Porta Janela
Por toda a minha vida
Parte 6:
Após entrarmos no carro (ele novamente abriu a porta para mim), ele disse, de novo:
- Põe o sinto.
Após fazer isso, perguntei:
- Vamos aonde?
- Você vai ver.
Eu o encarei. Tirei meus sapatos novamente e sentei de lado, para poder olhar melhor para ele. Ele reparou, mas não disse nada. Seguimos todo o trajeto para "o lugar misterioso" em silêncio. Entramos numa rua de chão de barro. Até pararmos em frente a uma cachoeira. Fiquei olhando para aquele lugar boquiaberta. Ele reparou nisso também, e eu pude perceber um sorrisinho de canto nos seus lábios. Tirei o sinto e coloquei os sapatos de novo, enquanto ele mais uma vez abria a porta e me estendia a mão. Ele pegou um casaco no bando de trás do carro. Estendeu-o no chão e se sentou em um pedaço dele, fazendo sinal para eu fazer o mesmo. Eu o fiz. Agora eu estava sozinha com ele, num lugar incrível, a noite estrelada com lua cheia, sentada bem ao lado dele, sentido seu calor e sua respiração lenta. Perguntei:
- Que lugar é esse? Como conhece isso?
- Vim aqui uma vez quando tinha uns 17 anos. Vim com a minha família, num dia de verão.
- É lindo. Incrível.
Eu olhei ao redor. Olhei para o céu. E olhei para ele. Ele me olhava, procurando entender o que se passava na minha cabeça. Me levantei. Ele ficou surpreso. fui até o carro e procurei um CD. Não podia ser real. Eu estava ali com ele. E achei um CD de reggae music. Coloquei para rodar o clássico Bob Marley. Comecei a dançar sensualmente. Ele ficou me olhando, meio sem jeito. Eu fui dançando até ele. Lhe estendi a mão, como ele fez a noite toda comigo. Tirei-o para dançar. Ele me olhou, um tanto surpreso. E aceitou. Então eu sorri e disse:
- Sei que a música não é apropriada para esse tipo de dança, mas você não se importa, não é?
- Não, não me importo. É uma boa música.
- Sim.
Nós estávamos dançando coladinhos e abraçados. Sob um manto de estrelas. Eu estava bêbada. Ele, parecia metade inseguro e a outra metade preocupado. Eu sorri de canto. Após um giro meu, sorri por completo. O meu riso mais feliz. Ele então sorriu também.
Paro e penso: O que foi que aconteceu?
Lembrei-me: Foi o amor que bateu na porta do meu coração e eu a abrir.
E em seguida me perguntei a mim mesma: Qual foi a minha reação? E eu respondi: Ele invadiu o meu coração e deixei-o entrar.
Autora: Renata Mendes
Peço a alma sua que se encante com o doce luminar das estrelas, que abra a porta dos sonhos, te encante com a bruma na areia, com o sol colorido do arrebol, conquiste paixões distantes e que sintas o carinho de um amor te acenando! E que tornes no amor acreditar!
Quando uma pessoa fecha a porta para Jesus, ela não sabe, mas lá na frente as coisas darão errado e ela não entenderá porque. Mas eu sei: ela desprezou a única porta de solução que existe para o pecador.
Saudade que é saudade, não bate à porta, não pede licença pra entrar, nem ouve os conselhos da sua razão. Ela escancara tudo, sem dó, e deixa claro que, até o outro chegar, é exatamente ali que ela vai ficar.
Vou tocar o céu
e esperar que a porta abra,
quando eu entrar,
nos teus braços me aconchegar
porque é ali que eu quero estar.
do meu poema - Hoje
Eu vou bater em outra porta e abrir
Um novo campo onde eu possa plantar
Vou esquecer as lembranças daqui...
É, mais um guerreiro se vai
O cantor se iludiu, o amor entrou, e o guerreiro caiu.
Aos poucos,
vamos aprendendo
que cada fechadura
guarda uma porta
e possui uma única chave,
capaz de abrí-la.
do meu poema - Chaves
Me lembro bem quando me prometeu amor eterno. Hoje a saudade me sufoca, ver tua foto em um porta-retrato me incita a querê-la mais porque é de você quem gosto, é você quem amo. Não quero mais essa parada de orgulho, vamos voltar a ficar bem pequena, eu te abraço, te pego no colo, e digo que te amo, porque é isso que sempre senti independente de tudo.
Passamos tanto tempo reclamando da vida que esquecemos de abrir a porta e deixar a felicidade entrar.
Eu, eu, eu...
Há crianças em todo o mundo que tremem ao ouvir um simples bater de porta empurrada pelo vento. São crianças que jamais saberão se algum olhar é de amor ou se desejam apenas saber sua reação diante de um fuzil apontado para suas cabeças, seja a arma, de aço, intolerância ou de ódio.
Somos todos de certa forma, impotentes e acabamos fazendo parte desta platéia egoísta e extenuante. Pregamos verdades, soluções em nome de um líder religioso, político, de uma maioridade e assim, vamos caminhando com cordas no pescoço e correntes nos tornozelos, sem que percebamos para onde estamos sendo levados.
Muitos, disputam tudo e gritam sua verdade até a exaustão e assim, vão impondo suas condições aos que precisam que alguém lhes diga o que fazer e por medo ou comodismo, se deixam arrastar pelos becos escuros e fétidos.
A coragem e o discernimento para dizer não, estão ainda em trabalho de parto e quando se trata de ir à luta, não funcionam em muitas pessoas que são alienadas e atadas a um condicionamento autoritário, mas sempre proveitoso e isto, as tornam coniventes com a situação.
Muitos de nós, vivem para engordar o "Ego" e outros tantos, brigam por seus direitos, mas pisam no direito dos outros sem nenhum constrangimento.
Há ainda, os que julgam e condenam com facilidade, mas julgar a sí próprio, será sempre impossível. Cada um vê em sí, um ser incapaz de equívocos.
"Se o homem não consegue enxergar a sí prórpio, jamais, em tempo algum, verá o próximo".
by/erotildes vitoria/quarta-feira, 5 de março de 2014/13:15:39
manuscrito de 2008/ed. 2014
Então simplesmente vá, saia e feche a porta, e por favor tranque e jogue a chave longe,
Pois não quero repetir o erro de abrir mais uma vez a porta do meu coração para quem não sabe mantê-lo limpo, livre de sofrimento.
Você veio, chegou com educação, demonstrando saber respeitar os sentimentos, mas depois que se apossou não manteve a felicidade e bagunçou tudo, maltratou quem te acolheu com carinho.
E agora com muito pesar te expulso de vez, sei que vou demorar a colocar tudo em ordem, mas vou chegar a esse ponto no instante em que você por essa porta partir.
Vai, adeus.
Sanidade mental ficou atrás da porta
Sou um gato pardo fora da lei
Cheiro a linha torta
Estou todo comido por fora
Família ficou lá atrás
O vicio consumiu cada veia minha
Agora percorro esta trilha
Com o olhar no vicio
Porque a morte agora é o inicio...
Bati a porta e o estrondo foi tão grande que o porta retrato caiu e espatifou no chão. Pisei entre os cacos e nem percebi que estava machucada. Me joguei na cama e fiquei ali inundada de silêncio, de vazio, de nada e respirei fundo. Depois de horas catei os cacos, meus e do vidro, e joguei no lixo. Era hora de recomeçar.
Abraço...
Eu morava,
ao lado de um abraço
que vez ou outra,
vinha bater em minha porta
e me deixava ficar ali,
aconchegado em seus braços
porque sabia
que naquela hora,
era dele que eu precisava.
Mais tarde,
apareceu a saudade
e trouxe com ela,
todas as lembranças,
mas o abraço,
não sentiu ciume
e continuou a me visitar.
Ele era um pedaço de amor
que acalentava minha alma
e serenava minha dor.
by/erotildes vittoria
terça-feira, 11 de março de 2014 , 21:03:11
O amor bateu em minha porta,
Só não sei se era amor,
Se fosse amor, talvez ficasse,
Ficasse se fosse amor,
Amores passageiros,
Que vem e vai,
Que chegam e não ficam,
Desses que não preenchem toda a alma,
Só são lembranças.
