Porque sou assim

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O serviço público funciona porque alguém não dorme. O reajuste mostra quem dorme tranquilo: 4,71%.

Há quem ame nossas feridas porque nelas se sente importante...
mas se incomode com a nossa cura,
porque já não sabe onde se encaixar.

Hoje sigo elegante, porque desabar em público nunca foi minha linha de defesa.

Um dia vou te encontrar…
porque o que é chamado pela alma nunca se perde no caminho.

Se a vida lhe mostrou um erro, é porque você já está pronto para superá-lo.

eu te amo porque você me faz ver graça na vida de novo

Eu construo.
Eu destruo.
Eu reconstruo.
Porque nada em mim aceita permanecer igual.


Eu construo.
Eu destruo.
Eu reconstruo.
Não por fraqueza — mas porque evolução exige ruína.


Eu construo.
Eu destruo.
E toda vez que algo em mim morre, algo mais forte ocupa o lugar.


Eu me refaço antes que o mundo tente me refazer.


Como aço eu me desfaço, como espada eu renasço.

Há quem diga que a literatura morreu. Quando será o enterro? Até porque também se faz literatura a partir da tragédia.

Ouvir você dizer que o amor havia acabado despertou algo terrível em mim.
Porque, pela primeira vez, eu entendi que te perder era real.
Foi tarde demais para voltar atrás. Tarde demais para desfazer as feridas. Tarde demais para amar você da maneira certa.
E talvez o pior seja saber que eu ouvi isso da pessoa que mais tentou ficar.

Eu vim da Escuridão, conheci o fundo do poço e não foi por escolha minha ,foi porque a vida foi madrasta para comigo ..
Têm dias que tb choro ,que tb sofro e a alma Sangra ,mas não coloco meu fardo nas costas de ninguém..
Sou a melhor pessoa do Mundo para quem me merece ,e para não me tornar a Pior pessoa protego minha indetidade me afastado de quem me fere !
Aprendi que o desapego e a Solidão me são muito mais favoráveis!
Mary Gonçallves

⁠Os bolsonaristas nunca pegam COVID! Porque eles já adquiriram imunidade de rebanho!

*Odeio estudar*


Odeio estudar
Não porque estudar é chato
Mas porque odeio por causa da pressão que colocam em mim


Eu odeio estudar
Não porque os números se misturam e embaralham
Mas sim porque se eu entender esses números, todos vão esperar eu ser a melhor


Eu odeio estudar
Não porque eu não tenho uma memória boa
Mas sim porque se espera que no vestibular, eu me lembre de todas as fórmulas matemáticas que estudei


Odeio estudar
Não porque ouvir um monólogo seja ruim
Mas sim porque depois desse monólogo que ninguém entendeu, todos irão perguntar de mim


Odeio estudar
Não porque tenho preguiça
Mas sim porque a expectativa que colocam em mim é dolorosa
"E se eu não conseguir o que esperam de mim?" Isso me corroe


Odeio estudar
Não porque a ansiedade que sinto é horrível
Mas sim porque mesmo me sentindo ansiosa e com medo, não posso contar a ninguém


Odeio estudar
Não porque postergo estudar e brigam comigo
Mas porque sei que perco tempo com leviandades e porque vejo a decepção em seus olhos


Odeio estudar
Não porque é chato
Mas sim porque estudar me dá medo

se amas tanto alguém
porque morres com este amor no peito?
porque não esbanjar oque sentes?
se for sincero
sente.

O lugar dela 🌪️

Talvez o erro tenha sido chamar de espera.

Porque esperar parece uma coisa ativa. Tem relógio, ansiedade, expectativa, alguém olhando para a porta de tempos em tempos.

E não foi exatamente assim.

A verdade é que eu continuei vivendo.

Conheci pessoas. Fui embora de lugares. Voltei para outros. Mudei algumas coisas em mim que eu jurava que nunca mudariam. Aprendi a gostar de dias que antes eu odiava. Aprendi a ficar sozinho sem transformar isso numa tragédia.

A vida continuou acontecendo.

Só que, em algum lugar dela, havia uma cadeira que nunca deixou de estar ocupada.

Mesmo vazia.

Era estranho.

Porque ninguém precisava saber disso. Nem eu gostava muito de admitir.

Mas havia certas coisas que pareciam ter sido feitas para serem divididas com uma pessoa específica.

Uma música que eu pensava: ela entenderia.

Uma notícia que dava vontade de contar.

Um lugar bonito que imediatamente vinha acompanhado de uma ausência.

Até algumas pequenas vitórias tinham esse defeito. Eu conseguia comemorar, mas existia aquele segundo depois da felicidade em que alguma parte de mim procurava alguém.

E era sempre ela.

Não como uma obsessão.

Não como quem passa o dia olhando para trás.

Era mais parecido com uma direção.

Como se, por mais que eu andasse por caminhos diferentes, existisse uma bússola defeituosa apontando para o mesmo lugar.

E talvez seja isso que algumas pessoas fazem.

Elas não ficam necessariamente na nossa rotina.

Ficam no nosso jeito de enxergar as coisas.

Depois delas, certas coisas nunca mais são apenas coisas.

Uma foto tirada por alguém que talvez nem soubesse o que estava fazendo.

Uma mensagem curta demais para explicar uma história inteira.

Um encontro que aconteceu quase por acaso.

Uma reação que dizia mais do que deveria.

Uma pessoa em comum servindo, sem saber, de ponte entre dois mundos que insistiam em continuar se esbarrando.

São detalhes pequenos.

Ridículos, se vistos de fora.

Mas quem conhece a história sabe.

E talvez ela saiba também.

Talvez reconheça algumas dessas pequenas pistas e faça aquela cara de quem entendeu, mas prefere não confirmar.

Porque existe uma intimidade estranha em duas pessoas saberem que certas coisas significam mais do que parecem.

E foi assim que o lugar dela permaneceu.

Não porque eu tenha parado a vida.

Muito pelo contrário.

Eu fui.

Mas nunca coloquei outra pessoa ali.

Não por promessa.

Não por fidelidade a uma história que talvez nem tenha terminado direito.

Foi simplesmente porque algumas posições não são preenchidas.

Você pode colocar alguém ao lado.

Pode conhecer alguém incrível.

Pode viver coisas bonitas.

Pode até gostar de verdade.

Mas existe uma diferença entre gostar de alguém e reconhecer alguém.

E eu reconheci.

Talvez cedo demais.

Talvez tarde demais.

Talvez no único momento em que duas pessoas ainda não tinham maturidade suficiente para entender o tamanho daquilo.

Só que o tempo tem uma mania curiosa de não apagar o que foi verdadeiro.

Ele muda a forma.

Tira as bordas.

Diminui o barulho.

Mas deixa certas coisas intactas.

Por isso, se algum dia ela voltar a aparecer sem grande cena, sem música, sem explicação, talvez até daquele jeito casual que parece não significar nada, eu não acho que precisaria perguntar onde ela esteve.

Eu provavelmente só perceberia que aquele lugar ainda era dela.

Como se ninguém tivesse precisado guardá-lo.

Como se o tempo inteiro ele tivesse sabido.

E talvez essa seja a parte mais bonita e mais injusta de tudo:

eu não estou esperando que ela volte.

Mas se ela voltar,

eu ainda vou saber exatamente onde colocar o meu olhar.

Porque tem gente que a gente escolhe.

E tem gente que, de algum jeito, parece ter sido escolhida antes mesmo da gente entender o que estava acontecendo.

Ela é uma dessas.

Eu nunca esqueci aqueles olhos e como eles sorriam pra mim.

E talvez, no fundo, seja isso que eu nunca consegui explicar:

não era que eu quisesse alguém.

Era que, quando penso em quem deveria estar ali,

eu sempre soube o nome.

É BrasiL com L maiúsculo mesmo, porque esse L é do Lula.

AS HORAS QUE SE RECUSAM A MORRER


Não durmo.


Não porque exista alguma coisa
que valha a pena vigiar,
mas porque até o sono
parece ter desistido de mim.


A madrugada é um animal velho
deitado sobre o peito.


Respira devagar.


E eu escuto.


03:12.


O relógio continua funcionando
com a obscena fidelidade
das coisas que não possuem alma.


Nós somos assim:
inventamos máquinas para medir o tempo
e depois descobrimos, tarde demais,
que era o tempo
que estava nos medindo.


03:47.


Penso na infância.


É estranho chamar aquilo de infância.


Havia paredes,
havia nomes,
havia pessoas que deveriam ter ficado.


Mas algumas ausências
nascem antes das pessoas morrerem.


Talvez essa seja
a primeira forma de abandono:


descobrir que alguém pode estar vivo
e ainda assim
já não existir para você.


04:06.


Acendo um cigarro.


A brasa ilumina meu rosto
por alguns segundos.


É quase uma oração.


Depois vira cinza.


Como tudo.


O amor também foi assim.


Primeiro, uma pequena chama
que prometia aquecer a casa.


Depois, fumaça.


Depois, cheiro.


Depois, nada.


Tenho uma coleção inteira
de coisas que acabaram
sem nunca terem começado direito.


Amores.


Amizades.


Promessas.


Versões de mim mesmo
que morreram sem funeral.


04:33.


A cidade permanece silenciosa.


Milhares de pessoas dormem
sem saber que existir
é apenas uma maneira elegante
de adiar a própria decomposição.


Talvez o sono seja misericórdia.


Talvez seja apenas
a morte ensaiando.


Eu nunca soube diferenciar.


04:51.


Há algo profundamente humilhante
em continuar.


Você acorda.


Come.


Trabalha.


Ama.


Perde.


Finge.


Repete.


E chama isso de vida
porque a palavra "prisão"
parece pessimista demais
para caber numa conversa civilizada.


05:17.


O céu começa a clarear.


Que ironia.


Até a luz parece cansada.


Ela atravessa as janelas
como um funcionário público
cumprindo uma obrigação antiga.


Nenhum milagre.


Nenhuma redenção.


Apenas mais uma manhã
chegando para cobrar
o preço de ontem.


Olho para minhas mãos.


Ainda estão aqui.


Essa é a única vitória
que consigo reconhecer.


Não sou feliz.


Não estou curado.


Não encontrei Deus,
nem sentido,
nem uma razão suficientemente bonita
para justificar tudo aquilo
que precisei perder.


Mas ainda estou aqui.


Talvez seja isso
o que mais incomoda o vazio.


Ele passou anos tentando me convencer
de que eu não significava nada.


E eu, miserável,
continuei respirando.


Não por esperança.


Esperança é uma palavra
que os desesperados inventaram
para tornar o sofrimento suportável.


Eu continuo
por uma razão muito mais simples:


ainda não terminei
de transformar minhas ruínas
em alguma coisa que se pareça comigo.


06:02.


O mundo acorda.


Eu permaneço sentado
entre a noite e o dia,


com os olhos vermelhos,
o coração em ferrugem
e a alma cheia
de quartos abandonados.


Não dormi.


Mas sobrevivi à madrugada.


E talvez seja isso
que ninguém nos conta:


às vezes, viver
não é encontrar uma razão para continuar.


É simplesmente olhar para o abismo
até que ele perceba


que você também
aprendeu a encará-lo.

Uma história de amor de uma vida inteira só existiu porque alguém criou expectativas.

Queres continuar na política? Segue-a não por ela mesma, mas porque tens uma ideologia.

Porque escrevo

Por que escrevo?
Se tenho pressa.
Pressa de ir, pressa de vir
Os pensamentos dissipam-se
Se estou atrasada, não consigo me acompanhar
Das idas corro, das vindas ignoro
De tantas idas e vindas enlouqueço.
A vida me busca e eu corro
De atraso basta minha ida
Nos sonhos imaginados paro
Reparo no caminho que deixei
Sem a pretensão de seguir
Corro para não desistir.

Vivo porque a vida me deu a oportunidade de poder voar.