Primavera
Como estamos perto da Primavera, vamos nos lembrar
do que a Natureza pode nos ensinar...
Um dos maiores ensinamentos que a Natureza nos dá, é a humildade...
Ela tudo nos dá, e apenas carinho nos pede...
Por que não a atendemos? Por que não aprendemos essa lição?
Osculos e amplexos,
Marcial
VAMOS APRENDER O QUE NOS ENSINA A NATUREZA
Marcial Salaverry
Para dizer a verdade, não é difícil, e apenas precisamos prestar atenção para aprender o que nos ensina a Natureza, entendendo que a grande magia da Natureza reside nas lições que ela nos dá. Apenas é preciso saber captá-las, saber entende-las. Claro que ela não nos fala, apenas se expõe, e nos mostra. Para ver, basta abrir os olhos, e para entender, basta abrir a alma, basta saber que ela é a grande obra de Deus...
Para bem captar, vejam o exemplo que nos dá a árvore, pois basta apenas um ramo dela, que já serve de sustentáculo para a transformação da Vida. Ela tem o poder de se recriar, de resistir às muitas mutilações que lhe são impostas, e é apenas com o golpe final, que ela perece. Assim como nossa vida, ela nasce, tem seu ciclo, e chega ao fim, mas quanta vida ela viveu...
Ainda lembrando que a feia e até asquerosa lagarta precisou recolher-se em seu casulo para se transformar em uma linda borboleta, num autentico milagre da Natureza.
Meditemos, pensando que apenas nessa fração de segundo, em que observamos essa imagem, podemos ter a noção de que tudo na vida é assim, em tudo e para tudo, sempre dependeremos de algo ou de alguém para nossa sobrevivencia, pois ninguém, nada, sobrevive sozinho.
Somos UM no TODO. Não deve existir a individualidade, mas sim, a solidariedade, e assim, devemos ser humildes para entender que sempre precisaremos de alguém a nosso lado. Nada somos sozinhos.
Com certeza, poderemos caminhar com tranquilidade para a transformação da vida, se nos dermos as mãos, eis que assim poderemos encontrar a Luz e refletir a beleza da Vida, se juntos estivermos. Nem que seja apenas para trocar ideias.
Cada um dos seres, sejam eles animados ou inanimados possuem em si a Essência Divina, que lhes possibilita a existência, razão pela qual devemos sempre respeitar cada uma dessas expressões de Vida, pois fazemos parte delas, como elas fazem parte de nós. Jamais poderemos nos julgar superiores a quem ou ao que quer que seja. Temos que entender que pode bastar uma minúscula bactéria para acabar com a vida da mais poderosa criatura do mundo, como estamos observando agora...
Respeita-las é nos respeitarmos. Ama-las é nos amarmos. Amor pela humanidade e respeito pela vida, é o que nos permitirá encontrar a felicidade, e somente a conseguiremos, se juntos seguirmos na caminhada, solidários, para não terminarmos solitários... Cada um fazendo a sua parte, com respeito e amor. Cada um cedendo espaço para que o Plano Divino se complete, entendendo que não existe a auto suficiência, e que ninguém se basta sozinho, e isso nos é ensinado pela Natureza...
Há que se entender que precisamos uns dos outros. E quando isso é negado, a Vida se encarrega de nos colocar em situações desagradáveis, dando-nos as lições necessárias para aprendermos a lição maior, que nos ensina que o sentimento maior, se chama HUMILDADE. E que esta humildade é a base de tudo. Humildade para reconhecer que todos precisam de todos para sobreviver. Ninguém é melhor, e nem mais importante do que ninguém. Para o ciclo da vida se completar é preciso essa lição entender.
E crianças, humildemente peço que todos, formando um círculo imaginário, todos de mãos dadas, desejemo-nos UM LINDO DIA, o que poderá nos ajudar a encontrar a tão almejada FELICIDADE, cada qual fazendo sua parte em benefício de todos, sabendo sentir-se juntos, ainda que distantes...
A primavera vem dançando,
Vem dançando à tua porta,
Sabes dizer o que transporta?
Grinaldas de borboletas voando.
Numa noite de primavera cheia de luar,
A luz que a lua mostra não é dela,
Mas o teu rosto brilha com ela,
O brilho não é dela, é do teu olhar.
Vem o dia brilhante, estás a meu lado,
O nosso amor brilha também,
A primavera dá tudo o que ela tem,
É tão bom, termos assim acordado.
Abençoada primavera perfumada,
Pelas flores que se vão abrindo ao calor,
As borboletas formam coroas de amor,
À volta das flores, a primavera é minha amada.
Nesta primavera aos teus pés me ajoelho,
As borboletas voam, cada uma de sua cor,
Com elas à tua porta sinto o teu amor,
As borboletas pousam no teu cabelo.
Sorriste choraste ao mesmo tempo,
Derramaste lágrimas de felicidade,
Deste-me a tua mão com vaidade,
As borboletas chegam com o vento.
Nesta primavera juntamos o nosso amor,
Desta primavera jamais vamos esquecer,
Com toda a minha vontade e bem-querer,
É para ti esta linda rosa minha flor.
Assim as nossas almas se fundiram,
À nossa volta vem as borboletas a esvoaçar,
Pousando no teu cabelo comprido a saltar,
Desta primavera elas não se esqueceram.
Viver à Pressa
Flor que nasce na primavera,
Olho para ti, pareces tão bela,
Cesso o meu passo para te olhar
Até à noite te procuro ao luar.
Flor que ignora as garras do tempo,
A hora não passa enquanto contemplo
A cor que não te envergonhas de ser,
Até quando o mundo não te está a ver.
Flor que só vive do sol e da chuva,
Ouves tudo o que o vento murmura
E guardas segredo como se tua voz fosse,
Em estranha humildade que me sabe tão doce.
Flor que aos meus olhos perdidos é pedra,
Já não és novidade que o meu olhar espera,
Mas continuas sorrindo na sábia certeza:
Não é do olho que olha a tua beleza.
Flor que me observa enquanto eu passo,
Os meus olhos para ti já não têm espaço,
Inebriados bebem do que não interessa,
Não sabem sentir porque sentem com pressa.
Flor que está ao longe acredita em mim,
Um dia terei força para voltar ao jardim
E perceber que mais vale cessar o meu passo
Que caminhar errante sem à beleza dar espaço.
Lá fora das estações passaram: sol, neve, primavera verde, tempestades de outubro... Isso era uma visão do meu futuro? Quando é que o herói fugitivo viria, para acertar o relógio da minha vida novamente?
Primavera vem aos poucos colorindo minha sombra, acho que vou dormir por aqui hoje... Uma calcada de cimento, um papelão para me repousar pronto é aqui já encontrei meu lar, “o só moço ai do céu reduz a velocidade das estação , deixa a primavera morar nessas ruas de solidões”.
Foi numa dessas
primavera que a vida gentilmente
nos apresentou.
E na intensidade do nosso amor
vamos escrevendo nossa linda história
na página da vida.
•Textos. Nada mais que, textos.
N°02
(Primavera no Outono)
Estação sem com
deserto está, teu coração
de certo és, jardim sem flor!
Suave tristeza, tímido sorriso,
sutil flui ternura, terreno fértil sou, (!)
sussurra em gritos, germina em me, (!)
me traz amor, amor torna-me;
Jardim com Flor! ...''pássaro canta''
Remexida ficou, foi semeada;
Brotar fez, feliz alvoroçar;
Estação da Cor! ...''tarde perfumada''
Da alma exalar, essência natural;
Corporal extasiar, espírito vital;
A luz resplandecer, o irradiar;
Ao se preencher, ao se compartilhar;
Benção dos céus
no deserto, chove
oásis, teu coração!
Ela na Primavera, ele no outono
Estão com os fusos trocados
Ela com calor ascendente
Ele com dias gelados
Mas se a situação se inverte
A coisa fica trocada
Ele só quer mergulhar
Enquanto ela…! Nada!!
Eles me queriam no inferno
Era vera
Essa data marca o fim do inverno e o início da primavera
É a floração de cerejeiras
Momento raro
É a floração das minhas ideias e custa caro
Estamos na primavera uma boa estação para plantar o coentro. Utilizo ele como tempero na preparação do alimento.
Vou plantá-lo num canteiro de minha horta. Ele já está pronto. Fiz a mistura da terra com estrumo. O canteiro facilita o cultivo na hora de fazer a limpeza.
A água que tenho no barreiro é pouca e preciso aproveitá-la bem. Semearei as sementes no canteiro. Regarei, adubarei, cuidando bem da horta. Assim ela produzirá o coentro que necessito para preparar o alimento de todos os dias.
Toinha Vicentina (1911-1998)
O meu objetivo
É ser primavera em sua vida
E te ajudar a florir
Só quero que você entenda
Que espero o mesmo de você.
As paixões intensas são como flores na primavera, são inevitáveis com aromas marcantes e morrem em alguns meses, mas nascem novamente no ano seguinte.
Pelo fogo, pela água, pelo vento, pelas terras, pelo sol, pelo inverno, pela primavera, pelo verão, pelo outono, pelo dia, pela noite, pelo os deuses queimados, afogados, assassinados, de todas as coisas existentes eu escolho você para ser minha companheira desse dia até o meu último dia. Eu te amo.
PRIMAVERA SEQUIOSA
Ó como a primavera caducou
Olha o cerrado, de letarga vida
- Ó chuvada, Vê! a triste ferida
No sertão, que a sorte faltou...
Tudo dorme, a ilusão perdida
Chora em derredor, chorou
A dor doída, que não rematou
E a forração que se fez abatida
Sequioso, que desdém o teu
Ó tempo, sem encanto seu
Sem canto, cor, sem graças
Quão desbotada a primavera
Sem hora, ó chuva em espera!
Ela que floresce quando passas...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06 dezembro de 2020 – Triângulo Mineiro
Música silente
Postas mãos...
brancas, taciturnas,
alvas feito Jasmim
na primavera...
Noturnas!
Nenhum toque de gaita,
à boca se desenhou.
Era o fim... Porque a canção se cansou.
Nenhum sopro... Nem tom.
Borboletas azuis pousam na tela,
voando dos pincéis, outrora em suas mãos,
e agora, voam pelos ares em procissão...
Tudo silente, emudeceu
A canção se cansou e dentro da gaita se recolheu.
Neste sonho,
depois da chuva de primavera,
a cortina de pérolas desce do céu,
resvala a relva ruiva
da inspiração do encontro:
pérolas de orvalho
irrigam a palma nua dos meus pés.
Há um outro lado da cortina
como a página de um livro? – eu penso.
Oh! ela se esvai com o sol
relógio das estações.
Mãos de seda dobram o tecido,
zelosas das gotas de orvalho,
e o recolocam no útero da árvore.
Um homem vem
puxando uma carroça de junco
cheia de pétalas rosa chá
e passa sem deixar nem mesmo
o perfume da sua presença.
Em minhas mãos vazias
um punhado de sementes
pequenos pássaros sonolentos.
Flores de hera
Por ti, na primavera
Caminhei na chuva
Em busca das flores de hera.
Mas sobre ti me enganei...
Tal qual a hera, que não produziu flores
Nem mesmo no fim da primavera.
Esse amor infértil
Também nunca me ofereceu nada
A não ser anoiteceres e madrugadas.
Nunca sozinho um ninho fez para sua amada.
Nem derramou pétalas sobre nossa cama desarrumada.
Porém, tal qual as flores de hera!
Nem um ramo me oferecia.
e nunca, nunca, a mim, tentou ser primavera.
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