Prédio
Eu já quis morrer e não morri. Já quis pular de um prédio, mas não pulei. Já quis entrar na frente de um carro qualquer que passava na rua, mas não entrei. Já quis pular de um ônibus em movimento, mas enfim, não pulei. É só que a gente tenta acabar com a dor de todo jeito, qualquer jeito.
Tem gente que passa frente a um templo e só vê mais um prédio construído; um ser humano como alguém que nasce para morrer. Mas, somos desafiados a ver, sentir e viver o invisível além da matéria que passa…
Sabe meu chapinha? São 3h da manhã. E eu sentado no topo de um prédio, tomando conta da noite. Assim como um gargula. Todas as tarefas do dia cumpridas, trabalho, treino, dieta. Só me falta o descanso. Mas por mim, meu chapinha, nós nem fechariamos os olhos. A vida é tão breve... Mas, descansar, é necessário. Descanse meu chapinha, descanse hoje, para treinar e trabalhar dobrado amanhã!
Viver é como morar no 4º andar de um prédio sem elevador. Um dia você acorda animado, desce e sobe saltitante, como se não houvesse escadas! Leva compras como se não houvesse peso! Carrega as malas como se fosse uma leve bolsa!
...Mas em outro dia, você sobe e desce como se carregasse um arquivo de ferro sem ajuda! Desanimado, sem fôlego, pensando, “não vou aguentar”!
Viver é assim mesmo, altos e baixos, risos e choros, pesos e leves, animo e desanimo.... O importante é não desacreditar, não sucumbir, não perder a fé e o mais importante o AMOR dentro de você....
Me deixa te pegar no colo,vamos andar de mão dadas em cima do prédio mais alto.Depois me veja pulando de lá e guarde somente os momentos.
Uma residência, seja ela casa ou prédio, vai da base ao topo, que está composta de barreiras e aberturas interligadas entre si.
Desapega, se ame, seja você mesmo a base do seu prédio, as outras pessoas são só os tijolos... Porque é mais fácil levantar outra parede do que construir um prédio de novo.
Sobre meu passado eu vendi o prédio inteiro por uma pechincha.
O tempo até demoliu,
Não existe mais.
"Quem ri da minha jornada hoje, não entende que a riqueza trilionária é um prédio que só fica de pé se o alicerce for a humildade. O dinheiro compra o luxo, mas o valor no coração é o que compra o respeito do tempo. Se você não tem valor humano, como espera gerenciar o capital do mundo? O sistema pode te dar milhões, mas só a integridade te mantém no topo do trilhão. Quem não tem nada por dentro, sempre será pobre, não importa quanto tenha no banco."
O ego é um vigia noturno que acredita ser o dono do prédio. Ele passa a vida trancando portas, sem perceber que o que ele mais teme já está do lado de dentro.
Acordo em minha pequena casa rodeado de prédio, sons de carros, de pessoas e sirenes. Me esforço para ver o céu da janela do meu quarto.
Tem coisas que só vamos entender com o tempo. Nem adianta querer pular etapas, um prédio não se constrói sem base.
"Viver num mundo sem sabedoria é como construirmos um predio sem planta ou sem nenhum arquitecto por perto"
Cair de uma Flor
O homem urbano, no concreto
pulou do prédio.
O homem se foi.
Quis adocicar a essência.
Ele se foi por isso.
Partiu para sempre.
Afundou no buraco que caiu.
Buraco ele deixou, há muitos
na rua, na vida nem se fala.
Levou almas, lágrimas,
elas preencheram a cova
que ele formou.
Seu peso na vida foi grande.
Penosa estrada curta.
Era jovem, 17 anos.
Homem de nascença,
menino de idade,
criança de ser.
Ah, como todos nós
somos crianças.
O edifício era comprido,
tocava o céu.
Por entre as escadas
ele chegou às nuvens.
Nuvens onde dança anjo,
escorrega na chuva,
que molha e revive.
Nasceu de novo, graças as gotas
que caem pouco a pouco ao chão.
Tocam pessoas restantes,
bebem dessa água e se nutrem.
Partiu o homem, todos irão.
Todos ficam aqui, ali, lá.
Bem ao longe, eu vejo o homem,
todos os outros homens que se guardam
e sofrem. Pelo mundo ser sofrido.
Não mais restam olhos.
Boca se foi, saliva secou.
Abraço foi só em uma caixa.
Descida na terra magra e seca.
Seca com verme, seca com dor
tanta dor.
Encharcada por saudade.
Deixada por medo
Foi para sempre.
Não mais volta.
Claro que volta!
Volta no sentir,
na falta que faz
Nas lembranças nas quais
nunca se vão.
