Preconceito Racial
O preconceito, um sentimento que é plenamente sem justificativa. Em pleno século XXI ainda não se tem um motivo concreto e coerente apresentado para a justificativa deste sentimento que leva as pessoas a julgarem outros por diversos aspectos físicos, sociais e culturais.
No ano de 1948 a 1994, na África do Sul, ocorreu o Apartheid, que foi nada mais que um regime de segregação racial. Neste período foram adotadas mais 300 leis sobre o Apartheid mas uma foi muito difamatória, uma lei aprovou que as raças deveriam viver separadas em áreas urbanas, logo em seguida, outras que leis que diziam que o casamento entre pessoas de raças diferentes era crime, depois, que pessoas de raças diferentes não poderiam ter relações sexuais pois também era crime, placas escritas “ Apenas para brancos〃 viraram algo comum na vida dos sul africanos, até que um homem chamado Nelson Mandela mudou essa realidade no dia 10 de maio de 1994 se tornando o primeiro presidente negro, Nelson Mandela também disse uma frase muito marcante sobre o assunto : “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, elas podem ser ensinadas a amar. 〃
Outra parte da história que estampa a realidade racista na história global foi durante a Segunda Guerra Mundial, quando o ditador Adolf Hitler se tornou Chanceler da Alemanha e tentou implantar na população a crença da existência de uma raça ariana perfeita, superior as outras, tanto quando se fala de negros, judeus ou homossexuais.
Hitler perseguiu e matou milhões de pessoas por conta de sua conduta, o fato mais marcante da ideologia de Adolf Hitler foi o Holocausto, onde ele fez o maior genocídio da história, foi a cassação de vários tipos de pessoas durante 1942 a 1945 que ocasionou em uma só chacina matou 6 milhões de judeus.
O preconceito é algo que deve ser combatido de frente, um mal que deve ser cortado pela raiz já que fatos mostram que ele está nos perseguindo desde sempre, então temos que achar uma maneira de minimizar ao máximo esse ato deplorável.
No Brasil existem leis que protegem o cidadão contra o racismo, não só no Brasil mas no mundo inteiro, mas essas leis não garantem o fim do racismo ou do preconceito mas só uma leve pena ao infrator.
Então devemos nos lembrar do teste da boneca feito por Kenneth Clark e Mamie Phipps Clark no ano de 1946, onde eles apresentavam duas bonecas, uma branca e uma negra as crianças e fazia perguntas, o teste comprovou que mais de 63% das crianças foram racistas ao responder tais perguntas, o que nos leva a concluir que o racismo está na boca de que fala e contamina quem ouve.
Preconceito.
O preconceito é asqueroso
que maltrata a criatura
deixa o cidadão nervoso
e o coração com rachadura
o racismo é contagioso
mas na cadeia tem cura.
Ninguém nasci racista e preconceituoso a sociedade que implantam isso na mente das crianças. Que acabam crescendo com isso em suas mentes.
O preconceito começa quando utilizam a imagem de Jesus como um ser lindo, branco, de olhos azuis, cabelos lisos, quando na verdade pela região que ele nasceu n deve ter sido bem assim.
'' A maior ignorância das pessoas racistas e preconceituosas, é acharem que são superiores, afinal, ainda não aprenderam o significado da palavra: Ser Humano.
Todos iguais.
Cada qual tem o seu jeito
pode ser Silva ou Bragança
você vem com preconceito
isso é mal que não avança
Deus não deu esse direito
porque o ser humano foi feito
a sua imagem e semelhança
Guibson Medeiros
O IBGE, nosso órgão oficial, agrupa pretos e pardos sob a categorização de negros.
Devido à batalha travada pelos movimentos negros no Brasil, é uma conquista empregar o termo "negro".
Entretanto, em outros contextos, essas discussões não são tão harmoniosas; muitos ativistas rejeitam a designação "negro" por considerá-la uma invenção colonial associada ao horrendo processo de escravidão.
No cenário brasileiro, é de suma importância política utilizar o termo "negro", dado o contexto histórico de escravidão que marcou profundamente nossa sociedade.
Reconhecer e afirmar essa identidade é uma forma de enfrentar as injustiças do passado e promover a igualdade racial no presente. Dessa forma, reafirmamos nosso compromisso com a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Para mim não existem brancos, negros, índios ou amarelos, apenas seres humanos: opressores e oprimidos.
Não existirá preconceito, se não existir comparação. Precisamos entender que somos todos iguais e temos os mesmos direitos. Respeito mútuo.
#RespeitoMútuo
Ao apoiar o sufrágio de homens negros e ao condenar as defensoras brancas dos direitos das mulheres, homens brancos revelaram a profundidade de seu sexismo - um sexismo que era, naquele breve momento da história dos Estados Unidos, maior do que o racismo deles.
Devemos aprender com a história do feminismo negro, que nos ensina a importância de nomear as opressões, já que não podemos combater o que não tem nome. Dessa forma, reconhecer o racismo é a melhor forma de combatê-lo.
quando um negro chega a um lugar importante, todos os negros devem sorrir pois através daquela pessoa, o mundo está um pouco mais perto de ver nós negros de uma maneira melhor
O compartilhamento excessivo de figurinhas de pessoas com deformidades, de negros, de mulheres e gays em situações jocosas nos grupos de whatsapps.
Demonstram que nossa população continua extremamente racista, machista, homofóbica e preconceituosa.
Fico curioso para saber, se ser contra apenas ALGUNS tipos de preconceito não é ser preconceituoso?
Ao índio foi imposto a cruz, ao negro, que a Igreja afirmara não ter alma, poderia ser tratado como o algoz desejasse, sem culpa, sem compaixão e sem pecado.
A lei Áurea abriu as portas das senzalas e largou o povo negro (analfabeto, doente, assustado, com ódio, com medo, com dor, sem saúde, sem um teto, sem onde construir um teto) para perecer.
Tudo é mais difícil para um negro. Você tem que provar cem vezes que você é o melhor. É cansativo, duro, doloroso. Se você não tiver uma força extraordinária, não consegue passar por isso.
“Com a Lei Áurea, o Estado brasileiro trocou a condição do povo negro de escravo para uma menos ruim, a de marginalizado”.
Ensaios políticos, 2024.
