Porque sou assim
Azuis ou verdes?
Eu, perspicaz como sou, certo dia acabei traído pelos olhos. Traído pelos meus olhos, que não conseguiram decifrar se os dela são verdes ou azuis. Também pudera, como se não arcoirisados cabelos para reparar, ela tem olhos que se adaptam a luz. Fui obrigado a estudar para fazer poema. Ora, porque mudam de cor? Na realidade não mudam. Cada qual nasce com olhos de uma cor única, uma marca precisa da combinação genética. Se verdes, nível médio de melanina. Se azuis, nível baixo de melanina. Mas e a sensação que ora são verdes ora são azuis? A explicação diz que os olhos claros refletem o que está ao seu redor. Isso causa essa sensação de mudança de tonalidade. Um colega que gosta de escrever, tinha em sua casa um violino sem cordas, perguntou um dia a sua vó o motivo do instrumento não ter cordas. A senhora o questionou porque escrevia, ele não soube responder. Ela falou que escrever (fazer poemas, falar, viver) é colocar cordas no violino. Penso no que se aproxima dos olhos claros... Escrever, pensar, viver perto de olhos claros, é fazê-los mudar de cor para admirar o belo e inexplicável. Azuis ou verdes? Eu digo arcoirisados.
Eu sou um poço de qualidades... Mais um mar de defeitos. Me ame de verdade, e eu serei perfeita amor!
Não sou boa com recomeços, nem com os fins. Gosto mesmo é de quem me vira do avesso. E desperta em mim o desejo de sempre continuar....
Eu sou preto como carvão Só podes me ver na luz, e Não na escuridão Preto é a minha identificação Preto é a minha nação preto é a minha gente Preto é o meu continente.
Sou intensa, verdadeira
E sofro....
Valoriza quem quer...
Mas depois não vem chorar o leite derramado
Por que quando eu tomo minha decisão
Eu pratico o desapego
Não deixei de amar
Só escolhi deixar de sofrer!
Em mim nasce a poesia como ramos, brota como flor...surge do nada.
Sou poeta, poesia..me deixo ser carregada pelas ondas, me deito em alto mar...viajo pelas estrelas, vou a qualquer lugar, chego onde chegar...
Quando quero me faço rosa, quando penso sou beija-flor... posso também ser borboleta, um cofrinho de amor...sou o que desejo, o que vivo e penso.
Posso ser peixe, posso ser mar...posso me fazer estrelas ou luar..
Também posso ser pássaro, voar, voar...se quiser me faço rio ou sereia a dançar...
Danço com o vento, com a chuva saio a bailar...rodopio, me invento !
Se quiser, vez em quando sou saudade, solidão...sou silêncio, sou palavras...claro ou escuridão, quando quero abraço cascatas, beijo água...tomo banho de vinho, me enxugo com a paixão. Sou festa, alegria...felicidade é minha casa, sorrisos minha mansão...sou castelo e magia, sou verso, sou canção.
A música é minha praia, você meu violão...te toco quando quero, te faço canção.
Eu queria te dar tudo o que sou. Todas as batidas do meu coração partido... E eu vou cuidar para me manter distante.
Dizer "eu te amo" quando você não estiver ouvindo. Vou dizer baixinho, em segredo, só pra mim...'
Um veleiro ao sabor do vento, é o que sou..
Ao mar e entre as ondas, deixo me levar..
Navego em busca de um sentido, mas sem destino
No imenso azul, onde o céu e o mar se encontram no horizonte, sou um veleiro ao sabor do vento..
E o vento que afaga as velas, enchendo-as de energia
È o mesmo, que um dia, vai trazer ao meu encontro, o sentido da vida..
Lento ou veloz, manso ou intenso!
Sou um veleiro ao sabor do vento
MINHA FRASE 0553
Por que eu me auto-elogio? São apenas quatro os motivos: 1) Eu me adoro. 2) Sou bom observador. 3) Sou justo. 4) Não quero dividir esse prazer com ninguém!
Os elogios não me iludem, as críticas não me derrubam, sou o que sou, não pelas reações dos outros, mas pela minha satisfação interna!!!
Sou apenas mais um querendo mostrar o cotidiano, através de imagens invertidas, capturadas de uma câmera do celular...
Uma vez ele me falou que sou tão previsível tanto as Estrelas do Norte, disse também que sou feita de instantes, que fui um bem súbito em sua vida. Eu espero que tenha sido a estrela mais brilhante que orbitou naquele mundo sombrio. O admirava dormindo e apenas lamentava o gosto ácido da dúvida, meus olhos vacilantes denunciavam um “por que” a cada contratempo de sua respiração. Então me atingiu de inesperado o dia que o conheci, ele usava botas de couro, aquelas botas de motociclista, sabe, e um chapéu engraçado, me falou que estava terminalmente apaixonado por mim usando o termo “razões óbvias”. E eu não compreendia, mas apreciava que dançávamos no mesmo ritmo e sabíamos até descarrilar o mundo no mesmo compasso. Então, passo a passo, reconhecia um pouco de mim naquele enclave e me sentia confortável por isso, por fazer parte de um reduto de paz e, quem sabe até, ser a fonte desta sensação. Daí percebo que talvez ele seja o “de repente” que eu tanto aguardava e o frio na barriga que jamais cogitei provar. Mas como? Tantas perguntas e não esbarro com resposta alguma e sinceramente, eu não preciso. Daí descubro que também o encontro no meu “onde”. Na direção concreta, no ponto de referência confiável e exato, desvendo por trás do sorriso largo uma alegria recíproca, e na constelação de euforia, o desenho como Estrela do Sul. Minha estrela, jóia rara. E nós somos um. Por quanto tempo? Eu não sei, mas desculpa a falta de jeito, é que eu não posso resistir à tentação de pecar pelo excesso de desconfiança com o destino por ter o atravessado como um meteoro no meu céu. Era o tempo que cura fazendo cócegas no umbigo e ressaltando o meu gargalhar frouxo. E eu sentia isso também, todos os dias. Sentia as cócegas daquele riso baixo, do sopro leve na curva da minha orelha, sentia cócegas no olhar infame e até ousava a desvendá-lo.
- Razões óbvias? – Indaguei.
- Razões nucleares, menina, seu coração é uma bomba atômica e não sei se aguento o peso das explosões.
Tarde demais.
Acho que foi amor à primeira crise de riso.
Vamos definir!
Sou negro, flamenguista, e já peguei uma negra chamada Tereza!
MAS.
Não gosto de SAMBAFUNK, drogas e “probremas”, além de MCs.
O lugar que você frequenta eu dou descarga. Não me manda mais convite.
