Preconceito Racial

Cerca de 4066 frases e pensamentos: Preconceito Racial

Nem o amor nem o terror deixam a gente cega: só a indiferença faz isso.

Inserida por pensador

Lembre-se: foi o amor que te trouxe aqui. E se você confiou no amor até agora, não entre em pânico agora. Confie até o fim.

Inserida por pensador

Espero que ninguém jamais precise olhar alguém que ama através de um vidro.

Inserida por pensador

Uma das coisas mais terríveis e misteriosas da vida é que um aviso só pode ser considerado em retrospecto: tarde demais.

Inserida por pensador

Esses homens cativos são o preço oculto de uma vida oculta: os justos devem ser capazes de localizar os condenados.

Inserida por pensador

⁠Todos nós s temos muitos valores. Não conheço uma pessoa sequer reduzida ao nada. Nem as arrogantes, nem as demasiadamente humildes. Mas fico triste quando o alvo de discriminação rebate a sua luta com discriminação.
Mas intolerante vai continuar comendo cru nos dias atuais.

Inserida por jozedegoes

⁠Abro os olhos
Nem tudo é claro
Fecho olhos
A escuridão me toma
O medo me consome
A bala nem sempre perdida
As palavras sempre doidas
Me fazem dormir
E não querer acordar
E mesmo querendo,
Talvez eu não acorde
Me sinto sufocado
Me sinto preso
Ao preconceito
A violência
A indecência
De quem me julga pela cor
Sem ar
Preciso acordar
Luto
Com o medo
Com o mundo
Devolvam meu ar
Preciso viver
Mudar o rumo
Da minha vida
Da minha história
É preciso lutar
Traçar um destino
Diferente deste
Que o teu preconceito
Tenta me dar
Louco, desatino,
Ainda acredito, mas
Será que viverei preso
Ao sonho de liberdade
Que muitos querem roubar?
Continuo preso
Preso em casa
Preso em mim
Ou numa cela
Preso em pensamentos
Julgamentos
Que crime cometi
Que me tira tudo?
Até o direito
De está onde estou
De ser livre
De sonhar?
Ao que parece,
Meu crime é minha cor
Sou criminalização
Sou julgado
Condenado
A cela
A morte
A dor
Por carregar comigo
A legitimidade de uma história
De lutas,
Conquistas,
Por carregar
Além de sonhos, minha cor.
Grito
Não me ouvem, ou
Querem me calar
Me roubam tudo
E o crime,
O que não cometi,
Querem me ver pagar
Tu cometes,
Eu pago,
Não importa
Sou ferido
Contido
Punido
Querem me ver ajoelhar
Querem me ver caído
E assim comemorar
Ainda resisto
Preciso levantar
A autoestima
A voz
O ânimo
A confiança
Pra mim, tudo importa
Meu lugar no mundo
Meu lugar de fala
A ferida no peito
A dor na alma
O ar que me falta
Tento me manter vivo
E vivendo, me sinto morto
Preso
Quero sair

Inserida por airlaperes

⁠Vamos encher este mundo de amor



Vamos esvaziar todo estoque de mau humor,
De ódio, de falta de esperança, de azar, de pessimismo;
Vamos sabotar a mentira, o preconceito, o racismo,
A falta de empatia, o egoísmo;
Vamos abastecer os olhos de poesia,
O coração de melodia, o ar de alegria…
Vamos transmitir somente os bons sentimentos,
As boas notícias, o que realmente faz sentido;
Fazer de nosso jeito;
Espalhar o amor,
Viver as nossas diferenças
E respeitar o que não nos diz respeito.
Vamos, todos juntos, fazer diferente,
Reconstruir dessas ruínas da fatalidade,
Um mundo sem o instinto primitivo da maldade;
Agora é hora,
O universo nos dá uma nova chance
De viver com dignidade
Para construir um futuro diferente,
Sem olhar os erros do presente
E reconstruir uma nova realidade.

Inserida por leandroflores

*Nocivos*

É, ser preto não é fácil... Na sociedade em que os pretos são os invisíveis mais visíveis que existem. Onde a bala perdida, coincidentemente, sempre acha a pele preta. Somos indivíduos "altamente perigosos", e a cada nova reflexão nos tornamos mais "nocivos".

Lutamos e lutaremos sempre pelo direito que temos, na esperança de andarmos sem "sombras" em um supermercado. Esperançoso que acabe a hipocrisia, pois pregam a igualdade racial na internet, mas pessoalmente ridicularizam o negro.

Preto, você presta! Não esqueçam uma coisa, se hoje desfrutamos de boas coisas, agradecemos ao "preto".

(Ao Pedro Henrique, morto em um hipermercado)

*André Ferreira*

Inserida por andre_vinicius_3

⁠Não toleraremos sua intolerância
Nem ao menos comentários depreciativos
É era de evolução, é preciso!
E faremos revolução

Desintegre do seu âmbito
Pensamentos ultrapassados
Onde branco tem lugar de fala
e o negro que fique calado

Se limita minha capacidade
Visando como viveram
nossos antepassados
Se vire do avesso
Veja que a carne cara
No fim também apodrece
O dinheiro te faz rico
Mas o seu preconceito te empobrece.

Inserida por Johnfazzioli

⁠Em pleno o século XXI, os homens ainda se perguntam o porquê das várias raças, nunca vir ou ouvir dizer, que há um jardim, com apenas uma flor.

Inserida por RCavalcante

⁠Somos os comandantes do navio, e o mar inteiro é nosso; sabido isto, aprendemos a lidar com o mar enfurecido, e até começamos a ordenar a maré ao nosso favor (...).

Inserida por MayconHalss

⁠ÓDIO NA REDE

Quem destila ódio na rede
Só faz propagar o mal.
Um comentário maldoso
Só abala a moral.
Internauta julgador
É como um torturador
De um mundo virtual.

Inserida por RomuloBourbon

⁠Consciência não tem cor, mas tem bom senso em ver a todos como obra divina, e as diferenças como manifestações das particularidades do próprio Criador Consciência não tem cor, mas tem bom senso em ver a todos como obra divina, e as diferenças como manifestações das particularidades do próprio Criador.

Inserida por carlos_alberto_hang

⁠A igualdade começa quando as diferenças são respeitadas, não quando são "cotadas" ou beneficiadas.

Inserida por jadsonlimanovo

⁠Pena e dó não é o mesmo que respeito. As pessoas precisam decidir o que elas querem: se uma migalha emocional, ou o seu direito de fato. Vitimismo pode até gerar uma consternação, o que as vezes é uma falsa piedade, mas nunca será bom, nem para a pessoa, e muito menos para a luta por uma causa.

Inserida por MarcioCordeiro81

⁠O homem conseguiu descobrir a fissão nuclear, mas ainda não conseguiu se desvencilhar de características como o racismo ou o preconceito.

Inserida por Maxwouters

⁠É momento de descolonizar mentes brancas, que dizem não serem racistas, mas não são antirracistas.

Inserida por MayconHalss

⁠Ditadura branca

no Brasil, a ditadura
nunca se extinguiu
para gente de pele escura:
a antilei
o falso indício
o sumiço
a tortura.

Lande Onawale
Ribeira, Esmeralda; Barbosa, Márcio (Org.). Cadernos Negros 39: poemas afro-brasileiros. São Paulo: Quilombhoje, 2016.
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Inserida por pensador

⁠TODAS AS FORMAS DA ESCRAVIDÃO
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.
Desde que somos país, já estava aqui este povo,
contraparte de sua carne, de sua alma e seus valores.
O último deles aqui chegou – proibido, em contrabando.
As correntes – do mar e ferro – trouxeram-no quase ao fim
da forma antiga da escravidão.
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Talvez fosse mulher, talvez homem...
Vou supor seu retrato: porém, jamais revelado;
vou pensar o seu corpo: ferido-acorrentado.
Para nome, darei Maria,
para não dizer que é João.
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Vocês queriam canções: doce-brancas como açúcar...
Mas, do oceano que lambe as praias, eu só quero falar destas gentes:
dos males que lhes fizeram, do pouco que lhes demos, do tanto
que lhes devemos
(vou me ater, no entanto, a Maria – aos seus filhos e pentanetos
Vou lhes seguir cada passo, geração a geração).
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Deste povo, “Todas e Todos”,
todos nós temos um pouco.
Levante a primeira gota quem souber ou achar que não,
e depois disso se cale, ou se vá para a Grande Casa,
se não se sentir como irmão.
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Primeiro nasceu Pedro, já depois da Abolição.
Filho enfim liberto de Maria, quase ficou famoso
por ser primo do já célebre Operário em Construção.
Mas não encontrou trabalho,
e, por isso, roubou um pão.
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Foi linchado em via pública
por gente de bom coração,
e isso na mesma época, em que num país mais ao norte
– entoando canções patriotas – matava-se à contramão.
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Pedro, coitado, nascera
na Era dos Linchamentos.
Já longe, entregue ao rio dos tempos,
ia-se a Era Primeira – a da velha Escravidão.
Ao norte, matava-se à farta – aqui, por um pouco de pão.
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Mas então nasceu Jorge – de uma nova geração.
Chamaram-lhe para uma guerra, para defender o país
dos tais fascistas que nos queriam impor outra escravidão.
Como neto tão direto de Maria, não lhe deram qualquer patente,
mas lhe atribuíram missão: deveria buscar minas (quando fosse a folga
de ser bucha de canhão).
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Em um passo em falso, pisou na morte!
Não teve sequer a sorte – o bravo soldado forte –
de merecer uma Missa Breve, ou de ganhar um monumento
(“É um pracinha desconhecido, de fato, mas não é da cor que queremos;
o mármore que temos é branco, passemos a honra ao próximo:
eis aqui a solução”).
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Iam-se os tempos da Escravidão,
fora-se a Era dos Linchamentos,
acabara (de acabar) a Idade da Desrazão.
Abria-se novo momento: A Era-Segregação!
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Datam de então as Favelas
tão próprias para todos; mas especialmente talhadas
para os bisnetos de Maria.
E ali, no calor de um dia,
nascia o nosso João:
finalmente um João!
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Pouco sabemos dele
por falta de documentos.
Dizem que morreu das meninges
no mais duro chumbo dos anos tristes,
na época em que a doença – proibida nos jornais –
aceitava a segregação.
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Só sabemos que foi pai
do Trineto herdeiro de Maria.
Este, por falta de qualquer emprego,
e por vergonha de pedir esmola,
tornou-se um bom ladrão.
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Roubava dos ricos para dar a pobres,
ainda que nem precisasse tanto:
seu destino já fora traçado,
indiferente à profissão,
nesta Era da Prisão.
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Também ele deixou filho
– o brilhante e sábio Tetraneto de Maria –.
A vida deste bateu na trave: quase recebeu a cota!
Mas então soube que já chegava
a Era da Assombração.

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[BARROS, José D'Assunção. publicado na revista Ensaios, 2024].

Inserida por joseassun