Sou um
poema
à deriva
nesta ondulante
planície salgada.
Abrigo-me
na copa das
tépidas estrelas
onde repouso
o meu rosto
nas ruínas
que pulsam
no meu peito.
Sou feito do pó, da fina poeira cósmica contida
em todas as coisas.
Sou de tudo um pouco e um pouco de tudo.
Sou finito, posto que sou vivo, sou parte.
Sou eterno, posto que sou divino, o todo de tudo.