Presença da Ausência
Sua ausência, minha decadência.
Sua presença, meu equilíbrio.
Sua voz, minha sinfonia perfeita.
Seu sorriso, minha meta.
Seu abraço, meu aconchego.
Seu beijo, minha morte e ressurreição.
Só não julgue minha ausência, se não estou mais presente foi por que seus atos e sua falta de coragem fez com que eu me afastasse de você.
Não era o amor, era a falta dele. Não era a presença, era a ausência. E me perguntavam o motivo de tantos sorrisos, e eu os deixava pensar o que quisessem, quando na verdade o que eu tinha era um excesso de orgulho. E eu tentava me convencer de que ele nem era tão bom assim, e que logo logo passaria. Eu o amava, mas só de vez em quando. E eu gritava pra Deus e o mundo ouvir sobre como eu estava bem e feliz sem ele, quando na verdade, era dele que eu precisava. É orgulho. Ele volta, ele volta.
E ai eu tive um surto criativo e a culpa era da tua ausência, do mesmo jeito que a tua presença me dava razões pra escrever.
Tem pessoas que necessitam da ausência para sentir carência e precisar da presença. O ser humano não é absoluto. Ele vacila, tem dúvidas, pensa, tem medos.
Tem pessoas que necessitam da ausência para sentir carência e precisar da presença. O ser humano não é absoluto. Ele vacila, tem dúvidas, pensa, tem medos.
Tati Bernardi diz que: “Essa conversa de que a pessoa só dá valor quando perde não é tão verdadeira assim. Cada um sabe exatamente o que tem à seu lado. O problema é que ninguém acredita que um dia vá perder.”
Pode ser, mas a quem diga que só percebemos o valor da água depois que a fonte seca. Só lamento!
Poema triste 31/08/2003
Solidão de ventos presentes
Pedras no solo ausente
Da vida, o gosto mal se sente
Do tempo, escravo o corpo e mente.
Água escura do rio poluído
Pelo ódio e pelo rancor
Que existe no homem
Qual não se fala mais de amor.
Só o desprezo sórdido
E a loucura sã
A beleza cega
Nos olhos negros de tua irmã
Nada se entende
De teus desejos
Mas tudo se perde
Aos teus loucos anseios
Que poder tem ti
A persuasão da mente
A divindade dos deuses
Ou a incerteza de adolescente.
Mas pelo que vejo
Ou talvez não vejo
Mas se vejo
Acho que finjo que não vejo.
O lindo sol que se esconde
Nas nuvens ou por trás do horizonte
E a lua na noite
Que fria faz açoite
Nos sonhos que acordado
Vejo passar por entre meus dedos
O que não sinto, alegria
O que mais vejo, o triste medo
De um solto desejo
De infinita felicidade.
Felicidade que pude ver
Em meus olhos tristes
Que tinha de ser com você
Mesmo tendo a enfrentar teu sevo destino.
Mas quando em teus gestos
Percebo tua concupiscência
Prontamente me ponho
Aos pés da loucura
E escarneço da vida solitária
Que opulentemente me seguia.
Estou sempre às avessas tentando conciliar presença e ausência e, no final, acabo escolhendo minha própria companhia.
Se no passado estive ausente
eu te amo no presente
nosso futuro num tempo
indefinido,pro amor
abri o parênteses
Não quero simplesmente que você note a minha presença, mas também a minha ausência. Não quero simplesmente que você sinta alegria ao me ver, mas que vá sentir saudades ao me ver partir.
Tua ausência é presença constante. Busca em outros o que quer de mim. Busco em outras o que quero de você. Em todos eles reflexos de nós, que não nos deixam esquecer.
Eu te amo quando estás presente,
E no vazio de tua ausência
Continuo te amando.
Eu te amo no sorriso
Que fazes surgir
Em meu rosto
E nas risadas gostosas
Que arranco de ti.
Eu te amo no sorrir,
Que imagino,
No brilho do olhar
Que vi,
No suor de tuas mãos,
Que pressinto.
Eu te amo nos teus dias de luz
E mais ainda nos dias sombrios.
Eu te amo na minha insegurança
Quando buscas a solidão
E te amo quando retornas
De teu exílio voluntário.
Eu te amo no ciúme que sinto
E no ciúme que finges não ter.
Eu te amo do meu jeito explícito.
E no teu jeito contido, te amo.
Eu te amo em teu talento,
Que transborda,
E te amo quando a inspiração
Te abandona.
Eu te amo pela atenção que me dás
E pela vontade de dedicar-me só a ti.
Eu te amo pelos gostos em comum
E pelas nossas diferenças, que fascinam.
Eu te amo por tuas ansiedades e teus desvarios,
E por me encontrares, quando perdida estou.
Eu te amo pelo desejo instantâneo
Que te provoco
E pelas vontades intensas
Que despertas em mim.
Eu te amo do meu jeito solto,
Sem explicações,
Promessas
Ou cobranças,
Sem planejar o amanhã,
Sem hora de chegar nem de sair.
Eu te amo sem devaneios
De amor perfeito.
E por me aceitares
Com esse amor
Tão único,
Tão meu e tão teu,
É que me deixas
Livre
E tão presa a ti.
Quando a presença não é notada pelos olhos, mas a ausência e sentida pela alma, as palavras engasgam de uma só vez na garganta, não a grito que não rasgue o silêncio, e exploda numa só sensação, abafada por uma lágrima...
