Praça

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Gosto de presença, de casa cheia, de roda em praça. Gosto de gente quente, que liga, que chama, e que, mesmo quando tem que ir, deixa um até logo que convence. Até logo! Estou indo, mas continuo aqui.

A Menina e o Cachorro


Uma criança brinca com um cachorro
no meio da praça.
Na Praça do Patriarca,
foi lá que eu vi.
Entre cinco e seis anos de idade,
tinha a criança.
Igualmente jovem era o animal.


A garota abraça, beija,
se desmancha em carinhos...
O cachorro retribui lambendo animado
o rosto da menina.
Os dois caem,
rolam no chão.
A menina ora por cima do cão,
ora por baixo.


Alguns pedestres param,
observam, riem, tiram fotos,
maravilhados com a beleza da cena.
Outros, apressados,
submersos em seus problemas,
incapazes de enxergar o mundo à sua volta,
passam sem nada perceber.


Uma mulher se aproxima,
afaga a cabeça do cachorro.
A menina se levanta,
fica de pé, imóvel, séria.
Em sua seriedade,
o esboço de um sorriso enigmático,
quase imperceptível,
me fez lembrar Mona Lisa.


Com o olhar fixo na mulher
acariciando o pequeno animal,
a menina parecia esperar sua vez
de também receber carinho.
A mulher, no entanto, se levanta,
faz um último carinho no cão, arruma a blusa,
ignora a criança e vai embora,
diluindo o sorriso de Mona Lisa da menina,
que a acompanha com o olhar desapontado.


E eu, que a tudo assistia, pensei:
— Infelizmente é assim que nós estamos agora!


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Nascida em meio à pandemia, em 2020, esta crônica em versos descreve uma cena real: uma garotinha em situação de rua e seu cachorro, na Praça do Patriarca, em São Paulo.

Acusador e tratado como vilão, sem ao menos realmente fazer algo. Enquanto sou condenado em praça pública, esperando minha cabeça ser separada do corpo, a “vítima” é tratada como a grande coitada que foi enganada e traída pelo ser ignóbil e desprezível cujo nascimento foi o único erro já cometido por Deus.

Minha cabeça é cortada, ouço os gritos de comemoração e prazer da grande plateia que antes eram meus amigos, agora mostram o prazer que sentem ao me ver no fundo do poço, ou melhor... no fundo do bueiro que minha cabeça rolou para dentro.

Meus últimos 7 segundos conscientes... Vejo toda minha vida miserável e nefasta, feita e moldada apenas para satisfazer os desejos e vontades dos outros.

Uma vida completamente dedicada ao “nunca é suficiente”... — “Você poderá ser melhor”, foi o que todos sempre me disseram, muito antes até do meu maldito e azarento nascimento. Cobrado pelos outros e por mim mesmo, ao fanatismo do perfeito.

Estou preso à minha própria culpa e escolhas, e não sei como fugir dessa prisão tão desconfortável, mas tão nostálgica, que acabou virando minha casa.

Uma zona de conforto angustiante e torturante.

Ass. — um miserável

um padoque, um pátio, uma praça e um parque conseguem demonstrar como estaria um tipo de paraíso.

CENÁRIO DA PRAÇA
O vento gostoso do mês de maio corria solto na praça. Dia lindo de céu azul. Aquele dia que, de tão bonito, nos anima a sentar em um dos bancos da pracinha. Sentamos a observar, atentos, o que passa. É certo que não existe mais a banda para vermos passar...o tempo da banda passou.
Mas, observando com cuidado, quanta coisa interessante passa na praça. Retrato dos nossos tempos desfilam!
O casal de adolescentes, modelos atuais, calça jeans justinha e blusa de malha, a mostrar o corpo, novinho em folha, esculpido na malhação! Sorridentes, eles correm contra o tempo e o transporte da cidade que os levará ...sei lá aonde! Talvez à Rua da Esperança!
E passa uma senhora de idade, mas não sem disfarçar os fios brancos que lhe tecem a vida, com um amarelo brilhante que lembra o sol dos tempos de juventude a lhe emoldurar o rosto. Ela precisa da ilusão para embelezar a velhice!
Mas a expressão da senhora é tensa! Ela senta em um dos bancos, na sombra da árvore. Tira os pés do sapato, olha para os pés maltratados e balança as pernas sob o banco, na liberdade de quem não se liga mais a normas! Puxa de uma sacola uma banana. Saboreia com gosto e joga as cascas no canteiro da pracinha. Com certeza, veio de longe. Também espera o transporte, mas seu destino é a Rua da Saudade.

"O problema (para alguns) não é minha mãe ter me abandonado num banco de praça. O problema (para alguns) é que ela me abandonou após o parto e não antes... E o banco de praça não era na Pavuna; era no Leblon! (Pavuna e Leblon são bairros do Rio de Janeiro)."
Texto Meu 0987, Criado em 2020

USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com

"Era duro ver quando ele e ela, mesmo sem se conhecerem, apareciam no banco da praça, ambos lendo livros com o mesmo título, do mesmo Autor e de edições exatamente iguais. Coincidência típica e tola de filmes da década de 1960. Ou 'dava vontade de vomitar', conforme disse Holden Caulfield, em 'O Apanhador'!"
TextoMeu 1371

O futuro está cada vez mais parecido com aquela casinha do lado da praça, na cidadezinha que era tudo.

⁠"As árvores derrubadas ontem na praça do Fórum em Ituiutaba deixam uma triste sensação de perda e nos faz refletir sobre a necessidade de conservar e proteger o meio ambiente."

Ainda tem um passarinho cantando, o vento, a poesia das folhas em qualquer praça, uma estátua, um relógio marcando três horas talvez, uma bicicleta, uma buzina e ao final do dia, sem que ninguém peça!!!! Existe o milagre do cotidiano ....

O homem pode pregar na praça na quinta, na rua na sexta e na igreja no domingo, mas, se negligenciar a prática da oração, arma uma cilada para os próprios pés.

O homem pode pregar na rua na quinta, na praça na sexta e na igreja no domingo, mas se ele negligencia a prática da oração, acaba criando uma armadilha para os próprios pés. É por isso que muitos pregadores vão para a cama com o coração pesado e acordam com o espírito amargo.

Oi, minha linda. Sempre que fecho os olhos, volto para aquele banco na praça do Palácio dos Campos das Princesas. Lembro da sua timidez e do seu olhar meigo, mas foi aquele nosso beijo que marcou minha vida e parou o tempo em Recife.

Nada supera a memória daquela tarde na praça em frente ao Palácio das princesas: você toda tímida, esse seu olhar doce e aquele beijo marcante que a gente deu. Você não sai do meu pensamento."

Existem momentos que a gente guarda para sempre, e o nosso encontro naquele banco de praça é o meu favorito. Entre sua timidez e o seu olhar meigo, aquele beijo selou uma lembrança que nem o tempo apaga.

A sua maior revolução não será vista em praça pública, mas no espelho, a mudança mais radical é sempre a interna.

Do batuque do Terno de Reis
da Praça da Ponte -
Não apagou da memória,
nas minhas veias correm
o mesmo sangue do Pau-Brasil,
e de mim não há quem
apague a minha história,
Ao meu povo pertence
a condução do destino e a glória.

Só queria um banquinho na praça, uma poesia, uma namorada.

“Os bancos da praça sabem mais de despedidas do que de descanso; sustentam corpos por minutos, mas guardam para sempre o peso dos amores que não voltaram.”

Lembra do banco da praça?Das cadeiras na porta? Das farras às noites? Enfim, foi tudo que hoje bastou e tudo que suficientemente ficou!

Inserida por JrLiimaa