Preconceito Racial
Eu nunca aceitarei viver numa sociedade que usa fatos de injustiça e discriminação do passado para me fazer viver segregado hoje, mendigando aceitação social e um espaço de fala na sociedade, simplesmente por causa do meu tom de pele.
Eu não estou vivendo lá atrás, estou vivendo agora.
E a história do hoje, quem faz sou eu.
Não preciso de nenhuma ação reparadora.
Eu sou livre, independente e suficientemente competente para conquistar o que eu quero sem precisar de favor de ninguém. Nenhuma algema ideológica me aprisiona, eu sou livre.
Eu não sou vítima, nunca serei.
Entre tantas datas comemorativas, não é estranho que o Dia da Consciência Negra seja a única a ser combatida sistematicamente?
Entre tantas datas comemorativas, por que apenas o Dia da Consciência Negra sofre um combate tão sistemático?
“20 de Novembro, frutos…”
A resistência das folhagens e frutos de modo geral, sempre nos apontam a simplicidade, ou mesmo a facilidade do seu surgimento, no entanto gostaria de deixar uma visão além, nessa metáfora, onde as flores negras, com sua elegância ímpar, e os frutos de alma escura, como a jabuticaba e a amora silvestre, são símbolos de uma beleza que não se contenta em florescer nas “sombras”. Essas expressões naturais nos convidam a mergulhar nas profundezas da história e a refletir sobre a resistência, a ancestralidade e a luta incessante do povo negro no Brasil. Em um dia como o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, estas comparações se tornam ainda mais pertinentes, revelando um legado que transcende o tempo.
As flores negras, com sua delicadeza paradoxal, evidenciam a força que se revela na adversidade, são flores que brotam em meio às dificuldades e que, mesmo em solos áridos, encontram formas de se expressar e de colorir a paisagem. A jabuticaba, com seu sabor agridoce, assim como a amora selvagem, que cresce de maneira quase silvestre, são frutos que trazem em sua essência a história de um povo que, em constante luta, celebra sua identidade e busca reconhecimento. Esses frutos, que nascem em árvores resistentes, são a metáfora perfeita da luta do povo negro contra as amarras da opressão e do racismo.
O Dia da Consciência Negra é mais do que uma data simbólica; é uma convocação à reflexão e à ação. Como diria Marcus Garvey, um dos mais importantes líderes sobre a luta pela liberdade, “Um povo sem o conhecimento de sua história, origem e cultura é como uma árvore sem raízes.”
Este apelo à interconexão nos faz lembrar que a emancipação não se dá apenas no campo do indivíduo, mas como um ato coletivo. As flores e os frutos negros servem como metáfora dessa unidade: cada um traz uma parte de suas histórias para a formação de um mosaico cultural vibrante, fruto da resistência e da luta.
As mulheres negras constroem e ocupam espaços de discussão e transformação na sociedade, atribuindo significado político às iniquidades que nos acometem, pois o racismo alimenta todas as formas de poder e molda a maneira como vivemos. No que diz respeito ao consumo nocivo de álcool e suas consequências, isso não é diferente. Se, por um lado, somos as mais prejudicadas pelo consumo de álcool — um dos principais fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis — por outro, há uma indústria, branca e masculina, que lucra deliberadamente a despeito de nossas dores e com o aval do poder público. Enfrentar o racismo é também unir-se às mulheres negras na luta contra tudo o que compromete nosso direito a uma vida plena e saudável, quando, em vez disso, nos oferecem doses de sofrimento.
"Mesmo que uma pessoa branca não reconheça seu lugar social, constituído historicamente, e como este atua simultaneamente na forma como acessa e mantém privilégios, essa é uma realidade. A negação das discrepâncias sociais e das classes sociais que o racismo produz são ferramentas coloniais e um recurso amplamente utilizado por grupos hegemônicos.
É necessário mentir, ser perverso e arrogante para manter as coisas como são. Afinal, a mentira é um precioso recurso do racismo. Também é necessário fingir que está tudo bem em ser herdeiro, mega-empresário. Aqui é a mentira da meritocracia que é repetida incansavelmente até que uma pessoa comum acredite que privilégio é, na verdade, resultado de esforço.
Estou dizendo isso para que a gente reflita sobre o fato de que a indústria do álcool é branca e que é uma hipocrisia, no nosso país, falar sobre consumo prejudicial de álcool sem dimensionar quem mais se prejudica e quem mais lucra nesse contexto. Muito se fala sobre quem consome de forma abusiva. E quem produz de forma abusiva?"
Preto no Branco
O Pretinho trabalhador
Foi condenado a lidar com a dor
O Branco rico e preconceituoso
Seu único objetivo foi observar o moço
Não importa a aparência ou o jeito
Sempre eles vão pagar o preço
O Branco rouba
O Negro tem que segurar a obra
O Preto respira ao vento
Já é motivo de desprezo
Temos que acabar com isso
Para que o Negro não corra mais risco
Falar é fácil, difícil é fazer
Uma coisa tão importante que precisa acontecer
Não importa a cor ou a raça
Ser Racistanão tem nenhuma
Preto no Branco é o que eu digo
Se o Preto estiver ali perto ele não vai sofrer contigo
Ele vai sofrer sozinho
O policial defende o Branco por ser seu sobrinho
"Quando o braço da lei esquece que sua função é proteger e não punir, ele se torna espelho de uma sociedade que trocou justiça por vingança."
Para os que Virão IX
Quando permitimos que o ódio cresça em silêncio, ele se enraíza como uma planta tóxica. O racismo não começa com grandes explosões, mas em sussurros: piadas que desumanizam, olhares que segregam, silêncios que compactuam. Nós, do passado, muitas vezes falhamos em arrancar essas sementes venenosas e deixamos raízes frágeis se tornarem troncos grossos, capazes de sustentar estruturas inteiras de exclusão.
Não cometam nosso erro. Enxerguem a violência nos detalhes: na escola que separa, no trabalho que inferioriza, na justiça que criminaliza corpos. Racismo é um sistema, não um acidente. Combate -lo exige mais do que discursos requer desmontar lógicas que normalizam a desigualdade. É preciso coragem para confrontar o desconforto, inclusive dentro de si.
Não basta não ser racista; é necessário ser antirracista. Todos os dias. Nas palavras, nas escolhas, nas políticas. O futuro que desejamos não brotará de passividade, mas de revolução cotidiana.
Herdarão um mundo ferido, mas também as ferramentas para curá-lo. Lembrem-se: tolerar o intolerante é enterrar a própria humanidade coletiva. Escolham desobedecer. Escolham rachar o solo onde o ódio tenta germinar.
Gerações anteriores, em dívida.
caso um dos químicos europeus que criou alguma droga pesada como cocaína ou heróina e fosse racista, e encontrasse algum negro ou pessoa com outra etnia que se acha por comercializar e enriquecer com o produto, ele diria :
Que você se esbanje em luxúria , carros, dinheiro,mulheres , faça o sistema , com a comercialização da MINHA QUIMICA, se esbanje desde que os malefícios que eu alertei quando descobrir ,não venha assolar o meu povo.
Se esbanje, você faz parte da minha criação
"Matadouro!!
Quase todos pobres
Quase todos pretos
Quase todos O B E S O S
HIPERtensos, muito tensos
Diabéticos
Quase todos excluídos do bolsa família
da família, do voucher do cão
Do sistema de saúde
do emprego
da internet
da cidade da idade e da favela.
Vai limpar geral.
Repetir o mal,
Infernal,
Social.
Intencional!!!"
(Gilmar do Espírito Santo 05/06/2020
Para justificar a escravidão defendiam supremacia das raças.
Para negar a reparação defendem a isonomia das raças
Não importa como nos vemos, de onde viemos ou como falamos. Não importa o que fazemos, o que temos ou que cor somos. No final somos o mesmo por dentro.
Todos sorrimos, todos choramos, sentimos alegria e sentimos dor.
O que realmente importa é quem somos nesses momentos.
Vini Jr - Real Madrid
O racista também tem um corpo com a cor de uma pele. O racista também tem um coração e uma alma. A diferença entre um racista e os demais individuos não racistas é que o corpo do racista é inútil. O seu coração só pulsa no ritmo da desumanidade e a sua alma emana crueldade.
O racista também é um ser vivo, mas não exatamente humano. A diferença é que a vida nele é infértil, no campo da sensibilidade. É um limitado ao seu umbigo. Os seus sentidos só funcionam sob a conveniência dos seus prazeres nocivos.
Na Espanha, sem querer generalizar, talvez os racistas tenham uma outra peculiaridade agregada - vira e mexe, tem um chifre perseguindo eles.
A gente tem que aprender a usar a nossa alma, a nossa inteligência, a nossa cultura pra tentar acabar com o racismo da maneira que cada um de nós conseguir e puder.
