Princípio
Minha vida é um elo frágil
Que liga princípio meio e fim
De onde venho, para onde vou?
Resposta que não encontro em mim.
"A princípio, pensei que ela fosse Ariadne, ninfa de Apolo, e que sua mente fosse um milagre dos deuses arquitetos do caos. Mas, com o passar dos dias, revelou-se igual aos demais: uma pessoa binária, presa à contemplação medíocre do sim e do não, do bem e do mal."
O Encantamento
A princípio, ele acreditou tê-la visto entre as colunas do templo. Não um templo de mármore — mas o da própria mente. Ali, onde as musas habitam como sombras antigas, ela surgiu. Seus olhos, tão serenos, pareciam conter os astros. Seu gesto mínimo, de afastar os cabelos do rosto, era um ritual solar. Ele pensou: É Ariadne. A filha dos deuses. A que guarda o fio do caos.
Ele era artista. Não dos que vendem quadros em feiras nem dos que frequentam coquetéis. Era daqueles que se perdem no traço de uma linha, ou em uma frase que nunca termina. Vivia no exílio da lucidez, no limiar entre o sagrado e o delírio.
E ela apareceu assim. Simples. Com um vestido qualquer. Mas para ele era sacerdotisa. Musa. Mistério. Sua mente parecia dançar sobre os abismos como uma acrobata dos ventos — e ele se encantou por aquela inteligência sem nome, por aquele silêncio que parecia conter todas as palavras do mundo ainda não ditas.
— Você não é daqui — ele disse, certo de que falava com uma mulher vinda de outra esfera.
Mas os dias passaram. E o que era véu foi tecido. O que era bruma, forma. A musa, aos poucos, se revelava humana. Com certezas comuns, opiniões previsíveis. Não havia abismo: apenas convicções. Ela acreditava em causas, em partidos, em fronteiras morais. Entre o sim e o não, ela nunca hesitava. Entre o bem e o mal, escolhia com pressa.
Ele, que vivia das nuances, das contradições, do absurdo, sentiu uma dor sem nome.
— Ela é binária — pensou.
E doía. Não porque ela fosse assim — mas porque ele havia amado nela o que ela nunca fora.
E então compreendeu: sua arte sempre fora isso — um esforço patético de ver divindade em quem só carregava o peso da humanidade.
O Encantamento
A princípio, ele pensou que ela fosse Ariadne — uma ninfa perdida entre os mitos e as constelações. Pensou que sua mente fosse um milagre oculto dos deuses, uma peça rara entre os destroços do caos. Via nela o brilho do improvável, como se cada gesto carregasse um segredo antigo.
Mas com o passar dos dias, ela foi se revelando... comum.
Pessoa binária — presa na contemplação medíocre entre o sim e o não, entre o bem e o mal. Uma alma regida por manuais. Uma mulher como tantas.
E ainda assim, ele a desejava.
Não por aquilo que ela era, mas por aquilo que ele imaginava que poderia ser, se ela aceitasse se lançar com ele ao vazio. Ele queria a vertigem. Queria sair do chão com ela, voar — não sobre nuvens, mas sobre abismos. Queria perder-se e, no fundo da queda, encontrá-la.
Ele era um homem subterrâneo.
Habitava no silêncio, na contramão do tempo. Carregava na alma uma solidão antiga, quase mineral. Tinha feito do abismo seu ateliê, seu altar e sua casa. E nela enxergava a possibilidade de dança, de salvação, de ruína bela.
Queria levá-la para esse mundo, onde a arte não tem preço e os gestos não pedem permissão. Queria que ela ouvisse o som da vertigem, o canto obscuro que move os artistas quando amam.
Mas ela tinha sonhos —
Sonhos com raízes, não com asas.
Queria se casar, ter filhos, construir uma casa com varanda e cortinas. Queria um homem estável, domingos tranquilos e filhos com nomes decididos muito antes de nascerem.
— E se não houver futuro? — ele perguntou, numa madrugada em que ela falava de imóveis e certidões.
— Então a gente inventa um — ela disse, sorrindo como quem jamais compreendeu a pergunta.
Ela não o entendia.
Achava bonito o que ele dizia, como quem acha bonita a chuva ou a música triste — mas não desejava se molhar, nem chorar.
Ele queria que ela rasgasse o destino e ardessse com ele num fogo sem nome. Mas ela dizia:
— Você precisa crescer.
E ele sentia que era exatamente o oposto: precisava desaprender.
No fim, ela partiu.
E ele ficou — com a ausência dela, com a vertigem não vivida, e com a verdade que o tempo traz como um veneno lento:
não era ela quem havia sido pequena —
era ele quem havia sonhado grande demais.
Pecadores, sem princípio da salvação, continuam vivendo no inferno, mas Jesus, sendo o Autor, pode mudar seu rumo para os Céus.
Todos os pais deveriam à princípio gastar tempo na educação primada de seus filhos, quando estiverem em casa, para que o seu dinheiro profissional não seja desperdiçado com a cultura do povo que vive e yrabalha sem propósitos.
Muitos buscam a vacina como paliativo da morte, em vez de obedecer o princípio ativo da cura divina: submissão aos Seus mandamentos para terem a vida eterna.
Como começar o princípio de uma conversa: peça licença a pessoa e pergunte algo de seu interesse e achará um bom diálogo para ambas as partes.
CONFIANÇA.
Princípio basilar para absolutamente tudo.
Sem ela, nada se cria, nada se mantém, nada se sustenta.
Onde não habita a confiança, a paz não se faz presente.
“E todos os que criam estavam juntos e tinham tudo em comum” Atos 2, 44
O princípio básico de quem crê , significa “andar junto”
Estamos juntos não apenas na companhia física, mas na fé e oração. Buscamos o mesmo caminho, temos a mesma esperança de salvação, cremos no mesmo Deus .
Através de Cristo procuramos edificar um ao outro, perseverar , abdicar em favor do outro, perdoar-nos e orar em comunhão.
E assim, juntos na alegria do Ressuscitado, reunidos em grande amizade partilhamos um um delicioso café da manhã após a missa da ressurreição.
BENDITO SEJA DEUS QUE NOS REUNIU NO AMOR DE CRISTO
ORAÇÃO NA MADRUGADA
Senhor, a princípio o sono parece profundo, mas de repente me vejo acordada, olhos abertos na escuridão, mente povoada de pensamentos que se atropelam.
Olhos abertos na escuridão, apenas o distante som do tic-tac do relógio parecer fazer parte do cenário.
Fecho os olhos e sinto a Tua presença como um bálsamo a curar-me as feridas da alma.
Em teus braços encontro consolo. Nem é preciso falar, pois tu sabes do preciso. Tu bem sabes da harmonia familiar que busco, sabes do meu desejo por paz e fraternidade! Sabes o quanto espero mudanças não só em meu coração, mas no coração de tantos queridos. Sabes o quanto eu gostaria de celebrar a união e fraternidade entre tantos outros amados. Perdão, Senhor, porque muitas vezes me impaciento, perco a calma e acabo por prejudicar minha relação contigo e com os outros. Acalma-me o coração, Senhor, acolha-me e transforma meu ser. Amem!
O princípio para não haverem tédios é estar em conexão com o propósito da própria essência, que podem ser caminhos diferentes da cultura vigente.
Venho aprendendo tanto, mas tanto que não sei contar.
O interior repleto é o princípio do silêncio.
Uma base como princípio para a melhor consciência de ética universal é um beabá de assimilação não fácil: “Não fazer com os outros o que não gostaríamos que fizessem conosco”.
