Preferência
Meu tipo de gente
Eu costumava aplaudir gente famosa. Ia a teatros para ver palhaços, via entrevistas para dar risadas, contava piadas para ser notado. Mas, de repente, eu mudei o meu tipo de gente. Não vejo mais graça em palhaços do twitter, reviro os olhos pras piadas levianas e prefiro as conversas sérias, aprofundadas, principalmente sobre assuntos que eu não domino.
Meu tipo de gente é quem me ensina. Quem faz com calma. Quem estende as mãos, sem pudor, e sorri se não há nada a dizer. Meu tipo de gente não tem motivos para palhaçadas. Pois já são trapezistas, mágicos e bailarinas, no dia a dia do espetáculo da vida. E eles não têm medo dizer o que pensam. Mas respeitam que existem os que sabem mais, e que ninguém no mundo pensa igual.
Gosto de gente bem resolvida. Que escolhe por si e não depende de conselhos. Gente que repensa a própria vida, os próprios erros, acertos, vitórias e derrotas. Meu tipo de gente conhece mais a si que aos outros. Por isso impõe limite entre a privacidade e a rodinha de bar. Compartilha, se quiser. Apenas se o assunto somar.
Meu tipo de gente é de verdade. Sente, chora, dança, cai, se levanta e sonha. Tudo numa mesma medida. Pode até chorar de menos, sentir de mais, mas não se deixa carregar pela incerteza de um sonho. Mantém um pé na realidade e trabalha para conquistar o que deseja. Quando não dá certo, a minha gente sorri, pois já sabe que o mundo não está aí para embalar ninguém.
Minha gente escuta boas histórias, assiste bons programas, lê o que lhes convém. São Marinas, Vivianes, Beatrizes e Isabellas, que, no fundo, nada tem a ver comigo. São só elas. Mas quem é muito diferente e me respeita como eu sou, essa é a minha gente.
Aplausos. Vocês merecem.
Nunca doe-se a alguém mais que a você mesmo, coloque-se sempre em primeiro lugar ou aguente as consequências em sí. 🤕
Falar do Amor
Do amor muito se fala mas quem
o vive em toda a sua intensidade
das dores aos sonhos, das desilusões
dos amores possíveis, aos impossíveis
dificilmente se expressa.
De preferência se cala.
Amar é bom sonha-se muito, amar é
viver, e do amor tudo se quer ter.
Mesmo que vivamos esse amor
intensamente, basta que o ser amado nos
falte, ficando somente o nada, deixamos
de para o mundo existir, nada se sente,
vive-se o dia a dia da vida, passa-se o
tempo a divagar, coisas que a nossa idéia
vêm, enfim nada temos quando, nos falta
a quem amamos.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista.RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Esperei que você usasse sua autoridade, para reverter essa covarde situação. Mas, como sempre, você preferiu não contrariar seus rebentos.
No trânsito existe aquelas duas placas mesmo elas viradas contrárias sabemos interpretar qual a mensagem de sinalização devido o formato, que são:
Pare e outra Dê a preferência.
Incrivelmente tem motoristas que nem com ela de frente entendem o que significa.
Meu escritor favorito, Ganymédes José, datilografava só com três dedos, o que não o impediu de deixar mais de 150 obras.
Eu digito com apenas dois dos meus dez dedos. A saber, com meus dois dedos médios, de preferência, que é com os quais eu mais tenho facilidade, e posso dizer, equilíbrio, para digitar, desde que aprendi e comecei a digitar.
Ela prefere ficar sentada aqui fora com a empregada do que lá dentro, vendo a mãe olhar pra qualquer lugar, menos pra ela. É como um desses pintinhos que fica confuso e acaba indo atrás da pata em vez da galinha.
Assassino é meramente brutal. É como um martelo ou um pedaço de metal. Eu prefiro ser uma assassina a ser um assassino, se essas forem as únicas escolhas.
Qual um estranho presente que me é dado pelo vasto campo das possibilidades, nunca sei exatamente o que pensar, quando penso (exclusivamente) em você...
Só não gostamos daquilo
que ainda não aprendemos a gostar.
Os chineses gostam de tudo:
a necessidade lhes molda o paladar.
Embora tenha lá minhas preferências
muito amargo na vida
eu aprendi tolerar.
O homem-morcego, habitante dessas noites sombrias da Ilha, nunca conta com os nuances de sua visão; prefere confiar seu rumo no eco das trevas sopradas em seu ouvido.
Tentar acordar alguém no sofá é inútil; a pessoa apenas se vira e volta a dormir. E seria pior ainda dançar no sofá. A vida não foi feita para o comodismo e a apatia. A vida foi feita para ser vivida, e de preferência não adormecida.
