Posso ser Legal posso ser Chata
Conheço seus infernos e seus demônios
Mas com eles eu posso
Comerei suas carnes e roerei seus ossos
Mas o perfume que eu sinto e você não tem
Seu jeito doce e seu olhar terno
Só se eu fosse o que eu não sou
Eu não tenho um castelo
Somente o sabor agridoce
do beijo que eu ainda não dei,
Tanto amor... jamais imaginei
te vejo ardendo no leito
E vejo o que te consome
Esse desejo proibido e sem jeito
Mas com a Pomba-gira eu posso
Comerei suas carnes e roerei seus ossos
O que você tem de bom é ingênuo
O que você tem de grande é pequeno
Eu amo esse anjo escondido no teu guarda-roupa
mas essa porta não abre
Você se protege com facas, espadas e sabres
De alguma coisa eu sei...
num quarto escuro
sem portas e sem janelas eu posso ver estrelas,
mas o que caminha assim, por caminhar somente...
se este mundo é tão grande e este monstro é demente
mas afaga o meu olhar nesta escuridão;
sei que poderemos um dia...
se a luz desse universo encaminhar teus passos
e essa sobrevida se sobrepor a este afago...
o que eu não sei... se algum dia eu souber de algo
quero saber da dor de não saber da dor, da dor de não saber...
se eu sei que num quarto escuro
sem portas e sem janelas eu posso ver estrelas...
num horizonte aberto o que saberei se não puder vê-la?
não posso mais te olhar como o céu, a noite e as estrelas, agora outra imensidão me preenche e os raios da manhã dourando a tua silhueta na calçada me faz imaginar que o infinito é o espaço ínfimo entre teus olhos, teu sorriso e tua boca... sei que essa viagem é longa e a eternidade é feita de segundos, mas onde estarei na ausência do teu abraço, a eternidade é tão lacônica e a brevidade das ilusões sussurra nas brisas matinais... não posso mais te olhar como um luar que morre nos primeiros raios da manha; este sentir me ensinou pra sempre que pra sempre é sentir assim... as aflições que conduzem a noite trazem a serenidade que nos ensina a esperar, é isso que chamam de esperança. ah, este sentimento esquisito de sentir as estações como se pudéssemos manusear o tempo... o tempo bate portas, colore as florestas, descolore as nossas cãs em busca de horizontes, mas essa ilusão que acolhe nossos olhares é só um tema poético batido, surrado e de validade prestes a vencer. quero caminhar por uma trilha que me conduza sempre a tua presença
Não posso te falar de amor,
não posso te falar de amor
o meu amor é tão calado,
é tão mudo, tão silente, tão oculto
o meu amor é a periferia perigosa,
pisa em ovos,
olha de soslaio,
fala sozinho com essa multidão de becos,
travessas e vielas
essa multidão que não ouve,
não fala e nem escuta falar de amor
Não quero entender a vida
nem sei se posso entendê-la
permeio caminhos tortos
chorando por seus abortos
me encantando com a lua
fascinado pelas estrelas...
Não quero entender a vida
nem sei se posso entendê-la
permeio caminhos tortos
chorando por seus abortos
me inspirando com a lua
me encantando com as estrelas
não quero entender o amor
nem sei se seria capaz...
o amor está bem além
do que me traz satisfação e paz...
Estrela em meus bolsos como grão de areia em minhas mãos,eu posso estar sozinho mas por dentro estou seguro,quando não quero ficar parado monto no universo e voô para ilusão..."estrelas em meu bolso ,universo em minhas mãos"
Tempo.
Eu não quero te perder, não, eu não posso te perder.
Não posso te perder de novo, o tempo está me esmagando.
É como se as horas não passassem, cada minuto dura um século sem ti.
As flores nascem e morrem, a lua some e volta, até mesmo o grande mar se expande e evapora.
Eu vejo o tempo indo embora.
Será que ainda temos tempo? Será que pode me dar alguns minutos? Só mais uns minutos...
Não, não pode ser.
Não faça isso! Ainda temos tempo!
O monitor cardíaco se equilibra e vejo aquela maldita linha verde vagando calma pela tela.
Aonde está a lua? As flores?
O oceano...
Talvez eu o tenha transbordado pelos olhos...
Você perdeu seu tempo.
Adeus, minha flor.
Não devo te amar
Não posso te amar
Mas além de tudo
Não quero parar
Prefiro continuar nessa confusão
Do que sentir em vão
Prefiro uma paz a longo prazo
Se depois de tudo
Ainda ficar ao meu lado
Tenho medo
medo de não me entender
De não conseguir ver
Ou até mesmo compreender
Sentimentos passíveis de te perder
És como um cristal
Lindo, belo, perfeitamente lapidado
Tendo que tomar seus devidos cuidados
E De tão lindo
não consegue por muito tempo
ser olhado
Ainda assim, é muito apreciado
E se entregue em certas mãos
Pode ser certamente preservado
Vi em ti a mas pura verdade
Vi em ti brilho, vida
Em um mundo de tanta escuridão
Encontrei uma luz escondida
Não sei se um dia me pertencerá
Mas o pouco que tenho de ti me satisfaz
Momentos unânimes que passo contigo
Preenche um sentimento pulsante e pertinaz
Posso ter escolhido amar na hora errada
Ou escolhido a pessoa errada pra amar
Mas como iria saber que estes vastos sentimentos
poderiam voltar?
A indecisão tomou conta de tudo
Te quero sempre por perto
Mas sinto que não é pertencer
quando se trata de você
Penso que já é do mundo
E sonho alto demais
Em achar q um dia posso te ter
Talvez esteja sendo correspondida
ainda mergulho num mar de dúvidas
Mas saiba que ficarei a sua espera
Tomando os devidos cuidados
para que não me afogue na véspera
espero que até lá
Ainda habitemos a mesma atmosfera
Posso dizer com a certeza de uma vida que ja pude amar,mas nunca sentir e poder dizer o eu ti amo com um animo de desejar ter uma vida ao seu lado.
A culpa me persegue, meu coração dói e minha alma me enoja, posso dizer que sinto por tanto mal lhe fazer.
Hoje quase posso dizer as medidas exatas do sofrimento. Na verdade, não louvo nem maldigo a vida, por causa disso. Sequer mandingo na tentativa de uma possivel fuga, pois entendo que a sina se constrói ou aluga o nosso corpo enquanto há pulso.
Muito mais do que isso, agora sei da verdade, face a toda mentira que ela acomoda. Entendo, resignado, que os contentos que a entrecortam são feito modas ou viroses. Só a tristeza é vida, pela tradição que a perpetua enquanto há. Tristeza é lua que rege nosso tempo em nós.
Bem sei que nada nos livra desta história; deste livro de folhas entreabertas que enseja penumbra e solidão. Tenho chances cada vez mais desertas e mesmo assim vou relutando contra todos os lutos do viver, para ver se cumpro meu luto vital e uma certa missão que os clichês impõem a todos.
Sobre tudo o que dói sei quase tudo, e quase nada restou de se atinar sobre as coroas de farpas da conquista exangue dessa cruz que se carrega. Do sangue ralo e coalhado com que se rega o caminho na ilusão de um tempo que ninguém viu.
Há mais grilo do que esperança... Mas parece que a segunda é a última que morre... Por isso vivo. Com que pretensão nem sei, mas vivo.
Depois de tantos caminhos e vivências pelos labirintos do fazer cultural, já posso arriscar a minha máxima: Quase nada é tão superficial quanto a crítica especializada, nos casos em que apenas pretende abonar e desabonar publicamente as artes, a literatura e seus fazedores. No meu conceito nenhum ator, músico, artista plástico, escritor, bailarino ou fotógrafo é menos ou mais talentoso porque alguém o rotulou e ao seu produto. O termômetro que determina o sucesso e a eficiência de uma apresentação, mostra ou lançamento é a do público ou clientela, seja por consumo, aplauso, visitação, acesso (...).
O que tenho a dizer de relevante a todo fazedor cultural que sofre com as perseguições renitentes da crítica, não obstante o alcance de seus feitos e o reconhecimento popular, é algo bem simples. Tão simples quanto notório, contundente ou redundante: Se o seu fazer é consciente, não fere a cidadania nem o direito alheio, continue se apresentando para expectadores; cantando para ouvintes; escrevendo para leitores; expondo para visitantes reais, que sabem sentir com os olhos e analisar com o coração.
Quanto a crítica tendenciosa, deixe-a de lado. Sequer critique os críticos, pois no fim das contas, eles têm alguma utilidade: São figuras essenciais para os indivídos que precisam de quem goste ou desgoste por eles.
HUMANO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Não posso tudo,
e o meu querer
não é bastante.
Nem quero tanto,
com tal poder,
com tanta força
ou tanta farsa.
Depois da estrada
termina o mundo,
e tudo é tudo...
só resta o nada.
EXORCISMO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Grito em vão, porém grito, não posso perder
o poder de revolta que meus olhos bebem,
minha sã consciência desses tempos baços,
meus espaços de ação em favor da esperança...
Com a voz estridente ou silêncio profundo,
numa tela, uma pauta ou num muro baldio,
nas entranhas do mundo e nas periferias
das verdades da vida que mente pra mim...
Tenha eco, não tenha, tanto faz pro grito,
esse rito, esse culto, minha tradição,
mão na tábua que o mar não engoliu ainda...
É assim que devolvo demônios e pragas,
que desvio as adagas, confundo inimigos
e me faço de vivo pra sobreviver...
O AMOR COMO PROTESTO
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Hoje posso entender, perfeitamente, os que só falam de amor. Cantam, versam, conversam, decantam e vivem toda a entrega dos que amam em forma de arte. Rendo minhas homenagens ao essencialmente romântico, ao brega e ao derretido que parecem não ver o mundo em todas as suas vertentes vivenciais... e ainda se dão ao luxo de serem livres da repressão econômica.
Eles rompem com tudo, se alienam, e mora nisto a não alienação. É assim que fazem o grande protesto sociopolítico. Não há nos poderes constituídos quem os governe ou represente. Mais ainda, eles matam de raiva os intelectuais, os militantes fanáticos ou neuróticos, amantes ou desafetos do governo. Ninguém consegue mentir para suas esperanças em verdades além das emoções.
Os que vivem de amor têm seus castelos, e não apenas de sonhos, ilusões e sentimentos. Também são de alvenaria, luxo e ostentação. Eles têm o poder, porque arrastam corações e perdem noção da própria força. São amados mesmo sem pedir votos, enriquecem sem roubar e não mentem pro povo, pois não precisam; sua verdade casa com a mais profunda verdade que nos habita.
Politicamente corretos em tempos de rebeldia enganosa, distorcida, os artistas do amor são a direita honesta e transparente, além de representar a todos... até os que fingem detestar o derretimento em versos, notas musicais, cores e outras formas de arte. O poder público e seus pingentes nunca entenderão o amor que seduz sem fazer promessa enganosa nem pagar propina.
DESBRAVADOR
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Quero tanto sentir que já posso voltar
a sorrir pros teus olhos de volta pra mim,
dar um fim nesse fim que só acho que dei
ou livrar a saudade que ruge aqui dentro...
Não te quero tão longe, mesmo tão de perto,
nem acerto meu passo nas fugas que finjo,
dói até se não dói a frieza entre nós
e a força dos nós que detêm meus impulsos...
Apesar de saber que será sempre assim,
esse ter e não ter que ronda nossas rondas,
direi sim ao só isso desse pelo menos...
Tudo quanto não quero é te perder de vista
e não ter essa vista que veste meus olhos
que desbravam florestas e mananciais...
SEU SEM QUERER
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Já não posso insistir no bem querer
que me leva, me joga, me deságua,
me desova no seu arquivo morto,
onde vivo a ilusão de que lhe tenho...
Abro mão desse porto pontual,
desse ponto cravado em alto mar,
do luau solitário que lhe rendo
pra ganhar uns trocados de afeição...
Guarde sua distância pra si mesma,
não a quero com tanto sem querer
ou com tanta preguiça e reticência...
Deixarei que a saudade seja sua
uma vez, uma lua, um por acaso;
quero troca; não quero doação...
PRÉ-NATAL
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Posso amar em agosto, fevereiro e março;
um abraço é bem-vindo no dia do fico,
tem seu pico em dezembro, mas não quer dizer
que fazê-lo em abril fecha todas as portas...
Eu te amo em setembro, no cio das cores,
mas também na metade final de janeiro;
dou as flores de maio pras mães em novembro;
entre neve ou geada no sul do país...
O natal chega em julho, qualquer mês do ano,
pra qualquer ser humano que destile amor,
seja festa junina; dia das crianças...
Vem amar, tira os olhos desse calendário,
que o amor é diário e não sabe das horas;
não tem rito, cenário, nem religião...
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