Pouco
O amanhecer se ergueu
mármoreo por aqui
no Médio Vale do Itajaí,
O tempo está um pouco
mais fresco e ainda te quero
por aqui em Rodeio,
Porque da vida nós dois
merecemos este prêmio,
Na fiação elétrica canta
canta um passarinho solitário,
parece até que ele entende
o quê está se passando comigo,
Balançam lentamente
as árvores que tenho como
visão da minha janela,
Com tudo o quê tenho no coração,
devoção e delicadeza:
vivo a beleza de quem ama espera.
Vagão absoluto mesmo
no absurdo do mundo,
Olho louco, grito rouco,
mesmo feito muito pouco
insisto e escrevo
os meus Versos Intimistas
para que as poesias
sejam o meu perpétuo legado.
Daqui a pouco
completa uma
semana que o Céu
está mostrando
o quê para muitos
está sendo ignorado,
Estou com uma
impressão que estão
nos enterrando vivos,
Enquanto anda sendo
discutido o inútil
entre os errados,
O aroma da cinzas
da Amazônia está
na minhas narinas
nos meus lábios,
Eu estou vivendo
a poesia dos desvalidos,
Não falta muito
para estarmos perdidos.
Não há como
não lembrar,
daqui a pouco
faz um ano,
e não vejo
a glória
da justiça
fazer a tua
liberdade raiar.
Não há como
não lamentar,
a tua inocência
é conhecida
sem receber
alguma mão
estendida,
para fazer
a sua história
esclarecida.
Não há como,
não negar,
que no alto
deste onze
meses
de prisão
injusta
que há
mais uma
fenda
continental
na moral
de quem
da verdade
se autoexila.
Para a indignação
de insistirem
na tua prisão
meu caro General,
não há métrica
e nem rima.
Em linhas culpadas antes
mesmo de terem nascido
nem um pouco lúcidas.
Sem ordem judicial,
bem cheias de tudo,
hipertextuais
e com toda a falação:
deseja saber demais.
Jogos sujos e brincadeiras
de nervos não há
quem os ature mais.
Como vai a saúde
da tropa e do general?
Quando virá a liberdade,
a augusta moção
e garantia da paz?
Em versos inconformados
e bem convictos segue
anão aceitação
de 'ditaduras'.
Ainda bem
que existe
um anjo que visita,
e trabalha legalmente
pelo fim do cativeiro
de quem é notório
inocente pelo mundo inteiro.
Na verdade você não
pode nenhum pouco
de mim se queixar,
Só porque sou a tal
letra poética
e alma teimosa.
Eu me sinto
a comandante
do quartel
mesmo ciente
que nem isso sou.
Vamos fazer um
acordo de paz?
Me devolva a tropa
e os generais,
que eu te devolvo
poemas em dobro,
e juro que de ti
não reclamo mais,
porque você é
assunto do seu povo.
Faltam pouco mais
de dois meses,
para completar três
anos de injustiça
contra o General,
há um arrepiante
silêncio sepulcral,
e tudo parece igual.
Neste mês do Natal
a única certeza que
se tem é que seguem
injustos com o General.
O pouco que se soube
foi pela página do jornal,
não houve ninguém
de honra para socorrer.
Com o Capitão-de-Navio
a História se repetiu,
nada se sabe ou viu,
e com uma tropa igualmente.
Triste história com quem
veste ou vestiu farda,
e nunca se esqueceu
de ter um coração de gente.
O General foi
preso sem
nenhuma culpa
há pouco
mais de um
ano e meio,
Ficamos até
sem saber
onde foi levado,
E sei que ele
ainda está
fisicamente
debilitado;
A história é
uma trama
macabra,
Só de pensar
me preenche
de medo,
Nem que eu
seja a última
voz a falar,
A liberdade
dele não vou
parar de rogar.
Ele nunca foi
golpista
ou traidor,
E sim um
ele é grande
idealista,
Um dos mais
raros deste
continente,
Desde ontem
vem crescendo
a expectativa
que ele seja
libertado,
Ele não merece
permanecer
aprisionado.
O General foi
carregado em
meio a uma
reunião pacífica
dentro de um
hotel só por
ter discordado
de tudo que
para ninguém
não é segredo,
E mesmo assim
nunca deixou
de ser apegado
a Pátria e um
militar ordeiro.
Muito pouco provável
que algum dia
ele tenha me lido,
O General nem sabe
que eu existo,
A história dele eu
conheço como as
linhas das palmas
das minhas mãos
E cada poema que
está sendo por mim
escrito é de minha
total responsabilidade.
Venho refletindo sobre
a trajetória dele,
E de tantas outras
que precisam
receber a liberdade.
Desejo crer que
serei escutada pelo
Foro de São Paulo
de verdade,
O General sempre
dedicou a vida toda
a Pátria dele
com integral lealdade.
Não me permito
medir forças
porque não as tenho,
E também não faria
nenhum sentido
mesmo se as tivesse,
Todo o diálogo de
última consequência:
sempre condeno,
Porque só a paz
sempre será
melhor caminho.
Porque por pior
que seja um Governo,
O Império não tem
nenhum direito
de condenar a todo
um povo ao bloqueio.
Daqui há pouco
completam dois
exaustivos anos
que o General
está preso sem
nenhuma prova,
Ele foi preso
no meio de uma
reunião pacífica.
Que ocorreu no
inesquecível dia
treze de março
que ele foi sem
nenhum motivo
à prisão levado,
repito sempre
como se repete
uma prece com
o santo rosário
doa a quem doer,
para que jamais
o esquecimento
encontre espaço.
A irmã, as filhas
e família estão
mui tristes e todos
que gostam dele
sentem a falta
que faz em liberdade,
e sem pedir licença
também sinto
como fizesse
da história parte.
Como não há
resposta sinto
muito por ele
e pela tropa,
E insisto
pelo milagre
da reconciliação
que os colocará
novamente
no caminho
da vida que foram
todos arrancados.
Status: deixando os trolls em silêncio para eles se esforçarem mais um pouco para ganhar a minha atenção.
Há pouco mais
de dois anos
de idílio em idílio
com os meus
versos de total
e exclusiva minha
responsabilidade,
venho contando
a trágica história
do General que
continua preso
injustamente
e sobrevivendo
um calvário real,...
Assim prossigo
lamentando
por tudo aquilo
que se passa
na América Latina
desde a prorrogação
do meu enfadonho
isolamento social:
Pois não há notícias
que o processo
está a caminhar,
o General sequer
passou por uma
audiência preliminar,
quando irão o libertar?
Há poucas horas
fiquei sabendo
que o autoproclamado
foi citado pela Fiscalía
após as confissões
magnicidas
de um outro General
que se entregou
nos braços do Império.
O General que por
ele venho pedindo
a liberdade sem
nenhum sucesso
parece que
em prol dele não
há entendimento,
então, prossigo
com o meu lamento.
Um pouco de heroismo e auto cuidado em prol do nosso país que coleciona histórias de bravura e da mais alta humanidade. Vamos nos cuidar para que não percamos a nossa essência?
São bem mais que
quatro semanas,
Neste dia que
antecede o Santo
Milagre do Sol,
Falta pouco
para relembrar
o dia e as horas
da injusta prisão
do General,
Não são sete horas,
farão sete meses;
O coração não
está sereno,
o meu Universo
em Abya Yala
a injustiça não cala
por ser de caridade
e herança ancestral.
Colocar a história
no seu devido lugar,
e não abandonar
a memória de quem
jurou a vida pelo povo
para sempre entregar,
é essa a herança
continental na veia
que faz grande
o orgulho que carrego.
A Defesa incansável
vem invocando
o respeito ao Estado
que é de Direito,
a memória sobre leis
especiais e tratados
internacionais,
e a saúde do General
vem se deteriorando
a cada dia mais,
pois o Governo finge
que não escuta mais.
Nos versos reclamo
e falo de tudo um pouco,
O Esequibo de volta
tal qual a justiça
também faz falta,
Eu reclamo por prisões
injustas de um General,
de paisanos e uma tropa.
Falo de tudo, reclamo
e lamento profundamente
a tragédia feita contra
um dos últimos revolucionários
românticos deste continente:
o Professor Carlos Lanz
vive eternamente
no coração de toda a gente.
Doa a quem doer cada um
dos meus lamentos,
não estou aguentando ver
o sofrimento do velho
tupamaro e a indiferença
de quem tem o dever de fazer
o quê é leal, justo e humano
contra tudo o quê é arbitrário
e contra ele foi lançado.
Cada cena que vejo de um
povo quem vem sendo
dispersado me dói ver
um território escapulindo
pela lama da geopolítica
assediosa e ofensiva,
É em nome do Esequibo
que todos já deveriam
ter se encontrado, dialogado,
se perdoado e reunido,
E o tempo está passando
e não vejo um passo
a frente mais do que merecido.
E assim falando de tudo isso
os meus poemas da dupla
fronteira venezuelana e brasileira,
somente a mim pertencem,
No Appokailang-tepui
do Esequibo Venezuelano
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
e nos outros onze tepuis habitam.
Festa das Tradições
Daqui a pouco é dia
treze de novembro
em Benedito Novo
vai acontecer a bela
Festa das Tradições,
e eu aqui em Rodeio
pensando numa
maneira de chegar.
Porque a vida não
é mais como antes
que havia como ir
e facilmente voltar:
nossa Benedito Novo
sessenta lindos anos
com estilo vai festejar.
Só de saber que vai
ter festa na região
começo a comemorar,
o Médio Vale do Itajaí
é um lindo lugar,
quando você conhecer
você vai se encantar
e teu coração me entregar.
O encontro das Cheganças
vem rompendo o silêncio
desta cidade romântica,
As pessoas pouco a pouco
estão aparecendo acenando
das janelas das suas casas,
Estas Cheganças nascidas
da fé e do nosso inspirado
povo que compõem
saudações ao Padroeiro
trazem o condão e a poética;
Um olhando para o outro
cumprem do mesmo jeito
o gostoso efeito de festa,
porque nossos corações
fazem música de orquestra,
e deixamos nos envolver por
este amor que a gente venera.
Separei um pouco
de cheiro verde,
O quê eu queria
mesmo é te dar
um cheiro bem gostoso,
É Costelinha de Tambaqui
que estou fazendo
só para ver a alegria
nos olhos do mais lindo moço,
Como quero que ele
me ame como eu o amo,
Trazer sabor, carinho
e poesia faz parte do meu plano.
Rodeio Pairando
Este anoitecer em Rodeio
pairando dourado e quente,
carrega um pouco da sua
pele e do desejo da gente.
O prelúdio do Ano Novo
nestes dias trazem
o augúrio verde e a beleza
do Médio Vale do Itajaí
que carrega tudo de ti.
Por toda a cidade
floresço poemas que
os pressente e uns
guardo para te dar de presente.
