Porque Existe Maldade no Mundo

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Não existe nada mais pesado que a compaixão. Mesmo nossa própria dor não é tão pesada quanto a dor cossentida com outro, por outro, no lugar de outro, multiplicada pela imaginação, prolongada por centenas de ecos.

Milan Kundera
A insustentável leveza do ser. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.

⁠Praticamente não existe palavra nos dias de hoje que se tenha usado tão mal como a palavra ''livre''... Não confio nela porque ninguém quer a liberdade para todos; todos a querem para si.

A internet é meio mais antissocial que existe, use-a como um livro, não como um amigo.

É bom lembrar que contra o preconceito, a intolerância, a mentira, a tristeza, já existe vacina: é o afeto. É o amor.

TERÇA-FEIRA, 21 DE AGOSTO DE 2007

Existe sempre uma coisa Ausente - Caio F.
Paris — Toda vez que chego a Paris tenho um ritual particular. Depois de dormir algumas horas, dou uma espanada no rodenirterceiromundista e vou até Notre-Dame. Acendo vela, rezo, fico olhando a catedral imensa no coração do Ocidente. Sempre penso em Joana d’Arc, heroína dos meus remotos 12 anos; no caminho de Santiago de Compostela, do qual Notre-Dame é o ponto de partida — e em minha mãe, professora de História que, entre tantas coisas mais, me ensinou essa paixão pelo mundo e pelo tempo.

Sempre acontecem coisas quando vou a Notre-Dame. Certa vez, encontrei um conhecido de Porto Alegre que não via pelo menos á2o anos. Outra, chegando de uma temporada penosa numa Londres congelada e aterrorizada por bombas do IRA, na época da Guerra do Golfo, tropecei numa greve de fome de curdos no jardim em frente. Na mais bonita dessas vezes, eu estava tristíssimo. Há meses não havia sol, ninguém mandava notícias de lugar algum, o dinheiro estava no fim, pessoas que eu considerava amigas tinham sido cruéis e desonestas. Pior que tudo, rondava um sentimento de desorientação. Aquela liberdade e falta de laços tão totais que tornam-se horríveis, e você pode então ir tanto para Botucatu quanto para Java, Budapeste ou Maputo — nada interessa. Viajante sofre muito: é o preço que se paga por querer ver “como um danado”,feito Pessoa. Eu sentia profunda falta de alguma coisa que não sabia o que era. Sabia só que doía, doía. Sem remédio.

Enrolado num capotão da Segunda Guerra, naquela tarde em Notre-Dame rezei, acendi vela, pensei coisas do passado, da fantasia e memória, depois saí a caminhar. Parei numa vitrina cheia de obras do conde Saint-Germain, me perdi pelos bulevares da le dela Cité. Então sentei num banco do Quai de Bourbon, de costas para o Sena, acendi um cigarro e olhei para a casa em frente, no outro lado da rua. Na fachada estragada pelo tempo lia-se numa placa: “II y a toujours quelque choe d’abient qui me tourmente” (Existe sempre alguma coisa ausente que me atormenta) — frase de uma carta escrita por Camilie Claudel a Rodín, em 1886. Daquela casa, dizia aplaca, Camille saíra direto para o hospício, onde permaneceu até a morte. Perdida de amor, de talento e de loucura.

Fazia frio, garoava fino sobre o Sena, daquelas garoas tão finas que mal chegam a molhar um cigarro. Copiei a frase numa agenda. E seja lá o que possa significar “ficar bem” dentro desse desconforto inseparável da condição, naquele momento justo e breve — fiquei bem. Tomei um Calvados, entrei numa galeria para ver os desenhos de Egon Schiele enquanto a frase de Camille assentava aos poucos na cabeça. Que algo sempre nos falta — o que chamamos de Deus, o que chamamos de amor, saúde, dinheiro, esperança ou paz. Sentir sede, faz parte. E atormenta.

Como a vida é tecelã imprevisível, e ponto dado aqui vezenquando só vai ser arrematado lá na frente. Três anos depois fui parar em Saint-Nazaire, cidadezinha no estuário do rio Loire, fronteira sul da Bretanha. Lá, escrevi uma novela chamada Bem longe de Marienbad , homenagem mais à canção de Barbara que ao filme de Resnais. Uma tarde saí a caminhar procurando na mente uma epígrafe para o texto. Por “acaso”, fui dar na frente de um centro cultural chamado (oh!) Camille Claudel. Lembrei da agenda antiga, fui remexer papéis. E lá estava aquela frase que eu nem lembrava mais e era, sim, a epígrafe e síntese (quem sabe epitáfio, um dia) não só daquele texto, mas de todos os outros que escrevi até hoje. E do que não escrevi, mas vivi e vivo e viverei.

Pego o metrô, vou conferir. Continua lá, a placa na fachada da casa número 1 do Quai de Bourbon, no mesmo lugar. Quando um dia você vier a Paris, procure. E se não vier, para seu próprio bem guarde este recado: alguma coisa sempre faz falta. Guarde sem dor, embora doa, e em segredo.

O Estado de S. Paulo, 3/4/1994

Entre Mim e Ela

Entre mim e ela
Existe um oceano
Peixes, algas, cavalos marinhos
E estrelas do mar.

Entre mim e ela
Existe um céu
Inúmeras estrelas
E uma lua minguante.

Entre mim e ela
Existe um multiverso
Inúmeros cometas, planetas
E um imenso vácuo.

Entre mim e ela
Existe uma multidão
Inúmeras vidas
E tanta gente em depressão.

Entre mim e ela
Existe a filosofia
Kant, Nietzsche, Hume, Platão
Poucas certezas e inúmeras indagações.

Existe uma diferença entre ser vítima e se fazer de vítima. Somos todos suscetíveis a nos tornar vítimas de alguma maneira. Todos sofremos algum tipo de aflição, desgraça ou abuso causado por pessoas ou circunstâncias sobre as quais não temos controle. Isso é ser vítima. É algo que vem de fora. Em contrapartida, o complexo de vítima vem de dentro. Ninguém pode fazer você se sentir inferior a não ser você mesmo. Nós nos tornamos vítimas não pelo que acontece conosco, mas quando escolhemos nos agarrar ao sofrimento.

O amor não existe, é ração pra poeta. Não se iluda!

O grande néctar da vida é a possibilidade de realizar o divino que existe dentro de cada um de nós.

Roberto Shinyashiki
O sucesso é ser feliz

As vacas podem fazer greve: já existe o leite em pó!

O único mal a temer é aquele que ainda existe em nós...

Naquelas horas que você precisa desabafar, mas, infelizmente não existe ninguém para lhe escutar.. Acaba guardando tudo para si e começa a sofrer.

Existe uma tendência de interpretar renúncia como sendo meramente desistir dos apegos mundanos. A verdadeira renúncia significa atingir perfeita equanimidade. As pessoas podem criticá-lo ou elogiá-lo; receba ambos com senso de equanimidade. Alguém pode tentar feri-lo, enquanto outro pode tentar lhe fazer algo de bom; trate ambas as situações com equanimidade. Em um negócio, você pode ter prejuízo e em outro você pode ter lucro; trate ambos da mesma maneira. Equanimidade é a marca registrada do yoga (elevação espiritual).

Por acaso você acha que a luz somente existe enquanto a está vendo? Não, é você que não existiria se a luz não o visse.

A amizade não existe, essa é a verdade, pois além de você ser traído por aquela pessoa que confiou, ela atrasa a sua vida, te prende no passado, maldito seja o traidor.

Em tudo quanto é humano, não existe nada agradável sem amigos.

Coisa deliciosa, ardente e sedutora... Ao pensar em ti a palavra decência não existe e nem eu quero que exista, quero tanto a insanidade... Loucura deliciosa que me guia na viagem dos mais gostosos pensamentos!

Eu aprendi o seguinte: se um relacionamento chega ao fim, não existe erro de um em detrimento do outro. Ambos estão errados. Um por criar expectativas sobre o que o outro poderia fazer, e o outro por querer compreensão sobre aquilo que não pode oferecer.

Tolo é quem acredita em direita tanto quanto critica a esquerda. Isso não existe mais na politica, o que vemos é uma troca de favores, roubo e corrupção. Infelizmente essa é a nossa triste cultura.

Nunca desista de seus sonhos, por mais que eles pareçam impossíveis.
Existe dentro de nós algo maior que tudo, Deus.
É Deus quem nos faz ter essa fé inabalável que nos permite acreditar em cada um de nossos sonhos e nos revestir de força e coragem para ir em busca de cada um deles.
Porque Deus é quem enfeita nosso caminho para nos dar o ânimo necessário para não parar, e se alguém duvidar de meus sonhos, não me importarei, Deus acredita e Ele me fará os realizar.