Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei
Eu estou aqui sem você
Mas em alguma lugar dentro de mim você ainda está vivo!
Estou aqui sem você,pensando por que?
Se era pra durar para sempre?
Então por que acabou?
Os dias passam,como se fossem apenas minutos...
Parece que foi ontem que você estava aqui
Me beijava e me abraçava
E me fazia feliz
Hoje restam apenas lembranças
Doces lembranças que se tornam aos poucos amargas
Que se dissipam aos meus olhos,como a leve brisa da manhã...
Talvez alguma dia nós nos reencontremos...
E nos completemos como se fossemos um só...
E talvez nesse dia,quem sabe eu volte a sorrir
Volte a simplesmente ser feliz...
À Espera
Ainda um dia hei-de contar-te as espantosas
coisas de que me lembro quando fico à tua espera
horas e horas, cada vez mais vagarosas,
e tu não chegas, meu amor, e tu demoras
mais do que a minha paciência. Quem me dera
aquele tempo em que era sempre primavera
e assistia indiferente à passagem das horas.
Mas, quando chegas, só me ocorre esquecer tudo
e ter-te uma vez mais como quem tem o mundo.
E aquele primeiro dia treze é ainda tão vivo na minha memória. Lembro da tarde ensolarada que fazia, consigo até sentir o cheiro daquele dia, cheiro bom de dia calmo...
Jota Cê
-
Planeta
Quando nascemos, nossa mãe terra
nos recebe e nos alimenta ;e quando
mortos, ainda nos mantem acolhidos;o
minimo que poderíamos fazer com
tamanha bondade de nossa mãe terra
seria retribuir a ela amando-a ; mas o
que ai se apresenta não passa de
ódio puro para com ela.
Fazer escolhas com certeza é difícil. Conviver com as consequências mais ainda. Mas pior e cruel, é carregar a dúvida de nunca ter feito nenhuma.
A faculdade da Vida
Desde o começo dessa jornada, ainda neófitos, aprendemos muita coisa, até inusitada.
Vários mestres e mestras, nos ensinaram que nessa ciência nada seresta, nem tudo que parece ser é, pois depende, e nem tudo pode terminar em festa.
Conhecemos as ciências jurídica, seus códigos, doutrinas, macetes e jurisprudências,
Que nos ensinaram a argumentar, citar, criar, inclusive a valorar bons artigos e referências.
Agora, chegando ao fim do curso, que apesar dos pesares está sendo um sucesso, eu, já com pensamento de “seu dotô", olhando para nosso caso, inté imagino um processo:
... Petição inicial montada, todos os argumentos presentes, com medo de que você pense ser litigância de má-fé, e com isso eu tomar de você uma ré, fui ao fórum, e no balcão com a petição na mão me aproximei, só depois de recebido e carimbado, pensei: agora seja o que Deus quisé!
Acontece que no decurso desse processo, já tivemos muitos insucessos: mal-entendidos, troca de olhares com semblante de desgosto, até bloqueio de mensagens foi proposto.
Porém, nem tudo é só pedras e confusão, pois existem flores e bombons. Consegui arrancar seu sorriso, quando tudo parecia perdido, recebendo até elogios pelos atos meus, de carinho e admiração.
Tudo que eu precisava para retomar os trabalhos no caminho proposto da referida ação!
Já avançado os autos e com muitas páginas, audiências e juntadas, nada resolvendo, me sentindo em desvantagem apelei para a arbitragem.
Chamando para auxiliar alguém entre nós peculiar, na busca de conciliação, mediação ou um acordo talvez, ela, até de amicus curiae se fez, em busca de solução.
Acontece que esse processo se estende de forma que ninguém entende, ninguém se habilita a julgar, já virou um entrave sem precedência, no sistema do fórum, ainda que tentem movimentar para julgamento, há sempre uma mensagem dizendo que “a competência, a qual o tal processo faz referência, não existe neste plano de existência”.
Nossa! Esse processo já deu muito pano pra manga. Tá lá pra quem quisé vê, num cantinho da sala de vidro fumê.
Para se ter uma ideia, quem o pega pra ler, logo já sai chorando sem saber,
Talvez seja pelo conteúdo do pedido, ou pela emoção transcendente, talvez seja pelo fato de algo tão urgente e importante, ainda parado naquela estante!
Não adianta procrastinar, nem esperar o tempo passar, pois não há prescrição, somente um acordo entre as partes pode dar fim a essa questão!
Já mandaram avisar, que lá do fórum não sai, baixa nem pensar, esqueça aquele famoso pedido urgente, pedindo prescrição intercorrente!
Esse processo já virou febre por lá, melhor que novela, já tem até torcida, e pelo visto seguirá na mesma vara e no mesmo juízo até o fim dos tempos...
Me pergunto se ainda hà ouvidos
que ouvem
o poema que a chuva declama
e os meus olhos
com uma marejada de versos
me anaguam a alma
me enxaguam o rosto
derramando-me poesia...
Posso te perguntar mil coisas em um dia, e saber todas elas no final do dia. mas ainda sim eu vou continuar querendo saber como você é!
Ah, ouvido! totalmente desequilibrado. Pois, ainda que mantem o equilíbrio do corpo. Na maioria das vezes, insiste apenas em ouvir. Quando, necessário é escutar...
Eu nunca me esqueci dele. Ouso dizer que eu sinto falta dele? Sim. Sinto falta dele. Eu ainda o vejo em meus sonhos. São pesadelos, principalmente, mas pesadelos tingidos com amor. Tal é a estranheza do coração humano. Eu ainda não consigo entender como ele pôde me abandonar tão sem cerimônia, sem qualquer tipo de adeus, sem olhar para trás nem uma vez. A dor é como um machado que corta meu coração.
Todas as crianças, enquanto ainda vivem o mistério, têm sempre a alma focada nas únicas coisas importantes: nelas mesmas e na secreta conjunção com o mundo que as rodeia.
Desde que me entendo por gente
Ficou ainda mais evidente
Essa dúvida eterna:
-O que é mesmo ser gente?
Quando alguém me elogia por ter humildade, muito me alegro porque sei que a Glória de Deus ainda reflete em mim! Louvado seja!
Mais um retrato da vida
Já passava das 22 horas e eles ainda estavam lá, sujos, maltrapilhos. Um, mais esperto que o outro, devia ser o mais velho. Uns dois anos de diferença, possivelmente. O outro, mais cansado, entretanto não com menos necessidade, buscava encontrar forças naquele a quem tinha como protetor. Com eles, só a esperança de concluir o trabalho: vender os latões vazios de margarina ou manteiga que ainda restavam sobre a carroça velha, puxada por um animal não menos faminto e cansado.
Podia-se perceber entre eles uma cumplicidade familiar. Aquele, o primeiro, protegia o menor como que se o quisesse livrar das amarguras do pesado serviço. Fez um sinal para que se deitasse em seu colo, mas teve seu pedido negado. Seria menos forte aquele que primeiro se entregasse ao cansaço.
Eram eles, duas crianças apenas, um com dez, aproximadamente, e outro com possíveis oito anos. Vinham famintos pela avenida, sendo constantemente ameaçados pela estupidez dos motoristas que por ali passavam, fervorosos por chegarem em suas casas e se deitarem nos lençóis macios e quentes, desejo esse que os impedia talvez de ver essa discreta crueldade pueril. Os pais? Não foram flagrados. Deviam estar em casa cuidando ainda da dúzia de filhos que tentavam colocar para dormir. Não tinham tempo. Precisavam dessa ajuda.
Eles iriam dormir? Sim, é certo que iriam, tão certo quanto não daria tempo de chegar em casa para relaxar. Mas... Já estão acostumados, afinal, a dormir num lugar amplo e livre - inseguro e desconfortável, é verdade -, que acolhe qualquer um que precise, sem distinção. Se já tiveram, em várias noites, o frio por companhia, nessa noite não haveriam de estranhar. Afinal, para que servem também os jornais? Melhor, porque amanhã não precisaram, ainda, vestir-se para o trabalho. Acordaram prontos, arrumados.
O interessante nisso tudo é que entre esses dois jovens trabalhadores, negros e pobres, havia algo de mágico, algo capaz de mover céus e terra e tornar a todos mais humanos e fraternos. Entre eles podia-se ver cumplicidade. Entre eles podia-se ver amor.
Então você disse que era louco e me beijou eu era mais louca ainda é deixei,deixei você fazer parte da minha vida,deixei mais,deixei você fazer parte de mim.nao e perfeito,nao é como nos filmes,vinhos e flores,nao é assim nós dois,tem mais a ver com o que não fazemos um pelo outro.e talvez você não seja uma boa companhia pra ninguém,mas eu quero ficar,nai quero te fazer pergunta alguma,eu só preciso ficar com você onde quer que seja ,não posso viver longe de você.
Que você tenha sempre um cântico novo
Nos lábios e no coração
Mas se ainda lhe faltar música,
Ouça apenas o som do mar,
Pois a vida é uma linda canção.
Quem escreve para obter o supérfluo como se escrevesse para obter o necessário, escreve ainda pior do que se para obter apenas o necessário escrevesse.
