Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei
SOBRE O AMOR...
O amor não é um sintoma
emocional. Amar é
escolher cuidar, quando não
detém nada em troca.
O amor é ofertar, sem
esperar reciprocidade.
Amar não é uma conjuçao
verbal, o amor é acolhimento
de forma natural.
Viana Filho
O amor é tão sólido quanto a beleza, a pureza e a firmeza das montanhas:
enquanto não terminarem as estações, elas voltarão para testemunhar a essência do amor de Deus.
"Onde não existe sabedoria
não existe
paz, onde não existe paz
não existe amor e onde não
existe amor
não existe justiça: aquilo que para você é
visto como evolução, aventura
ou novidade,
para mim é percebido como repetição
vazia, superficialidade ou falta
de propósito."
Álbum: O Mundo Jaz no Maligno
(Autor-desconhecido)
O amor ao próximo não floresce onde o xingamento cria raízes, pois ofender o outro é esquecer que somos todos imagem e semelhança de Deus.
Não procure o amor por onde vai
Ele está dentro de você e aí ficará
até quando outro amor chegar
Como é de onde vem não se pode
prever mas, poderá senti-lo
"Não espere que amor
te encontre, ele não vai
te procurar, mas quase
sempre aparece na hora
eonde você não imagina"
"Coração onde reina o
egoísmo, o amor não
habitará. Deus disse;
AMAI- VOS UNS AOS
OUTROS ...E NÃO Á
SI MESMO"
Existem vestígios na alma desse amor que não se acaba, e que ninguém apaga. O tempo não nos basta, o amor é primavera que não passa.
O AMOR NÃO PRECISA SER ETERNO PARA TER SIDO INFINITO
Não amamos porque acreditamos que será eterno; amamos porque, enquanto existe, é verdadeiro. Talvez tenhamos passado tempo demais confundindo amor com permanência, como se somente aquilo que chega até o fim pudesse provar que um dia foi verdadeiro. Mas a vida não funciona assim. Há coisas que duram uma existência inteira e nunca chegam a tocar profundamente a alma, enquanto outras atravessam nossa história por alguns anos, alguns meses, às vezes por um único instante, e deixam dentro de nós uma eternidade.
O tempo mede a duração das coisas, mas não mede a profundidade delas.
Um abraço pode durar segundos e permanecer conosco durante décadas. Uma conversa pode acontecer numa tarde qualquer e mudar para sempre a maneira como enxergamos o mundo. Uma pessoa pode caminhar ao nosso lado apenas durante uma parte da estrada e, mesmo depois de partir, continuar existindo na pessoa que nos tornamos.
Talvez esse seja um dos grandes equívocos humanos: acreditar que o fim de alguma coisa invalida tudo aquilo que veio antes.
Não invalida.
Uma história que terminou não necessariamente foi uma mentira.
Um amor que acabou não necessariamente deixou de ter sido amor.
Uma presença que se transformou em ausência não apaga os dias em que foi companhia.
E uma despedida jamais possui o poder de voltar ao passado e destruir aquilo que foi verdadeiro.
Somos nós que, feridos pelo fim, às vezes tentamos reescrever o começo.
Dizemos: “Se terminou, então nunca valeu a pena.”
Mas talvez tenha valido justamente porque aconteceu.
Talvez o valor de uma experiência não esteja na promessa de permanecer, mas na capacidade de nos transformar enquanto permanece.
A própria vida nos ensina isso o tempo inteiro.
Nenhum pôr do sol permanece no horizonte para provar que foi bonito.
Nenhuma primavera exige eternidade para justificar suas flores.
Nenhuma música precisa tocar para sempre para nos emocionar.
E nós mesmos somos passageiros.
Como poderíamos exigir eternidade justamente daquilo que nasce entre seres feitos de tempo?
Amar, portanto, talvez seja um dos atos mais conscientes de coragem.
É olhar para alguém e, mesmo sem possuir qualquer garantia sobre o amanhã, escolher dizer: hoje estou aqui.
Não porque sei quanto tempo teremos.
Não porque tenho certeza de que nada mudará.
Mas porque aquilo que sinto neste momento é verdadeiro.
E talvez seja isso que torne o amor tão assustador e tão belo.
Quem ama verdadeiramente aceita, mesmo sem perceber, a possibilidade da perda.
Aceita que um dia o abraço poderá faltar.
Que a cadeira poderá ficar vazia.
Que a voz poderá sobreviver apenas na memória.
Que certos lugares poderão doer porque alguém já esteve ali.
Mas ainda assim escolhe amar.
Porque viver tentando evitar toda futura saudade seria também evitar todas as grandes presenças.
E então chegamos ao paradoxo mais bonito do amor:
aquilo que não conseguimos conservar para sempre pode permanecer para sempre dentro de nós.
Há pessoas que partiram e continuam participando de nossas decisões.
Há amores que terminaram e ainda vivem na delicadeza que aprendemos com eles.
Há mãos que já não podemos tocar, mas que continuam, de alguma maneira inexplicável, segurando partes de nossa história.
Talvez a eternidade do amor nunca tenha significado duração.
Talvez signifique consequência.
Signifique poder dizer: “Depois de você, alguma coisa em mim nunca mais voltou a ser como antes.”
Isso é permanecer.
Porque algumas pessoas não ficam em nossas vidas.
Ficam em nós.
E talvez seja por isso que não devemos perguntar apenas quanto tempo um amor durou.
Devemos perguntar o que ele fez conosco enquanto existiu.
Se nos ensinou ternura.
Se nos tornou mais humanos.
Se nos fez conhecer uma parte de nós mesmos que desconhecíamos.
Se houve verdade naquele abraço, naquela espera, naquele cuidado, naquele simples desejo de que o outro estivesse bem.
Se houve, então aconteceu.
Foi real.
Foi nosso.
E nenhum calendário poderá diminuir isso.
Um dia tudo aquilo que hoje seguramos terá que ser solto. Essa é uma das poucas certezas que a existência nos oferece.
Mas até esse dia chegar, temos uma escolha:
podemos passar a vida com medo de perder ou podemos ter coragem de viver profundamente aquilo que ainda temos.
Eu prefiro acreditar na segunda possibilidade.
Porque talvez, no final, a vida não nos pergunte quanto conseguimos conservar.
Talvez apenas nos pergunte:
“Enquanto esteve em suas mãos, você soube amar?”
E se pudermos responder que sim, talvez finalmente compreendamos:
o amor não fracassou porque terminou.
O amor cumpriu sua existência porque, enquanto esteve ali, foi verdadeiro.
Sonhe, fale e aja com amor,
mesmo que você nunca tenha recebido,
porque mesmo que você não acredite,
um dia o amor virá para ficar na tua vida.
Três coisas que Jeremias não soltou:
Amor pelo povo,
mesmo odiado.
Fidelidade à Palavra,
mesmo ferido.
Coragem diante do ódio,
mesmo vindo do altar.
"O verdadeiro amor é um diálogo silencioso. É uma promessa que não precisa de palavras para ser entendida."
Roberto Ikeda
"Não somos feitos para possuir o mundo, mas para iluminá-lo; e cada gesto de amor é uma chama que jamais se apaga."
Roberto Ikeda
