Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei
Ainda existe um lugar...
Onde não há mais risco de queda,
Onde não é preciso concorrer com ninguém,
Onde luz e treva estarão sempre em locais fixos.
Este lugar se chama... FUNDO DO POÇO!
É lá que você quer estar?
Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado;
Todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação.
O titulo dos meus textos ainda é você.
Por que não tem jeito menino, vai ser sempre você. Está escrito nas estrelas, no bilhete de geladeira, na ultima folha do caderno, na minha chama de emergência.
Pelas madrugadas mal dormidas, eu andei pra lá e pra cá dentro de casa, abria a janela do meu quarto e procurava por um vento puro, pelo qual eu possa respirar e tentar amenizar a minha dor.
Procurei olhar em fotos antigas minhas, e ver nos meus olhos, quem eu era a um tempo atrás, se eu era mesmo feliz, ou se sempre tive essa tendência de ser triste. Talvez eu ainda não me conheça, talvez eu ainda não saiba lhe dar com as minhas manhas e birras. Talvez eu ainda não saiba quem eu sou. Antes eu até saberia dizer quem eu era, se me perguntassem eu até saberia dizer quem eu queria ser quando crescer. Mas depois de tantas desavenças com o amor, eu já não me conheço mais, já não sei quem sou, ou quem quero ser. Não mais. Não depois de ter ido embora de um ultimo encontro, não depois de ter beijado sua boca pela ultima vez. Não depois de um ultimo abraço. Não mais. Por muitas vezes agente acha que não vai passar dessa noite, e no dia seguinte está mais vivo do que nunca. E realmente durante a vida experimentamos centenas de morte para por fim morrer. Eu não sei por qual direção estou caminhando, me sinto como se eu estivesse passando de olhos fechados por um jardim espinhoso que me corta toda por dentro, e mais pra frente há um abismo me esperando. Eu sei que tenho que mudar de direção o mais rápido possível. Mas não da! Não da .
Você meu amor, se encontra no caminho mais difícil de percorrer, e eu já estou na metade desse caminho perigoso.
Por que quando agente ama, agente não olha pra mais nada, agente simplesmente vai e segue reto na direção dessa pessoa.
Olha o que você fez comigo moço.
Deixou-me completamente cega de amores por você. Que diabos você tem? Que me prendeu totalmente ah você. Abriu os braços para me receber, e depois simplesmente me deixou, assim sem fim, me deixou.
Eu te pedi, entre milhões de vezes para me deixar ficar, ou então para você ficar, fazer morada no meu coração, e ficar. Assim, chegar e ficar para sempre. Mas você recusou. Entre as milhares de escolhas, você preferiu aquela que me machucasse cada dia mais.
Eu nunca estive preparada para saber que você beijou outras bocas, que você meu amor, o MEU amor, esteve em outros braços que não fossem os meus. Eu nunca estive preparada. E isso dói em mim como se estivessem arrancando meu coração com as próprias mãos, sem anestesia ou algo do tipo.
Dói, todos sabem que dói.
Mas eu procuro não deixar essa dor transparecer.
— Mas meu bem, só não esquece que eu já te fiz bem.
Dorme bem
Te amo.
Eu sei que estamos distantes fisicamente,
mas ainda assim você consegue ser
a pessoa mais próxima de mim.
Quando a noite está nublada, você deixa de acreditar nas estrelas? Ainda que machuque, ainda que pareça nunca mais voltar, nunca desista do amor, pois ele nunca irá desistir de você
A estada no inferno diminui toda vez que conseguimos ainda nesta existência reparar parte do erro, da infelicidade e do mal que causamos a outrem por amor com convicção de que só o bem em verdade liberta na mesma direção.
Quero dizer que te amo só de amor. Sem idéias, palavras, pensamentos. Quero fazer que te amo só de amor. Com sentimentos, sentidos, emoções. Quero curtir que te amo só de amor. Olho no olho, cara a cara, corpo a corpo. Quero querer que te amo só de amor.
São sombras as palavras no papel. Claro-escuros projetados pelo amor, dos delírios e dos mistérios do prazer. Apenas sombras as palavras no papel.
Ser-não-ser refratados pelo amor no sexo e nos sonhos dos amantes. Fátuas sombras as palavras no papel.
Meu amor te escrevo feito um poema de carne, sangue, nervos e sêmen. São versos que pulsam, gemem e fecundam. Meu poema se encanta feito o amor dos bichos livres às urgências dos cios e que jogam, brincam, cantam e dançam fazendo o amor como faço o poema.
Quero da vida as claras superfícies onde terminam e começam meus amores. Eu te sinto na pele, não no coração. Quero do amor as tenras superfícies onde a vida é lírica porque telúrica, onde sou épico porque ébrio e lúbrico. Quero genitais todas as nossas superfícies.
Não há limites para o prazer, meu grande amor, mas virá sempre antes, não depois da excitação. Meu grande amor, o infinito é um recomeço. Não há limites para se viver um grande amor. Mas só te amo porque me dás o gozo e não gozo mais porque eu te amo. Não há limites para o fim de um grande amor.
Nossa nudez, juntos, não se completa nunca, mesmo quando se tornam quentes e congestionadas, úmidas e latejantes todas as nossas mucosas. A nudez a dois não acontece nunca, porque nos vestimos um com o corpo do outro, para inventar deuses na solidão do nós. Por isso, a nudez, no amor, não satisfaz nunca.
Porque eu te amo, tu não precisas de mim. Porque tu me amas, eu não preciso de ti. No amor, jamais nos deixamos completar. Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários.
O amor é tanto, não quanto. Amar é enquanto, portanto. Ponto.
Que amor louco! A gente briga, se odeia e termina. Depois, sentimos saudades, choramos, fazemos amor e voltamos.
Ela carrega uma estrela nos olhos. Tu te perguntas: meu Deus, quem carrega estrelas nos olhos? Ela carrega uma constelação inteira.
Dor
Passa-se um dia e outro dia
À espera que passe a Dor,
E a Dor não passa, e porfia,
Porque trás dia, outro dia
Que traz Dor inda maior;
Porque embora a Dor aflita
Calasse há muito seus ais,
Ainda, fundo, palpita
Uma outra Dor que não grita:
A Dor do que não dói mais.
(in "Dispersos e Inéditos")
O progresso sempre envolve riscos; você não pode infiltrar-se na segunda base com o seu pé na primeira.
Aqueles que podem fazem. Os que não podem ensinam. E os que não podem nem uma coisa nem outra, administram.
