Porque sou assim
Sei que sou um animal, mas me considero diferente dos demais; me acho especial.
Me acho tão especial que insisto em dizer que sou um animal racional, apesar de quase nunca racionalizar.
Sou impulsionado por meus instintos.
Quando faminto, como;
Quando excitado, copulo;
Quando ameaçado, fujo;
Quando provocado, ataco;
Faço simplesmente porque minha vontade manda que eu faça.
Não racionalizo.
Não meço as consequências das minhas decisões votivas.
Por mais que eu evite admitir essa natureza, não me envergonho em usá-la como justificativa de meus atos.
Fiz porque deu vontade.
Sou um homem. O animal mais irracional que há.
Sou um animal.
“Tento adormecer
Mas estou girando aos círculos
Vejo o céu sem estrelas
Penso sou o homem da tua vida
Sinto me tão distante, mas estou perto
Acende as luzes
Quero te beijar
Antes de sair de ansiedade do meu sonho
Quero segurar te nas mãos
E ver o fogo nos teus olhos
E procuro nos teus dedos a tua alma
Pois amo te “
Não me lembro de tudo como Mimir
Mas diga que sou Ódin em cima do Sleipnir
Diga me coisas que me faça refletir
Seja o Toth e me tire daqui
Me faça subir.
Conto estrelas, como conto contos
Sorrio, sou rio, água corrente que lava
Como lava, derreto tudo com umas palavras
Sempre quentes como brasas, eu só queria asas.
Está doendo, mas não estou sentindo a dor..
Pois sou vazio e não sinto mais nada a respeito de tudo.
Minhas emoções se perderam, assim como eu em uma noite me perdi em meros pensamentos.
Não sou santo.
Não sou Deus.
Mas eu sou um louco, com a sanidade mental perfeita, e ao mesmo tempo imperfeita até demais.
Sou uma teria,
que acorda no meio da madrugada,
chamando teu nome, no eterno,
então me sinto uma contradição,
que não compreende o sonho de sentir,
a imensidão da teorema que escorre da alma...
bem dito os passo mal compreendo teu amor,
cujo momento passou num estante que desejou.
sentir armadilha no desatino do meu ser incompreendido...
sou vagante como vento que deixou inverno ser tão quente quanto o inferno,
diante da insurgência dessa vida.
Tudo o que sou é lamento
Tão pequeno na escuridão
Mas tão vasto no pensamento
Esse "tamanho universo"
É tão grande quanto o meu verso.
Oie!
Deixa eu me apresentar: sou a Mell Glitter.
É.. eu sei que meu nome artístico meio que parece nome de guerra de chacrete, mas eu confesso: já quis ser uma!
Dessas tipo Rita Cadilac, cheia de amô pra dar!!!!
Mas isso eu conto depois!
Por acaso, por destino, por descuido, virei uma coisa que escreve.
Isso mesmo: uma coisa!
Quase uma amoeba!
Sabe o que é uma amoeba?
Aquela meleca gosmenta e gelatinosa que as crianças adoram e as mães odeiam.
Não que as mães me odeiem, nem que as crianças me adorem, mas sou dessas que uns amam e outros odeiam.
O que eu penso sobre isso?
Nada!
Feito um peixe!
Nada!
Acho também que sou um livro.
Um livro com uma capa preta, com uma tarja vermelha escrita em letras garrafais, enormes: SÓ LEIA SOB RECOMENDAÇÃO!
Mas quem me lê é teimoso!
Me arreganha toda e me lê sem recomendação nenhuma!
Gente doida! E gente doida não lê recomendações!
Eu nunca li!
Nem você, com certeza, senão não estaria me lendo agora...
Aliás, você já tomou seu remédio hoje?
Deixa pra lá!
Eu acho que já deu pra sacar quem sou eu: sou uma coisa ou coisa nenhuma!
E se disserem que sou algo, eu nego, me jogo no chão, esperneio, faço birra e faço bico.
Definitivamente, não!
Quero ser coisa nenhuma.
Coisa nenhuma é a melhor coisa do mundo, pois não precisa se explicar porque não tem explicação. Coisa nenhuma não tem obrigação nenhuma de ser alguma coisa. É ser livre. É ser o que quiser e quando quiser. É ser o que é e ponto. Coisa nenhuma! Que delícia!
Já tem gente demais neste mundo se achando muita coisa.
Gente chata, curada demais, cheio de ego, gente "argh" !
Me deixa ser assim: só Mell Glitter... ou só Mell pra quem me lê com zolhinhos de amô!!!
Beijinhus
Não importa do que sou feita
Não importa só o sangue
Corre em minhas veias
Não importa se sinto calor ou frio
Não importa se em mim restou vazio
Não importa se sinto cede ou fome
Não importa se a dor me consome
Já não importa nada
Já não resta mais nada
Oque é pra ser, está sendo
O importante é viver
E eu estou vivendo
Vestígios de uma carta poética
Não, não tentes me usar,
Pois não sou brinquedo.
Não, não tentes me manipular,
Pois não sou manipulável.
Eu sou seu pior pesadelo nesses dias de calmaria e treva.
Eu sou sua Deusa encontrada em um corpo de menina.
Eu sou sua excitação mais gostosa.
Não, não tentes me convencer de que sou um melhor, a verdade é que sou como a lua cheia de fases e você é o oposto de tudo aquilo já vi.
Não, não tentes brincar com o resto do meu coração e depois sair fora.
Eu sei é muito tentador brincar comigo,
Porém talvez seja impenetrável...
Não irei mais me afogar na minha própria solidão, estou te deixando não por egoísmo ou por não te amar, a verdade é que ainda amo-te profundamente por essa razão estou a te deixar. Espero que um dia entenda, assim como entendi o que fez comigo nesses últimos anos.
Adeus.
Sou o poeta no divã da vida
Pernoitando no labirinto do sonho
Sem rua, sem travessa e sem esquina.
Onde não há mapa definido;
Só há papel e tinta.
