Princípio
Deverás tomar cada fracasso como princípio de triunfo, sempre que dele extraias o elemento que te faltou para vencer.
METAVERSO DAS MÁSCARAS E DOS NOMES.
No princípio era o signo.
Um círculo.
Uma seta.
Uma cruz.
Símbolos gravados como selos antigos
na pedra fria da biologia.
Mas eis que a era digital abriu
não o ventre da matéria,
mas o espelho do infinito.
No metaverso, cada consciência
modela a própria silhueta
como quem esculpe névoa.
Ali, o corpo é código.
O nome é escolha.
O gênero é avatar.
Multiplicam-se ícones como constelações
num céu sem astronomia fixa.
Agender.
Andrógino.
Fluido.
Não binário.
Cada palavra, uma tentativa
de domesticar o indizível.
O humano, cansado da carne,
experimenta ser linguagem.
E a linguagem, fatigada de limites,
experimenta ser cosmos.
Não se trata apenas de sexo,
mas de identidade expandida
num espaço onde a matéria
já não impõe suas fronteiras.
No metaverso, a ontologia dissolve-se
em pixels que respiram.
E o eu fragmenta-se
em múltiplas possibilidades
como um espelho partido
que ainda reflete o mesmo olhar.
Pergunto então.
Somos aquilo que o corpo afirma
ou aquilo que a consciência reivindica?
Entre o cromossomo e o desejo
há um abismo sutil
onde a modernidade acendeu
suas lâmpadas artificiais.
Cada símbolo é um pedido.
Cada avatar, uma confissão silenciosa.
Talvez o metaverso não seja fuga,
mas laboratório.
Lugar onde o homem ensaia
ser mais do que herdou.
Ou talvez seja apenas
a mais sofisticada máscara
de uma inquietação antiga.
Porque, antes do código e da tela,
já havia no coração humano
a mesma pergunta ardente.
Quem sou eu?
E enquanto houver essa pergunta,
haverá mundos virtuais,
novos nomes,
novas formas,
e a eterna tentativa
de tocar o próprio ser
sem medo do espelho.
NÃO PERCAS TEMPO !!!
Sou o Tempo que passa, que passa,
Sem princípio, sem fim, sem medida!
Vou levando a Ventura e a Desgraça,
Vou levando as vaidades da Vida!
A correr, de segundo em segundo,
Vou formando os minutos que correm . . .
Formo as horas que passam no mundo,
Formo os anos que nascem e morrem.
Ninguém pode evitar os meus danos . . .
Vou correndo sereno e constante:
Desse modo, de cem em cem anos
Formo um século, e passo adiante.
Trabalhai, porque a vida é pequena,
E não há para o Tempo demoras!
Não gasteis os minutos sem pena!
Não façais pouco caso das horas!
Olavo Bilac
MEU PRINCÍPIO E MEU FIM"
Ontem, esperei ouvir de você palavras que aliviassem a minh’alma daquela angústia que a oprimia. Fechei os olhos e pensei que de suas palavras eu pudesse tirar o alívio que procurava, para os pensamentos confusos e desencontrados que me povoavam a mente.
Sabe, são nesses momentos que a gente consegue perceber o que somos para alguém de quem esperamos alguma coisa. É quando necessitamos de uma palavra, de um carinho, de um gesto de amor, de um atitude de compreensão, que avaliamos a extensão e a veracidade de tudo que foi dito antes, em situações diferentes.
Mas nada disto aconteceu. Quando lhe pedi para parar e me ouvir, você passou indiferentemente. Quando imaginei que fosse encontrar seu braço estendido, me enlaçando num abraço, vi você recolhê-los e ignorar-me.
Quando meus ouvidos ansiavam pelas suas palavras de apoio e compreensão, somente ouviram seu silêncio.
Foi triste, como tristonhas são todas as decepções da vida. E esta depressão que agora me acomete é a resposta para o amor que lhe dei. Sabe...Eu tento comparar você com aquela pessoa que antes era tudo para mim e noto uma diferença tamanha, que me pergunto como pude me iludir tanto a seu respeito. Como fui capaz de ignorar a sua frieza, a dureza de sua alma, sua falta de personalidade. Como fui idiota, acreditando nas suas frases pré-fabricadas, em seus carinhos falsos, aceitando seus pensamentos como os mais certos do mundo.
Ah! Como dói reconhecer que tudo desmoronou, que nada mais existe a nos ligar, pois você, que pensei ser meu princípio e meu fim, deixa-me em meio a algo que julguei ser definitivo, para sempre, indissolúvel.
Ontem, maldisse este telefone que permaneceu mudo, sem chamar nem que fosse por engano, para enganar também a mim, que ansiava ouvir sua voz, dizendo-me que tudo era brincadeira, nada mais que uma brincadeira. Ontem a noite me encontrou a sós, ou antes, com a minha dor, minha saudade, minha frustração, minha fossa.
Nem o som do disco terminado, nem o vento entrando pela janela aberta, nem o murmúrio dos vizinhos ao lado foram capazes de me tirar da poltrona, onde derrotado, remoía os pensamentos, tentando encontrar um porquê, uma razão para o que aconteceu. Agora...
Estou acordando. Ainda tenho os olhos pesados, mas a mente está mais limpa, ou vazia. Vazia como a taça que das minhas mãos deslizou e aquietou-se no tapete. Agora estou realmente vendo que estou sozinho. Noto sua ausência, mas não a lamento. Depois de muito tempo estou acordando sem vê-la do meu lado, sem sentir seu contato, sem receber o seu bom dia. Mas estou tentando me acostumar a isto desde agora. Daqui a pouco, sairei para o trabalho e terei que levar comigo a chave desta casa, pois não ficará aqui nem sequer a sua saudade me aguardando. Estou nas derradeiras recordações de algo que julguei, fosse muito bom, e você me mostrou ser o contrário. Adeus.
Todas as faltas, e talvez, os crimes, têm, por princípio, um raciocínio errado ou algum excesso de egoísmo.
Alguém vai mentir pra você.
É o princípio básico da vida. Alguém te fará promessas que não cumprirá. Te dirá inverdades. Te fará ter expectativas irreais.
Alguém vai desistir de você.
E decidir fazer o oposto do que te faz bem.
Alguém vai ignorar você. E por te ignorar, ser ingrato e injusto. Te acusar das coisas mais absurdas. Te punir das formas mais avassaladoras.
Alguém vai insultar você.
E usar contigo palavras cruéis, mais destruidoras que o fogo ou a espada.
Alguém vai te despertar ira, medo, angústia, desespero, solidão.
É a porção que nos cabe na vida. Contra a qual não podemos nada, exceto sofrer nossa luta, chorar nossa lágrima, e decidir o tamanho do estrago que tais feitos terão em nossa alma.
Porque alguém também vai te dizer a verdade.
E te surpreender com atitudes que nem prometeu, mas decidiu e fez.
Alguém vai insistir em você.
E contra sua própria crença, te dar vontade de insistir em si, que é o seu próprio bem.
Alguém vai observar você. E por te observar, reconhecer tuas qualidades e as características que te tornam único, útil, e amável. E perdoar você da maneira mais linda.
E te entender do modo mais suave.
Alguém vai se calar com você. E estender a mão pra enxugar suas lágrimas. E te dar, no silêncio, o abraço mais forte que a fúria da tempestade.
Alguém vai te despertar afeto, coragem, paz, segurança, presença.
Também te cabe esta porção na vida...
Cuide pra não deixar tua alma muito ocupada com os machucados de um tipo de alguém. Cuide não a deixar tão protegida que se torne opaca, impossibilitada de brilhar diante da luz.
Às vezes, na ânsia por se proteger e evitar machucados, você acaba só olhando os pedaços de alma remendados.
Cuide... Cuide para não se afogar em lágrimas e se perder em dores que você nunca vai mudar.
Elas vieram, você as viveu. Deixe-as no passado, no lugar onde devem estar.
Quando sua mente te sufocar de pensamentos doloridos, de coisas ruins que você vive e viveu, e a sensação tranquilizante de "desistir" e viver na base do "tanto fez, tanto faz" ganhar força, lembre-se que haverá outro alguém.
E... O melhor de tudo: você pode ser para si mesmo esse outro alguém. Não se sabote. Faça a si o que sabe que merece, o que sabe que precisa.
Diga-se as melhores palavras. Afague-se. Incentive-se. Abrace-se. Mime-se. Perdoe-se. Entenda-se. Ouça-se. Silencie-se. Conforte-se. Ame-se. Seja a melhor porção que te cabe na vida.
É o princípio do fim – dizia todo mundo, mas Churchill, o primeiro ministro inglês, que devia ter ouvido a mesma coisa sendo repetida na Inglaterra, declarou: – Isto não é o fim. Não é nem mesmo o princípio do fim. Mas talvez seja o fim do princípio.
O princípio aplicado na URSS é o do socialismo: de cada um, segundo sua capacidade; a cada um, segundo seu trabalho.
Nota: Trecho da Constituição Soviética de 1936. A segunda parte do trecho costuma ser atribuída a Marx, responsável pela popularização da expressão. Acredita-se que a expressão tenha sido originada em uma obra do jornalista e escritor francês Louis Blanc, em 1839.
...MaisPreciso confessa-lhe moça, a princípio tive medo de amar.
Tive medo de não conseguir corresponder todo aquele carinho e amor que havia recebido desde o início por você.
Mas hoje, olhando pra gente e para os momentos inesquecíveis e surpreendentes que já vivemos em tão pouco tempo, percebo que foi bobeira ter todo aquele receio e não lhe entregar meu coração.
Foram tantas cicatrizes. Tantos amores que eu achava que era pra valer e não eram.
A vida me fez amadurecer. Me fechei para esse mundo.
Mas de repente veio você, com toda a sua ousadia e toda a sua magia e me fez sorrir novamente.
Hoje me vendo em seus olhos, percebo que já não sei mais viver sem você, sem te ver, sem o teu amor.
Perdoe-me se ainda não consigo demonstrar todo o carinho que mereces de mim. Mas acredite, o futuro não mais me assombra. Meu presente tem sido assustadoramente encantador ao seu lado.
E assim como entregaste teu coração a mim eu me entrego por inteiro à ti, minha pequena.
Melhor um principio que não é aceito por ninguém, do que uma falsa ideologia de vida em que você engana a si próprio!
Princípio
Na paixão de um homem, na inquietude
das feras, no vermelho
que o fio da lâmina provoca
o olho acostumado a perscrutar
as máscaras, as almas, o que não se confessa.
Na origem profunda do ser
Onde tudo começa
na sua luta contra o tempo
e contra a natureza
em tudo há o desgaste
em tudo o conflito se apresenta
raiz do ataque e defesa
há o mar, a fúria do mar
e a força da rocha que o enfrenta.
Para conseguir algo,
é preciso sacrificar algo de valor equivalente,
Esse é o principio básico da alquimia, a troca equivalente.
