Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei
Pior do que errar é insistir no erro e pior ainda é procurar uma justificativa para defender o erro; o ser humano gosta disso, porque procurar uma justificativa é sempre mais fácil do que buscar mudar, nos "isenta". É preciso parar de justificar os erros , pois eles impedem a mudança.
Sobre um Poema
Um poema cresce inseguramente
na confusão da carne,
sobe ainda sem palavras, só ferocidade e gosto,
talvez como sangue
ou sombra de sangue pelos canais do ser.
Fora existe o mundo. Fora, a esplêndida violência
ou os bagos de uva de onde nascem
as raízes minúsculas do sol.
Fora, os corpos genuínos e inalteráveis
do nosso amor,
os rios, a grande paz exterior das coisas,
as folhas dormindo o silêncio,
as sementes à beira do vento,
- a hora teatral da posse.
E o poema cresce tomando tudo em seu regaço.
E já nenhum poder destrói o poema.
Insustentável, único,
invade as órbitas, a face amorfa das paredes,
a miséria dos minutos,
a força sustida das coisas,
a redonda e livre harmonia do mundo.
- Em baixo o instrumento perplexo ignora
a espinha do mistério.
- E o poema faz-se contra o tempo e a carne.
Amo esse reino dos sonhos
onde você ainda cresce
Essa luz nos meus olhos
onde você aparece
Estar ainda viva
que assim a vida não te esquece
Ainda que nas noites frias e solitárias, sinto o vento me acariciar, mas ao mesmo tempo me lembro de você ao meu lado a me amar...
Esse meu ímpeto de falar tudo o que penso e sinto ainda vai me causar muitos problemas, mas eu prefiro a sinceridade e abomino a falsidade, e melhor ser mal interpretada e odiada, do que ser a simpática "dada " que leva fama de retardada.
Um dia você aprende a amar as cicatrizes, amar essa dor ainda fresca da lâmina rubra e ardente das palavras que vai ouvir.
•Meu mundo, minha regras! Sua inveja só comprova ainda mais meu sucesso!
•Quando todos os nossos desejos forem realizados, muitos de seus sonhos serão destruídos.
•"Parte de mim tem medo de se aproximar das pessoas, pois teme que elas me deixem."
•Os tempos não se tornaram mais violentos. Apenas se tornaram mais televisivos.
•A morte de um é uma tragédia
Mas a morte de milhões é apenas uma estatística
•Eu não posso acreditar nas coisas, elas não acreditam em mim
Nos meus sonhos mato-o todas as noites, mil mortes ainda serão menos do que ele merece.
Eu me lembro que ainda muito jovem li as memórias de Goethe. Goethe era um sujeito que achava que nós deveríamos cumprir todas as nossas obrigações para com a sociedade. Porque nós temos de ser superiores a ela, não inferiores. Se nós consentimos que a sociedade nos marginalize e nos derrube, então nós seremos seus escravos.
Eu tinha muita amizade com o doutor Juan Alfredo César Müller. Ele era um sujeito goetheano. A ética que ele seguia era a do Goethe, baseada em três coisas: o homem deve ser digno, prestativo e bom. O dr. Müller era a encarnação dessas três coisas, era digno, prestativo e bom. Você não pode fugir das suas obrigações sociais. Claro que, às vezes, você as cumpre imperfeitamente. Mas você não pode fugir delas, porque se você fugir, você se enfraquece. E se você se enfraquece, você torna-se uma vítima inerme da pressão. Você tem de se esforçar, tentar fazer o máximo para que seja mais forte do que a pressão da sociedade, não mais fraco, jamais uma vítima.
Goethe fala de sua ética do trabalho em seu livro de memórias "Poesia e Verdade" e nas "Conversações com Goethe", escrito por seu secretário, que teve a prudência de anotar os diálogos que tinha com Goethe nas conversações do dia-a-dia e que eram jóias.
O Brasil ainda é um país com viés paternalista, onde as pessoas acham que a solução tem de vir dos outros, que a sua responsabilidade é quase nenhuma.
Derramei uma lágrima porque estou sentindo sua falta. Mas ainda me sinto bem o suficiente para sorrir.
Suas indiretas só mostram o quanto você se lembra, e se importa ainda. Já o meu silêncio mostra o quanto não importo com sua vida ou suas opiniões.
