Porque sou assim

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Fazer o mal e não fazer nada não são difíceis; difícil é fazer o bem, porque fazê-lo incomoda o próprio coração e o coração de terceiros.

Quem faz o bem caminha contra a tolice. O coração tolo se apega à ira depois de fazer o bem; o coração sábio se apega ao próprio ato de fazer o bem, pois compreende que praticá-lo é também obedecer a um mandamento do Deus de Abraão.

O mundo tentou te diminuir porque temia a sua imensidão; criaram dúvidas para você não sonhar, mas sua mente perspicaz descobriu que ser pequena na estatura nunca te impediu de ser gigante no saber

Se por uma rosa tiver que enfrentar o espinho, não a colha: defenda-a.
Porque nunca foi sobre a rosa, nem sobre os espinhos...

Sempre obtive tudo porque aprendi cedo
o que muitos jamais aprendem.
Por isso, nunca precisei mudar as coisas
para pensar diferente
— sempre fui raridade. Minha mente sempre esteve em evolução, e enquanto as ações de alguns recém estão dando frutos, a minha já está se triplicando. Eu não sou a mesma de ontem e amanhã não serei a de hoje, mas o meu caráter, o respeito, o amor, a compaixão, a empatia e a sede de conhecimento vão
continuar
🌾🙏💠

POR QUE AS PESSOAS ACREDITAM EM FAKE NEWS, MESMO DIANTE DAS EVIDÊNCIAS?

Porque nem sempre procuram a verdade. Muitas vezes, procuram informações que autorizem aquilo em que já decidiram acreditar.

A mentira mais perigosa não é aquela que engana os olhos, mas aquela que encontra abrigo nas convicções.

O senso comum comumente mente.

Em minhas pesquisas sobre Alfabetização do Discernimento Consciente e METADISCERN, examino precisamente esse problema: a incapacidade de distinguir a força de uma crença da qualidade das evidências que a sustentam.

Quem acredita sem examinar pode acabar defendendo a própria manipulação.

Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse

Carlos Eduardo Balcarse

Psicanalista, Escritor e Pesquisador

19 de outubro de 2026

POR QUE MINHA MENTE PRODUZ TANTOS PENSAMENTOS ALEATÓRIOS?

Porque pensar não é necessariamente decidir pensar.

Ideias, lembranças, imagens e preocupações podem surgir espontaneamente. O erro começa quando interpretamos todo conteúdo mental como uma verdade, uma ordem ou uma ameaça.

Um pensamento não precisa ser combatido para deixar de governar nossas ações.

Em minha pesquisa sobre discernimento na regulação da relação entre emoção e ação, examino a diferença entre experimentar estados internos e autorizar comportamentos a partir deles.

Nem tudo o que passa pela mente precisa encontrar passagem na vida.

Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse

Carlos Eduardo Balcarse

Psicanalista, Escritor e Pesquisador

19 de outubro de 2026

POR QUE ALGUÉM DEFENDE AQUILO QUE O PREJUDICA?

Porque a alienação pode transformar interesses alheios em convicções pessoais.

Nem toda pessoa dominada se reconhece como dominada. Algumas defendem suas próprias correntes porque aprenderam a chamá-las de liberdade.

Na Pedagogia do Discernimento e na Alfabetização do Discernimento Consciente, investigo caminhos educacionais para desenvolver autonomia intelectual, análise crítica e capacidade de revisar crenças.

A prisão mais difícil de abandonar é aquela que o pensamento aprendeu a chamar de casa.

Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse

Carlos Eduardo Balcarse

Psicanalista, Escritor e Pesquisador

19 de outubro de 2026

POR QUE CONTINUAMOS REPETINDO ERROS QUE JÁ CONHECEMOS?

Porque reconhecer um erro não significa retirar a autoridade das crenças que o produziram.

Podemos aprender uma nova explicação e continuar decidindo com base em conhecimentos antigos.

É possível mudar o discurso sem modificar os critérios que orientam nossas escolhas.

Em minha pesquisa sobre evocação e desautorização do conteúdo recuperado, examino como informações anteriormente aprendidas podem precisar ser reavaliadas antes de orientar novas conclusões.

Nem sempre precisamos aprender mais. Às vezes, precisamos parar de obedecer ao que aprendemos errado.

Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse

Carlos Eduardo Balcarse

Psicanalista, Escritor e Pesquisador

19 de outubro de 2026

POR QUE AQUILO QUE SENTIMOS PARECE TÃO VERDADEIRO?

Porque a intensidade de uma experiência emocional pode ser confundida com a qualidade da interpretação que fazemos dela.

Sentir medo não comprova a existência de perigo. Sentir culpa não comprova responsabilidade. Sentir indignação não transforma automaticamente uma opinião em justiça.

Sentir intensamente não é o mesmo que autorizar intensamente.

Em minha pesquisa científica sobre discernimento na regulação da relação entre emoção e ação, examino a necessidade de distinguir experiência emocional, interpretação e decisão.

A emoção merece ser compreendida. Não precisa ser promovida à condição de verdade absoluta.

Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse

Carlos Eduardo Balcarse

Psicanalista, Escritor e Pesquisador

19 de outubro de 2026

Devemos aproveitar o aqui enquanto estamos aqui, porque, quando estivermos lá, não haverá mais o aqui!

Quando você resiste à tentação, é porque ela é fraca.

Nos tempos de hoje, o homem de verdadeiro caráter é muitas vezes confundido com um tirano, porque sustentar princípios inegociáveis parece, aos olhos frágeis, uma ameaça maior do que a própria decadência moral.

Às vezes, a noite chega antes mesmo do sol ir embora.
Não porque o dia acabou…
mas porque a cabeça cansa.
E ali, deitado, o coração corre uma maratona que ninguém vê.
A mente fala demais, o peito aperta,
e o corpo só quer descansar, mas o sono não vem.
É nessa hora que o travesseiro vira confidente.
Ele escuta sem julgar,
absorve cada lágrima escondida,
cada pensamento que eu não tenho coragem de dizer em voz alta.
E eu falo com ele, como quem fala com um velho amigo.
Conto o que dói, o que assusta, o que eu não entendo.
Ele não responde,
mas, de algum jeito, parece compreender.
O que eu esqueço, às vezes, ou talvez não queira perceber, é que tem alguém que eu conheço,
alguém que realmente quer me ajudar.
Mas a ansiedade é traiçoeira:
ela me convence de que ninguém ficaria,
de que ninguém entenderia.
E, assim, eu abraço o travesseiro mais uma vez,
pedindo em silêncio pra mente se acalmar.
O que eu ainda estou aprendendo
é que existe gente que quer ajudar de verdade,mesmo quando eu não percebo.
Gente que não quer curar o que sinto,
só quer ficar do meu lado enquanto eu passo por isso.
Talvez um dia eu consiga olhar pra essa pessoa
com o mesmo carinho com que olho pro meu travesseiro.
E, quem sabe, finalmente entenda
que o amor também pode ser um abrigo.

Em geral, casais se separam porque se casam com o corpo, não com a Alma.

O sistema não teme o pobre que passa fome; teme o pobre que aprende a pensar.
Porque a fome enfraquece o corpo, mas a consciência desperta a mente. Quem desconhece seus direitos pode aceitar a injustiça como destino. Quem aprende a questionar começa a perceber que muitas das correntes que o prendem não são feitas de ferro, mas de ignorância, medo e manipulação.
Por isso, a educação é tão poderosa: ela transforma dependência em autonomia, obediência cega em questionamento e indignação em capacidade de agir.
Um povo que não questiona pode ser conduzido por promessas. Um povo que pensa exige respostas, cobra resultados e não entrega sua consciência em troca de favores.
A fome pode obrigar alguém a baixar a cabeça por um momento, mas o conhecimento pode ensiná-lo a levantá-la para sempre. Porque quem aprende a pensar deixa de ser apenas peça no jogo dos poderosos e começa a questionar quem escreveu as regras.

A Estação que Habita em Mim


Vivo como um trem.


Não porque deseje partir,
mas porque a vida não conhece
o ofício de permanecer.


Os trilhos são o destino
que não consulta a vontade,
e cada apito é uma ordem silenciosa
que nem o coração consegue desobedecer.


Passei por muitas estações.


Em algumas,
deixei apenas o rumor das rodas,
como quem atravessa a chuva
sem molhar a terra.


Em outras,
deixei pedaços inteiros de mim,
sem perceber
que um homem também pode ficar
onde apenas sua lembrança permaneceu.


Há pessoas para quem
a minha viagem terminou.


Foi numa plataforma qualquer,
dessas que o tempo cobre de poeira.
Elas acenaram.
Eu acenei.
O trem partiu.


E foi ali
que morri um pouco
na memória delas.


Talvez hoje contem minha história
como quem fala de um viajante
que passou depressa
e desapareceu na curva dos trilhos.


Mas há outras...


Outras ainda viajam comigo,
embora ocupem vagões invisíveis.
Não lhes ouço a voz,
não lhes vejo o rosto,
e, ainda assim,
há noites em que sinto
que respiram dentro das minhas lembranças.


Estranha é a distância:
afasta os corpos,
mas, às vezes,
aproxima a eternidade.


Existe, porém,
uma estação
que nunca consegui deixar.


Foi nela que ficou
aquilo que de mais verdadeiro havia em mim.


Desde então,
o trem continua seguindo,
os dias continuam passando,
as paisagens continuam mudando...


Mas eu...


Eu permaneço parado
naquele instante
em que vi uma porta fechar-se
e um olhar desaparecer
entre a fumaça da partida.


Descobri tarde
que o corpo viaja,
mas a alma escolhe
onde deseja morar.


A minha nunca embarcou novamente.


Se algum milagre houver
nos relógios do universo,
não lhe pedirei
que façam o trem andar para trás.


Pedirei apenas
que desenhem um desvio nos trilhos,
uma curva impossível,
um caminho que conduza,
não ao passado,
mas ao lugar onde o amor
esperou tempo demais.


Porque algumas estações
não pertencem aos mapas.


Existem apenas
dentro daqueles
que continuam viajando
com o coração
à espera de um retorno
que talvez nunca aconteça...


E, ainda assim,
é essa esperança
que mantém acesa
a luz da última janela
do último vagão
do trem que insiste
em chamar-se vida.

Quem não está disposto a fazer o que é certo, também não estará em fazer o errado, porque a preguiça é um espírito, não uma moralidade.

"Sabe porque você não deve perdoa uma traição?
Porque alguém precisa te ver como inimigo para te apunhalar pelas costas."

​"Muitas vezes nos perguntamos o porquê de tantas adversidades acontecerem em nossas vidas. No entanto, o destino frequentemente nos cobra pelas atitudes que deixamos de tomar: o auxílio negado a alguém enfermo por receio de sujar o próprio veículo, ou a partilha de uma refeição que em nada nos faria falta. Deus nos concedeu o livre-arbítrio, mas a vida encarrega-se de nos responsabilizar por cada gesto de amparo que negligenciamos ao próximo."
— José V. Dionísio

Quem tem um projeto verdadeiro e honesto muitas vezes sofre com a falta de apoio, não porque a ideia seja ruim, mas porque o mundo desconfia daquilo que ainda não conhece.