima sorte o destino deteve
sentir o que sinto, nunca leve
no vazio, minha solidão figura
E nestas paixões de boas alianças
poética redigiu só sofrido pesar
e uma, foi, dentre as lembranças
E, porém, neste suspiroso causar
do único, nas turronas esperanças
vou amador que cobiça mais amar!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
13, outubro, 2020 – Triângulo Mineiro
RÉPLICA DO POEMA: AMOR, NOVO AMOR!
Sim, esse amor que te procura que te abraça?
Aos poucos vai te seduzindo mansamente,
Não é um manto celestial, é bem terreno,
Que quer te ver toda enlaçada nos meus braços
Que te balança em melodia das esferas,
Que te convida a viajar pelas estrelas!
De onde é que vem esse outro alguém que te entontece?
Que te desperta de um torpor, de uma aflição,
Que te oferece olhos e mãos a cada dia,
Que dessedenta essa tua sede quase eterna,
Que bem te “escuta” nas tuas horas de tristeza,
Que fica atento ao que reclamas, noite e dia!
De onde é que vem esse parceiro que te espanta?
Que traz conforto, lenitivo quando sofres...
Que satisfaz o necessário ao dar afago,
Que te atordoa toda a alma em beijos longe,
Que te dá calma ao corpo inteiro com carícias!
De onde é que vem, feitio de gente, mas é anjo?
Se não me vês, sentes, contudo, uma presença...
Lenta, silente, pouco a pouco te invadindo...
A um só tempo, o coração, o corpo, tudo,
E ganha forma, cresce em torno de ilusões
Criando espaço em teu espaço, todo em ti,
Vem calmamente, leve pluma como a brisa,
Pra te tomar, depois, inteira, para mim!
Não vem de longe, de tão longe, de além-mar!
Sem pedigree, é teu vizinho, pé-no-chão.
É caipira, nordestino, é sofredor.
É brasileiro, fala a língua que aprendeste,
Mal veio ao mundo, em tudo somos muito afins.
E sendo assim, meio poeta se diz ser,
Tem romantismo, tem carinho para dar,
Não vende, oferta, do que tem dá para mim.
Amor Puro
"Por toda vida procurei alguém quem fosse me amar sem medida lado a lado por toda vida, e brilha graças a Deus a nossa historia brilha altos e baixos temos uma família! Eu só tenho agradecer
NOSSO AMOR É PURO."
Fui pro sul e pro norte
Procurar meu amor
Quando me cansei
Olhei para frente e percebi
Ele estava bem alí
Me observando
Decepcionado
“O abraço que você busca, você já tem. O olhar que você espera, você já tem. O amor que você procura, você já tem. Se olhe no espelho e você encontrará!”
Para Ti, que andas a O teu AMOR procurar; envio...
O Cupido desse AMAR
A ti, que andas a O AMOR, tão procurar;
Envio O Cupido, pra que em ti caia;
Esse AMOR, pra que de alguém, ELE saia;
Somente e pra todo o sempre, te AMAR!
Oxalá que este ANJINHO, desse AMOR;
O traga, esteja O TAL, onde estiver;
Só pra ti, sejas homem ou mulher;
Pra em tal, provardes todo ESSE valor.
Que pra ti venha AMIGO/A virtual;
Enviadinho, seja-O, por quem for;
Tão lindo ser, pra em ti, se UNIFICAR!...
Pra que em vós, passe a haver: em UM estar;
Pra que em vós, passe a haver UM só AMOR;
Pra que em vós, passa a haver esse AMAR tal.
Com tal desejar;
Amor não se procura, ele se encontra nas coisas mais simples. Basta apenas nos libertarmos da cegueira do orgulho
PORTO SEGURO
A procura do amor eu saí pelo mundo
Entrei tantas vezes em vales profundos
Como Dante a buscar Beatriz
Cruzei a fronteira do mundo real
Pra chegar ao paraíso e ser feliz
O amor me guiou, ao encontro da paz
Que mora em seu sorriso
Pois sempre acreditei que você existia
Não era sonho ou fantasia
Meu desejo impossível
A razão me dizia estás perto do cais
Do teu porto seguro
Onde finda os teus ais
Evan do Carmo
Desvios
Na escoliose da vida, tenho nunca àquele amor.
Procurei em becos e teatros,
Sem sucesso, um esplendor!
Que louco procura em becos?
Desde a última, o que mudou?
De um adeus, o pensamento:
O pessimismo me domou!
Mas sempre há esperança.
Nos momentos de embriaguez,
O seu astral é o que me cansa.
Demoro-me neste país indeciso
que ainda procura o amor
no fundo dos relógios,
que se abre
como se abrisse os poros solitários
para que neles caiam ossos, vidros, pão.
Demoro-me
no ventre desta cidade
que nenhum navio abandonou
porque lhe faltou a água para a partida,
como por vezes desaparece a estrada
que nos conduz aos lugares
e ali temos que ficar.
Talvez ela estivesse apenas procurando o amor nos lugares errados. Em todos os lugares seguros. E se o amor não fosse seguro?
Já imaginou como seria edificante se a gente procurasse o amor como procuramos Wi-Fi em todos os lugares? Já imaginou como seria nobre se nossa empatia fosse abrangente como nossas conexões de rede?
