Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei
Como esquecerei seu beijo, se ainda sinto meus lábio molhados ???
Como te esquecerei se seu nome esta cravado em meu coração....
Espero que o tempo voe para que um dia eu possa te ver di novo, e te abraçar , te beijar, sentir minha mão tremer, assim como no meu primeiro bjo....
Às vezes, ainda choro no silencio do meu quarto, com a cara enfiada no meu travesseiro pensando que não posso mais aguentar o peso de uma dificuldade. Mas, é justamente nestas horas que percebo que não estou mais sozinha. Sei que não posso suportar as minhas dores com algum tipo de força humana que provenha de mim, mas tenho certeza de que vou avançando na vida através da imensurável capacidade que Deus me dá de levantar-me e colocar-me de pé. Deus me prontifica permitindo que eu caminhe além do que um corpo físico debilitado como o meu conseguiria. Porque Deus é a minha força e com Ele estou sempre superando os meus limites.
Trecho do livro "Inimigo Oculto- Foco, Força e Fé"
Me fizeram sangrar e ainda perguntavam se doía. Me viram morrendo e ainda me ofereceram veneno. E agora essas mesmas pessoas dizem que essa dor passa, que o tempo cura. Cura? E quem falou que eu quero que cure? Eu quero é sentir um pouco dessa dor que te fez partir. Eu quero é morrer com essa mesma dor. Eu quero é que atendem o pedido que eu fiz enquanto você lutava pra viver. "Eu quero é ir junto com você."
Nem todo abandono é rejeição. Tem gente que Deus tira do teu caminho pra salvar o que ainda restava de você. O que pra você foi perda, pra Ele foi livramento. A Bíblia diz que o coração é enganoso, mas a gente insiste em seguir ele mesmo assim. Por isso dói tanto. Por isso cansa tanto. Mas Deus nunca tiraria algo se não fosse pra te devolver a paz. Tem amores que você ora pra voltar, e Deus silencia. Porque Ele sabe que, se voltasse, você se perderia de novo. E o amor Dele não te faz se perder. O amor Dele te reencontra.
Muitas vezes somos prisioneiros dos nossos
próprios sentimentos, mas ainda é
tempo, podemos nos libertar dessa prisão.
Ainda há pouco, assistia ao jornal da GloboNews. A pauta era a taxação dos Estados Unidos sobre produtos do Brasil. O convidado iniciou falando sobre importações e commodities — e, de fato, para que um país cresça economicamente de forma sólida, é preciso investir em tecnologia e deixar de exportar apenas matéria-prima, passando a desenvolver produtos com valor agregado.
No entanto, boa parte dos empresários do agronegócio brasileiro acredita que, se mudarem de ramo ou investirem em inovação, irão à falência. Vivem do que chamo de “bolsa rico” — investimentos estatais — para que continuem plantando e vendendo produtos in natura, evitando, inclusive, o pagamento de impostos devidos. Enquanto isso, as nações desenvolvidas nos vendem os mesmos produtos já industrializados, a preços duas ou três vezes maiores. Isso é bom? Sim, para quem nos vende. O governo brasileiro, por outro lado, perde receita com essa artimanha sustentada por interesses de grandes empresários do agro.
Infelizmente, o Poder Executivo e o Legislativo seguem sucateando a educação, e apenas uma parcela privilegiada da população tem acesso à universidade — que deveria ser uma extensão natural da educação básica, formando novos cientistas, desenvolvendo tecnologia de ponta e fortalecendo a indústria nacional.
Retomando a fala do convidado do programa: ele sugeriu que o presidente Lula deveria entrar em contato com Donald Trump para negociar a taxação. Um verdadeiro viralatismo. Espera-se que o Brasil se curve aos interesses dos Estados Unidos? Isso, para mim, é demonstrar fraqueza da soberania nacional — é como dizer que não somos capazes de criar novas relações comerciais e manter uma posição autônoma no cenário internacional.
A velocidade da inteligência artifical torna superficial e efêmero esse mundo digital e torna ainda mais valioso o que é cultivado no tempo e na vida.
Quando você serve a mais de um senhor, deve vestir a sua própria roupa, ainda que simples. Se optar pela pompa, sua obra perderá a autenticidade, e o momento de êxito será apenas efemero."
Ainda dá tempo. Ainda dá tempo de se procurar, de se reinventar, de se tornar aquilo que sempre sonhou ser.
Ainda dá tempo de mudar, de recomeçar, de se reconstruir aos poucos, passo a passo, sem pressa. Ainda dá tempo de abrir um novo negócio, explorar novos caminhos, descobrir lugares que jamais imaginou.
Ainda dá tempo de mudar de carreira, traçar novos desafios, alcançar sonhos que pareciam perdidos. Ainda dá tempo de viver um novo amor, se entregar, se casar, ter filhos ou simplesmente cuidar de si mesmo.
Ainda dá tempo de adotar hábitos, transformar sua rotina, se aproximar da pessoa que você deseja ser. Sabe por quê? Porque enquanto houver vida, respiração, força no corpo e coragem no coração, tudo pode mudar. Vá em frente. Sem medo. Com fé, esperança e otimismo.
CARTA DE SOCORRO
A quem ainda pode me ouvir,
Aos que ainda sentem a terra sob os pés,
Aos que ainda se lembram que sem natureza não há futuro:
Socorro!
Eu sou a Caatinga.
Sou o único bioma exclusivamente brasileiro.
Nasci do calor, cresci na escassez, floresci na resistência.
Durante séculos, abriguei povos inteiros, curei feridas com minhas raízes, alimentei famílias com meus frutos, e dancei com o vento seco sob o sol ardente.
Mas hoje, estou morrendo.
Tenho sido queimada, arrancada, esquecida.
Espécies que guardava como tesouros — como o pau-ferro, a baraúna, o umbuzeiro, o mororó, o juazeiro e o mandacaru estão sendo levadas embora, uma a uma.
Meus filhos verdes, meus espinhos de proteção, meus galhos retorcidos de luta, estão sendo transformados em cinzas, carvão e silêncio.
Me chamaram de pobre, de seca, de lugar sem vida.
Mas nunca perguntaram o quanto dei de mim para que a vida sobrevivesse aqui.
Nunca olharam com carinho para o que fui capaz de sustentar, mesmo com tão pouco.
Eu sangro em silêncio, mas agora grito: me recatinguem!
Me curem.
Me deixem respirar de novo.
Não quero virar lembrança em livros didáticos.
Não quero ser só nome em relatório de extinção.
Quero ver de novo as folhas do umbu se abrindo depois da chuva.
Quero ouvir o barulho das ararinhas-azuis que quase não existem mais.
Quero acolher de novo o vaqueiro, o sertanejo, o viajante.
Peço socorro aos cientistas, aos agricultores conscientes, às escolas, aos jovens, aos povos originários e tradicionais. Peço socorro a quem ainda me reconhece como vida.
Plantem o que sou.
Ensinem quem fui.
Preservem o que restou.
E devolvam-me o que me tiraram: o direito de continuar existindo.
Eu sou a Caatinga.
E eu ainda resisto — se vocês resistirem comigo.
Com dor e esperança,
Caatinga a voz esquecida do sertão.
MÃE, AINDA TE ESCUTO
(Eliza Yaman)
Mãe, ainda escuto teu passo no chão,
No som da panela, no cheiro do lar.
Teu nome ressoa na minha canção,
E tudo que sou, aprendi ao te olhar.
Teu colo me falta, mas nunca se foi,
É ninho guardado no peito que arde.
Teu gesto me guia, teu riso me dói,
Mas é nessa dor que a ternura me invade.
Na prece que faço, teu rosto me vem,
No vento que passa, te sinto soprar.
És brisa que toca, és flor que contém
O tempo que insiste em me consolar.
E mesmo que a vida te leve de mim,
Te guardo onde o mundo não pode alcançar.
Mãe, és meu começo, meu meio, meu fim,
Saudade que canta, sem nunca calar.
