Prédio
Um prédio e uma sacada, no décimo andar, era lá onde eu a vi, é lá onde ela esta, não a conheço e nem sei ao seu nome. Policiais, bombeiros todos ali estavam, tentando a salvar, uma moça tão nova tentando se matar, um dizia ali, outro gritava lá, “não se joga moça, a vida é difícil mas vale apena lutar”. A chuva a cair, e seus pés a molhar, se tornando mais difícil se equilibrar. A tensão lá em baixo, e o desespero lá em cima. Os pais, a família, os vizinhos, os poucos amigos, todos a chorar. Moça frágil e ao mesmo tempo forte de tanto suportar, os problemas subiram a cabeça e a sociedade a julgar. Seus caminhos marcados em ruas, bairros, com lagrimas nos olhos não encontrava a solução, seu desespero era maior do que sua vontade de continuar. Se perguntava se havia um lugar. E voltamos ao começo daquela sacada, eu já não podia mais suportar, estava agoniado, desesperado por quem a amava, e decidi ajudar. Entrei no prédio, para o meu desespero os elevadores parados, nem um subia e muito menos descia, corri para a esquerda e peguei as escadas, não me importava em subir dez andares, só queria salva-la. E então eu fui ao encontro dela, da porta eu a vi. Com seus cabelos negros compridos e pele branca como a neve, molhada com a chuva, e seus choros de despedida. Fui correndo para segura-la, mas quando me aproximei da sacada ela…
Eu já quis morrer e não morri. Já quis pular de um prédio, mas não pulei. Já quis entrar na frente de um carro qualquer que passava na rua, mas não entrei. Já quis pular de um ônibus em movimento, mas enfim, não pulei. É só que a gente tenta acabar com a dor de todo jeito, qualquer jeito.
Tem gente que passa frente a um templo e só vê mais um prédio construído; um ser humano como alguém que nasce para morrer. Mas, somos desafiados a ver, sentir e viver o invisível além da matéria que passa…
Sabe meu chapinha? São 3h da manhã. E eu sentado no topo de um prédio, tomando conta da noite. Assim como um gargula. Todas as tarefas do dia cumpridas, trabalho, treino, dieta. Só me falta o descanso. Mas por mim, meu chapinha, nós nem fechariamos os olhos. A vida é tão breve... Mas, descansar, é necessário. Descanse meu chapinha, descanse hoje, para treinar e trabalhar dobrado amanhã!
Viver é como morar no 4º andar de um prédio sem elevador. Um dia você acorda animado, desce e sobe saltitante, como se não houvesse escadas! Leva compras como se não houvesse peso! Carrega as malas como se fosse uma leve bolsa!
...Mas em outro dia, você sobe e desce como se carregasse um arquivo de ferro sem ajuda! Desanimado, sem fôlego, pensando, “não vou aguentar”!
Viver é assim mesmo, altos e baixos, risos e choros, pesos e leves, animo e desanimo.... O importante é não desacreditar, não sucumbir, não perder a fé e o mais importante o AMOR dentro de você....
Me deixa te pegar no colo,vamos andar de mão dadas em cima do prédio mais alto.Depois me veja pulando de lá e guarde somente os momentos.
Uma residência, seja ela casa ou prédio, vai da base ao topo, que está composta de barreiras e aberturas interligadas entre si.
Desapega, se ame, seja você mesmo a base do seu prédio, as outras pessoas são só os tijolos... Porque é mais fácil levantar outra parede do que construir um prédio de novo.
"Quem ri da minha jornada hoje, não entende que a riqueza trilionária é um prédio que só fica de pé se o alicerce for a humildade. O dinheiro compra o luxo, mas o valor no coração é o que compra o respeito do tempo. Se você não tem valor humano, como espera gerenciar o capital do mundo? O sistema pode te dar milhões, mas só a integridade te mantém no topo do trilhão. Quem não tem nada por dentro, sempre será pobre, não importa quanto tenha no banco."
“O manicômio não começou no prédio; começou no gesto social de afastar aquilo que não se queria compreender.”
Do livro Por Trás dos Muros — A História dos Manicômios no Brasil, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
O ego é um vigia noturno que acredita ser o dono do prédio. Ele passa a vida trancando portas, sem perceber que o que ele mais teme já está do lado de dentro.
Sobre meu passado eu vendi o prédio inteiro por uma pechincha.
O tempo até demoliu,
Não existe mais.
Acordo em minha pequena casa rodeado de prédio, sons de carros, de pessoas e sirenes. Me esforço para ver o céu da janela do meu quarto.
Tem coisas que só vamos entender com o tempo. Nem adianta querer pular etapas, um prédio não se constrói sem base.
