Porque sou assim
Sou a suavidade e a ponderância por escolha e por princípio. No entanto, vez ou outra, a vertigem incontida de uma emoção supera minhas próprias molduras. Como não me perder entre o etéreo e o insano das minhas próprias emoções? Ensine-me, quem o conhece, o caminho mais previsível e linear de um viver e de um sentir sem esses abismos de razão, sem esses tão intemperantes quereres. Aqui, entre os limites do que bem conheço e o inevitável do de nem imagino alcançar, sigo em sintonia secreta com a majestade livre e indomável de um unicórnio ainda pálido pelos sustos e pela desconfiança de seu aparente regaço.
Sou inexorável para muitas coisas, mas, vez ou outra, a vertigem néscia de uma emoção supera minhas próprias molduras. Aqui, entre os limites do que bem conheço e o inevitável do que nem imagino alcançar, sigo em sintonia secreta com o púrpuro das asas de uma borboleta.
eu tenho tantos pensamentos, tanta coisa para dizer, mas não tenho onde me expressar. não sou adolescente para achar que sou isolada pq briguei com uma amiguinha ou pq estou de tpm. vivo assim a mais ou menos 14 anos...
Eu não sou fã de seguir coachs, nem almejo a riqueza ostentatória, passear em iates ou residir a beira mar. Desde pequena, nunca fui ambiciosa ou interesseira. No entanto, não gostar de uma vida luxuosa não significa que eu aprecie viver na pobreza.
De um lado existe uma legião de iludidos que seguem coachs e pastores da teologia da prosperidade, porém do outro lado possui uma legião de pessoas conformadas com sua realidade: seja nos relacionamentos, na família, no trabalho ou na moradia.
As pessoas se conformam e se acostuma com a sujeira, a bagunça, o mal cheiro (seja de esgoto, fluidos corporais, mofo etc). “Ah mas tem gente rica que é suja, não toma banho, não arruma a casa”. Sim, existem, porém, lugares pobres e quentes é muito mais comum.
Hoje, quero focar nessa questão de moradia, pois é algo que traz uma grande frustração para minha vida: Sempre viver em casas pobres e periféricas. Moro a cerca de 28 anos na mesma casa, apenas uns 4 anos morei em outras casas, mas continuou sendo feias e periféricas.
As pessoas se conformam com o ditado "mais vale uma casa simples onde reina a paz, do que uma casa luxuosa onde há discórdia”. E ainda a esse pensamento existe a famigerada frase "tem tão pouco e é feliz". Sinceramente, tenho uma visão diferente sobre isso.
PARA MIM, ISSO É UMA ROMANTIZAÇÃO DA POBREZA E DA PRECARIEDADE.
Aqueles que se dizem "felizes" sendo pobres, sem ter acesso a nada, morando em morro, favela ou grota, simplesmente desconhecem as oportunidades que o dinheiro pode oferecer. Não estou me referindo à vida fútil e ilusória de festas, bebidas e ostentação, tão sonhada e valorizada no instagram.
Refiro-me à oportunidade de ter acesso à cultura, viver em um ambiente limpo, ter higiene pessoal, saneamento básico, morar em um local agradável, com arborização e acesso à água potável.
Vou compartilhar um pouco da minha realidade: moro na cidade de Maceió, Alagoas, onde a temperatura geralmente oscila entre 27 e 30 graus (exceto em um pequeno período quando é inverno), com sensação térmica de 33 a 35 graus.
Para se sentir bem num clima como esse, só quem possui ar condicionado em casa, no trabalho e no carro e/ou frequenta muito a praia e a piscina (eu não gosto de praia, nem tampouco me bronzear). Nesse calor, sofro bastante. A casa onde moro é extremamente escura, meus pais nunca fizeram reformas para colocar cerâmica; a entrada tem apenas um corredor por onde entra vento e luz. Na raiva chamo de CAVERNA de tão quente e escura que é.
A lâmpada precisa ficar acesa o dia inteiro, caso contrário tudo fica escuro, sem ventilação e sem luz solar. Não é somente a minha casa, olho ao redor e vejo poucas pessoas com um lar limpo e bem cuidado. A maioria são casas mal cuidadas e se for para o interior é pior ainda, com aqueles mercados e feiras públicas, a maioria são pessoas bronzeadas pelo sol. Muitas mulheres só se preocupam em fazer unhas, cabelo, comprar roupas e fofocar, até as que trabalham vivem assim nessa mediocridade de picuinhas no trabalho... já a maioria dos homens em ser peões e no fds tomar cachaça e fazer churrasco e trair suas esposas com as “raparigas” tão cultural aqui nas bandas do nordeste.
Eu me sinto mal todos os dias que fico em casa. Não trabalho fora, sou mais caseira e não tenho nenhuma amizade (tb não quero fazer, isso já é outro assunto), então passo a maior parte do tempo em casa. Desde a infância, estou na mesma casa, fiquei em outras casas somando tudo uns 4 anos, mas voltei para casa dos meus pais e anseio pela oportunidade de comprar meu próprio apartamento.
Não precisa ser luxuoso, só desejo um lugar limpo, bem iluminado, com uma boa pintura e com cerâmica. Sei que isso não garantirá minha felicidade, mas para aquelas sensíveis a ambientes desordenados, sabem o quanto uma casa suja, escura e desorganizada pode afetar o ânimo e a motivação.
A pior coisa que eu odeio admitir é aceitar que não sou bom o suficiente para alguém em que me importo.
Sou como uma criança solitária em uma cidade grandiosa; livre! Porém, cativo pelas nuances das emoções.
Tímido ao ser abordado, mas radiante ao testemunhar a serenidade nas pessoas.
Sou como uma criança prodigiosa; porém, obscurecida na multidão. Que valor tem o conhecimento se não posso sequer vislumbrar dez passos à frente?
Inseguro e temeroso de não poder depositar confiança nas almas que cruzam meu caminho. Sinto que eu poderia ser grandioso se não me sentisse solitário.
Sou como uma luz! Uma luz, porém, translúcida; modesta em sua beleza, eu diria.
Mas afirmo com convicção, o coração de toda criança floresce em êxtase na presença de uma paixão.
Ainda sou da velha escola que acredita que o humor e sátira aparece diante do fato inesperado cotidiano. Assim é com a melhor parte das piadinhas, historinhas e diálogos do anedotário popular brasileiro. Como aquela conversa de uma mulher ao receber um galanteio grosseiro de um homem, por ela estar bebendo cachaça diante do balcão de um botequim, a esta altura os dois visivelmente bêbados e só pensando em bebidas... e a fina dama replicou irritada - eu bebo "Cachaça" sim, você não me "Conhaque", não sabe da onde eu "Vinho", então peço por favor não me "Campari" com qualquer "Rum" e "Gin" de conversa.
Sou tão pouco de mim o quanto poderia ser.Sou tão pouco em mim na falta do nós, eu e você. A solidão transborda mas fica na borda pois nunca conhecerá
o coração do grande oceano, o mar, parte do verbo amar.
É como a luz da penumbra que julga se erroneamente satisfeita
sem ao menos dar lhe a chance de conhecer o dia.
É o tênue olhar para os lugares distantes e não perceber que só caminha
se pelas águas ligeiro em pares,nem que seja por uma mão e um remo.
Enfim esparramar se aquoso e cultivar se sereno no mágico frescor
de ser, se perder e continuar ser.
Pois viver em pares é a justa posição e a transposição de fazer parte
que por demérito algum completa se e não mais se baste no equivoco
desgaste involuntário de se preservar e não mais sofrer.
Mas a solidão não fortalece em nada pelo contrário sensibiliza por muito
pouco. O ser solitário fica mais exposto aos fracos sentimentos, irreais e
não verdadeiros é uma falsa cura e o antigo e amargo remédio,
de só ser, nada cura, casta nos da gula e desapropria nos da
possibilidade de conhecermos ao menos uma vez a explosiva paixão
