Prima Distante
Até Distante Da Praia,Tem As Suas Raízes.
Uma árvore bonita e esverdeada pode ser vista em muitos lugares.
Nas calçadas das cidades ou em alguma esquina.
Em meio a outras árvores elegantes assim como ela.
Uma árvore com folhas verdes respira bons ares.
Em cada balançar dos seus galhos fortes e atravessados.
Uma árvore com folhas verdes cresce perto de estradas,muros e em tantos jardins.
Com um nome que lembra um lugar para repousar.
Que distrai e se deixar acreditar.
Que pode acontecer em mais de um lugar com o nome que essa árvore tem.
Desde a sua semente a sua vida de árvore foi destinada a viver imersa em grãos amarelados.
Bonita e com folhas verdes que fazem sombras para a sua vida e para as vidas de quem passa sob os seus galhos.
Muitas delas são vistas próximas.
Como se tantos galhos indicassem um mesmo caminho.
Ou com tantas folhas levando os dias com suavidade nos seus sorrisos gentis.
Uma árvore que cresce com o mesmo motivo das outras.
Com um nome que a faz querer ir para mais perto da praia.
Ou onde tenha grãos que escrevam o seu nome.
Das suas raízes até as suas folhas.
Amendoeira é como se chama.
Desde a praia ou até o mar.
E mesmo que esteja distante as suas raízes jamais deixarão de sentir os grãos de areia nas suas forças.
Nem mesmo os dos ventos.
Porque mesmo em outros dias o aroma da praia estará sobre a sua vida.
Nos seus frutos também existe um sabor.
Que se deixa tocar e apreciar.
Como as praias e os mares nas suas sombras.
Indo e voltando nas folhas que os grãos de areia podem tocar.
Como as águas fazem e até as gramas que ficam sobre as suas raízes.
Mesmo que estejam em outros lugares ainda serão o semear de uma bonita Amendoeira-da-praia.
Que percorrem as areias dos maravilhosos destinos.
E mesmo as que nasceram distantes das areias,permanecem com as suas raízes no ir e vir de cada grão da praia.
Ou de algum lugar que repouse nas suas folhas,nos seus dias ou onde quer que alguma bonita Amendoeira queira estar.
Porque os seus frutos de alguns lugares voltarão para mais perto das praias ou do mar.
Em algum dia quando novamente for preciso.
Para que outras vezes sejam semeadas com grãos de areia.
E que cresçam tendo o aroma das praias nas suas vidas enraizadas em cada grão de areia ou de um lugar que repouse nas suas raízes mesmo distante dos seus sonhados refúgios.
A Resiliência do Tempo, Quando O Passado Ecoa no Presente
Eco de um passado distante, mas que ainda se faz presente como uma grande porta que fica aberta permanentemente, ecoando o fato de autora, talvez, uma prova de que o tempo também é resiliente.
Ecoa materializado em alguma construção antiga, nas suas paredes, utensílios, artes e cenários ou guardado em uma memória viva — na mente daqueles que vivenciaram ou dos que ouviram e leram atentamente.
Ecoado por estar descrito nas páginas de algum livro de história entre a escrita, a fala e a leitura; nas suas marcas deixadas pela natureza, ecoando de várias formas e até espalhadas pela selva de pedras.
Você sempre vai ser minha inspiração, não como algo distante ou idealizado, mas como presença viva em tudo que sinto — na forma como enxergo o mundo, no jeito que meu peito aprende a bater mais forte mesmo nos dias silenciosos. Você sempre vai ser meu coração, porque foi em você que ele encontrou sentido, abrigo e coragem, mesmo quando tudo parecia incerto. Há algo em nós que não depende de tempo perfeito, nem de circunstâncias fáceis — é raiz, é essência, é verdade que não se desfaz.
Mesmo com o olhar cheio de lágrimas, quando a saudade pesa e a distância parece gritar mais alto que qualquer palavra, ainda existe em mim uma certeza serena: amar você nunca foi escolha passageira, foi destino que se instalou com calma e ficou. Cada lágrima carrega também a prova do quanto é real, do quanto foi intenso e do quanto ainda vive dentro de mim, como chama que não se apaga, só aprende a resistir ao vento.
E por isso, mesmo entre dores, silêncios e tudo aquilo que não conseguimos controlar, eu sempre irei te amar — não como promessa vazia, mas como verdade que me sustenta. Porque amar você é parte de quem eu sou, é o que me move, o que me transforma, o que me mantém inteiro mesmo quando tudo parece quebrado. E no fundo, eu sei… algumas histórias não precisam de final perfeito, porque já são eternas no simples fato de existirem.
O sono bem distante, a madrugada muito acolhedora, uma música cativante, ideais para uma mente poética, ativa, que não se cansa facilmente, gerando aqueles pensamentos com as suas falas precisas ou inesperadas, algumas verdades declaradas ou implícitas
Despertando certos sentimentos instigantes, verdadeiros, pausando o tempo, trazendo uma sensação prazerosa que é intensificada pela inspiração na criação de versos que vão além de palavras, um entrosamento de frase, essência e emoção que provocam a reação da alma
Daqueles momentos bastante satisfatórios sem nenhuma perturbação indesejada, simplesmente, valiosos por trazerem um pouco de equilíbrio, de lucidez e de uma profundez aprazível que tanto acalma quanto abraça a intensidade, resultado genuíno, fruto da minha arte.
O Jardineiro do Infinito
Havia quem procurasse o céu
como quem busca um tesouro distante,
cavando terras alheias,
seguindo mapas desenhados por outros.
Mas o céu não se escondia no horizonte
ele dormia, quieto,
no solo esquecido do próprio peito.
E houve um dia em que o viajante cansou,
largou as ferramentas do mundo
e, em silêncio, voltou para dentro.
Ali encontrou uma terra seca,
cheia de antigas dores e medos.
Ainda assim, decidiu plantar.
Regou com esperança,
adubou com perdão,
aquecendo tudo com a luz do amor.
E pouco a pouco,
brotou um jardim inesperado
não de flores comuns,
mas de paz, sentido e eternidade.
Então ele compreendeu:
o céu nunca foi um lugar a alcançar,
mas um jardim a cultivar
dentro do próprio coração.
Simone Cruvinel
Você tem razão…
estou distante do que é eterno,
e às vezes, distante de tudo...
Às vezes eu penso…
Às vezes eu sinto…
Às vezes eu amo…
Às vezes, sou feliz.
E quando essas partes de mim se silenciam,
é como se eu deixasse de ser por inteiro…
como se faltasse algo que ainda não encontrei.
Porque nada permanece,
o “sempre” não mora neste mundo.
Ainda assim, guardo em mim uma certeza serena
de que um dia serei completo,
quando encontrar aquilo que realmente importa
não só para o agora,
mas para a eternidade…
até que, em algum tempo, eu me torne uno com o universo,
sem precisar mais retornar.
E se esse dia ainda não for agora,
seguirei nesta vida ou em outras
até descobrir, enfim,
o que realmente significa amar.
" _ Mestre como faço para auxiliar alguém que esta distante de Deus?
_ Sim! Fácil, busque ficar mais próximo dele. "
Como queres que eu desabroche em amor
se não alimentas meus sonhos?
se te fazes distante e indiferente?
se me deixas só, no orvalho frio da noite sem fim?
se tua voz calou palavras que soavam carinhos?
se teus olhos não mais procuram os meus?
se teu olhar de estrela distante se afastou do meu?
Como queres que eu desabroche em amor
se não respondes ao meu coração?
se apenas minh'alma te faz poesia?
se nada disso queres responder, adeus é o que resta, acabaste de me perder...
A verdadeira missão começa no cotidiano, mas muitos preferem o glamour de um chamado distante à obediência no local onde já estão.
A sociedade atual está tão distante de seu propósito que o coaching diz: venham, venham! Sei ensinar a vocês a serem egoístas, porque sou egoísta. E ser egoísta é uma riqueza. Ué, não há ninguém que levante a mão e pergunte: mas em que momento o ser humano foi criado para ser egoísta?
O bom caminhar
Nessa vida
Requer
Uma alma preparada.
Distante do ódio
Que sempre nos espreita
a jornada.
O Peso do Tempo
Sonho estava tão perto, mas agora se tornou distante.
Mas se chegar esse tempo , realizo meu sonho, mas vou perdendo essa vivência cm pessoa mais importante
Mas se eu não realizar o meu sonho , quando não ter mais essa pessoa que é minha vida. Eu estarei só de idade e sem forças para começar de novo. Com o sonho posso ter a tranquilidade nao eterna mas que não dependa de ninguém
Ass Roseli Ribeiro
Não importa o quão distante você chegue, desde que esteja bem consigo mesmo. As batalhas da vida são provas da nossa sabedoria, resiliência e fé.
Venho de uma época diferente.
Demasiadamente distante daquilo que o mundo se tornou.
Onde as coisas eram um tanto menos fragmentadas.
Não no sentido literal.
Mas há algo em minha essência
que nunca pertenceu completamente a este tempo.
E talvez seja por isso
que eu tenha buscado refúgio
nas ruínas silenciosas do passado.
Onde ainda havia silêncio na contemplação.
Nas marcas deixadas pelo tempo sobre as páginas.
E em diálogos que existiam apenas para serem sentidos.
Às vezes sinto
como se estivéssemos nos afastando
daquilo que nos torna humanos.
Não pela tecnologia.
Nem pela globalização.
Mas pela incapacidade
de manter vínculos reais.
E enquanto o mundo corre desesperadamente
em direção ao excesso e à distração,
minha alma ainda anseia
por profundidade.
De forma silenciosa.
Quase hermética.
Talvez seja por isso
que eu admire tanto aquilo que resiste ao tempo.
As palavras escritas à mão.
Os sentimentos que permanecem em silêncio.
E as raras pessoas
que ainda sabem sentir
em um mundo anestesiado por estímulos.
Porque no fim,
como escreveu Shakespeare,
“somos feitos da mesma matéria dos sonhos”.
E talvez o maior erro deste tempo
tenha sido transformar sonhos em consumo,
e almas em vitrines.
No vaivém apressado do Rio de Janeiro, onde o barulho dos ônibus se mistura ao canto distante do mar, ela caminhava como quem conhecia o peso e a beleza da própria história. Não precisava anunciar sua presença. Havia algo nela que fazia a cidade diminuir o ritmo por um instante — talvez o olhar firme, talvez a serenidade rara de quem aprendeu a atravessar tempestades sem perder a delicadeza.
Era morena, de pele aquecida pelo sol carioca, daqueles tons que parecem guardar o brilho dourado do fim de tarde. Os cabelos caíam livres, volumosos, dançando com o vento que vinha da orla, como se também tivessem personalidade própria. Mas eram os olhos que mais impressionavam. Olhos fortes, atentos, capazes de intimidar a arrogância e acolher a tristeza no mesmo segundo.
Quem a conhecia sabia: ela carregava uma força silenciosa. Dessas que não fazem espetáculo. A força de acordar cedo, enfrentar dias difíceis e ainda encontrar gentileza para oferecer ao porteiro, à vizinha cansada, à criança perdida no ônibus. Tinha opinião firme, voz segura e uma coragem que não cabia em discursos. Nunca precisou endurecer o coração para sobreviver à cidade.
Nas tardes de calor intenso, gostava de observar o movimento das pessoas enquanto tomava café perto da praia. Via o Rio em suas contradições — belo e caótico, duro e apaixonante — e talvez por isso combinasse tanto com ele. Porque também era assim: intensa, luminosa, impossível de ignorar.
E enquanto a cidade seguia correndo sem olhar para trás, ela continuava ali, atravessando ruas, dias e memórias com a mesma elegância de quem entende que ser forte não é deixar de sentir. É continuar sendo gentil, mesmo quando o mundo desaprende como.
