Preto
Um. café para começar bem o dia!
Eu preciso sempre...
Um cafezinho Preto... aromático!
Apenas um. cafezinho. Preto....
na simplicidade de minha cozinha! Revigorante!
Ajuda a colocar as ideias em dia...
Ajuda a me sentir VIVA!
Bom dia pra você que chegou. aqui agora!
Toma um café comigo?
edite lima / Setembro 2016
As vezes a noite eu vejo ela com um vestido preto em frente ao cemitério. Será que se eu chamar ela para cometer um suicídio junto comigo. Ela Aceitaria?
Não uso branco
tampouco preto
fui vestido desde tempos antigos
com a tonalidade vermelha
talvez miscigenado,
vagando entre os termos
mas sem nunca me definir
se branco ou preto,
sou apenas a cor solitária
que anda sozinha na noite
deturpando virgindades
e a infância das moças,
sem uma alma gêmea,
residente de outra dimensão
onde amores são unos
e vagam como eu
nestes termos indefinidos,
acatando assim a solidão
vermelha dos dias.
são 04h, muito frio. há tempos não sabia o que era isso em Ribeirão Preto.
não há gemidos nos apartamentos vizinhos, todos dormem e o silêncio reina. lá fora chuva e um pedido de socorro, rompe com a paz reinante.
uma voz feminina suplica que a deixe; que ela não quer ir, quer ficar ali. em outros momentos, quer ir. mas só! sem a companhia, que nada fala — presumo só acompanhar ao largo, de um lado a outro da calçada.
nenhum carro na rua, nem sons a interromper o capítulo dessa novela. ela chora e ri num desafino descompasso, lembrando talvez mais dos drinks de que a música que a embalou no início da festa, que sabe-se lá como terminou, ou não!
penso em deixar a cama, abrir a Frisa e ir acompanhar o desfecho do romance "frozen in the rain". as cobertas que me acompanham não permitem e me abraçam mais forte de encontro à cama. tento com esse trio aquecer-me para o final da madrugada e colo mais um travesseiro ao ouvido — ajuda também a esquentar —, mas a voz feminina, lá fora teima em reinar. não é um Romeo, Romeo... nem tampouco tomate cru que ela procura na feira — por sinal distante daqui — . e, ela continua a berrar, algumas palavras que se parecem com isto.
milésimos de segundos se passa e seus sapatos começam a dividir com o som da chuva a quebra do silêncio que antes reinava, na pista. uma dança sem música, no asfalto molhado. ele, enfim berra e pede para que ela volte. é então que eu noto a companhia, é um homem.
abri a Frisa, quem sabe para ajudá-la, quem sabe para me devolver o sonho e, aquecer o corpo. vejo que ela não resistiu, preferiu o Romeo. ela aceitou-o e foram em busca dos tomates.
agora sim, o tempo vai esquentar e logo, logo, o sol é quem vem reinar!
Dó.
Chorava aos berros o bezerrinho preto.
De fome e da ausência da mãe.
Roubaram a Julieta, a vaquinha de meu afilhado,
lá na Cachoeira de cima.
Ela, mesmo parida, estava enxutona, boa de carnes.
É mesmo um despautério. O ladrão de gado amansou.
Já é a quinta cabeça que ele nos rouba em três meses.
E o safado é conhecido na vizinhança.
Está enriquecendo a custa do alheio.
Polícia? ... Na Comarca nem temos mais investigadores
e os militares não dão conta da cidade.
Fica a saudade do tempo da jagunçada.
O cabra ficava mês inteiro de tocaia
a espera do gatuno.
Dois ou três balotes: e o danado ia roubar
lá nas pastagens do inferno.
Aí a ladroagem parava.
Eu queria viajar
Ela viajaria pra onde
Eu despia seu medo
Ela vestia preto
Eu adorava o cheiro
Ela comprava pão
Eu subia a ladeira
Ela trancava a casa
Eu me libertava
Ela me acorrentava
Eu voava
Ela sonhava acordado
Eu escrevia
Ela lia
Eu dispensa
Ela guardava
Eu via o sol
Ela seu celular
Eu sorria
Ela não me viu voltar
Eu conheci outros lábios
Ela apenas as fotos
Eu esqueci o passado
Ela lembra o acaso
Eu perdi a vontade
Ela entendeu de verdade
Eu com sinceridade
Ela perdeu
Eu perdi
Ela resistiu
Eu continuei
Ela impôs
Eu sumi
Ela apareceu
Eu sorri
Ela mordeu
Eu comi
Ela gritou
Eu morri
Ela queria viajar
Eu viajar pra onde
Ela despia o medo
Eu sorria ligeiro
Ela estranhou
Eu tenho minhas vontades
Ela entendeu a vontade
Eu comprei as passagens
Ela ganhou asas
Eu um amor alado
Ela vôou do meu lado
Eu agradeci
O mundo é uma paisagem em preto e branco. Só enxerga o arco-íris, quem traz as cores da alegria no colorido do olhar.
No meio da noite
O céu ficou preto
Vi a chuva caindo
Vi o vento vindo
Vi o temporal quebrando
A chuva fria molhou
O vento arrastou
O Temporal destroçou
Não sobrou nada
No meio da noite
Tive uma noite negra
Sem sua boca para encostar na minha
Nem seu abraço para me segurar do vento.
Infindáveis matizes
No mundo colorido ao contrário do preto e branco
Os matizes de várias cores fundem os sentimentos
Pois na combinação das cores existe o romantismo
Sem a surpresa do acaso e do infindável cinzento
O amarelo nos aquece assim como o sol
E o vermelho reflete o sangue que é vida
Nessa mistura deu laranja com sua força nutritiva
Transmitindo para nós toda a sua energia
O verde ressalta sua beleza natural
Junto ao azul do mar numa visão matinal
A cor ébano dos arbustos das regiões mais quentes
Contrasta com o branco da neve glacial
Na mistura das cores entre os seres humanos
Que tinha o vermelho o preto e o branco
Deu origem a um grande país mulato
Correspondendo a simetria dos nossos acasos
Há quem saiba saber
Há quem vê a vida assim,
Meio preto e meio branco.
Há quem sente a vida assim,
Como se fosse o preto no branco.
Houve quem sentia a vida assim,
Meio triste e meio feliz.
Há quem notou a vida assim,
Como se fosse a tristeza na felicidade.
Talvez haja quem sinta isto aqui,
Parecido com o que carrego no peito.
Quem sabe alguém note o meu profundo ser,
Que anda meio assim, assim...
EXTREMA
Quente e frio
Bem e mal
Animal
Angelical
Não, sim
Preto no branco
Amor e ódio
Mistura de sensações
Opostos
Personalidade difusa
Confusa
Extrema,
Felina
Menina.
Paro e penso,
Como minha vida estava preto e branco...
Cinza...
Que escuridão...
Então, do nada tu apareceste
Numa tarde sombria e quente
Vi-te de noite, mesmo na escuridão percebi teu colorido...
Meu arco-íris, tu deste um tom na minha vida
Mostrou-me como são bonitas as cores do dia-dia..
