Porque
“Uns permanecem porque acreditam no destino da caminhada; outros caminham apenas enquanto a estrada tiver por destino os próprios interesses.”
Amigo é somente Deus.
Amizade, ciclo social e
parceira, acabam. Porque
são seres humanos e
humanos são imprevisíveis.
Consequências
Gritarei.
Gritarei porque o silêncio pesa
mais do que a dor.
Porque há coisas que não deveriam
ser vistas em silêncio,
nem esquecidas com o passar dos dias.
Carrego a raiva dos rios envenenados,
a dor das espécies que desaparecem em silêncio,
a vergonha de uma humanidade
que se esqueceu de ser parte
e escolheu ser dona.
Sou consequência do descaso,
da destruição disfarçada de progresso,
do concreto engolindo o verde
enquanto a humanidade se acredita divina.
Minha existência é dor.
Dor que aprendi a silenciar
até agora.
Cansei de andar leve
para não incomodar.
De apagar minha luz
para não ferir os olhos dos conformados.
Eu sou a sombra dos animais
mortos sem motivo.
Sou o grito das árvores caídas.
Sou o sopro da Terra
sufocada sob a ganância.
E mesmo assim...
Eu respiro.
Eu resisto.
E essa resistência
já é revolução.
Porque minha dor não será mais invisível.
Minha raiva não será calada.
Já tentei enterrar aquilo que sinto,
mas algumas coisas criam raízes
mesmo no escuro.
Então deixo sangrar.
Que minha dor seja ponte.
Que minha raiva seja raiz.
Não posso devolver aos rios
o que lhes foi roubado.
Não posso devolver aos animais
a vida que lhes arrancaram.
Não posso apagar o fogo
depois que ele consome tudo.
Mas posso me recusar
a fingir que não vi.
Posso transformar o silêncio
em palavra.
A palavra em grito.
E o grito em memória.
Talvez eu seja pequena.
Talvez seja passageira.
Talvez um dia ninguém se lembre
do meu nome.
Mas eu estive aqui.
Eu vi.
Eu senti.
Eu não permaneci em silêncio.
Minha existência pode ser breve,
mas não precisa ser vazia.
Porque toda escolha deixa marcas.
Toda presença altera alguma coisa.
Toda vida, por menor que seja,
toca o mundo antes de partir.
E se não posso mudar
tudo aquilo que já aconteceu,
não farei nada
para deixar que aconteça em silêncio.
Gritarei.
Não porque acredito
que minha voz possa salvar o mundo.
Mas porque me recuso
a ser mais uma testemunha
que viu a destruição
e escolheu calar.
Minha raiva não será minha prisão.
Será minha voz.
E aquilo que fizer com ela
será a minha consequência.
Filho do pobre não tem o luxo de parar. Cada aprendizado é uma arma para o futuro, porque por trás do seu sonho existe uma família inteira esperando pela sua vitória.
O pobre só perde quando deixa de sonhar. Porque um sonho por si e pela família pode ser o começo de uma nova história.
Filho do pobre chora, mas não desiste… porque sabe que a sua vitória não é só dele, é o sorriso de toda uma família.
O silêncio nos angustia, porque guarda sentimentos que o coração ainda não conseguiu transformar em palavras.
Algumas pessoas tratam os outros com raiva e rudeza porque estão frustradas, inseguras, sobrecarregadas ou porque aprenderam a se defender dessa maneira. Às vezes, elas não sabem lidar com as próprias emoções e acabam descontando nos outros.
Muitas vezes, a forma como alguém nos trata revela mais sobre o que ela carrega por dentro do que sobre nós.
Mas entender a origem não significa aceitar o desrespeito: ninguém tem o direito de machucar os outros. É importante não se culpar e colocar limites.
O automatico e confortável porque elimina o esforço de decidir. Mas também elimina a possibilidade de viver algo diferente.
Porque sucesso sem significado pessoal é apenas desempenho. Você chega lá, mas não se reconhece no caminho.
Raízes e Sussurros
Gritarei para o mundo,
não com fúria, mas com fogo.
Porque existir, em mim, não é acaso.
É eco.
É raiz que pulsa sob a terra,
folha que se recusa a cair calada.
Carrego em mim
a dor dos que não falam,
a esperança das sementes,
o sussurro dos bichos
que a humanidade esqueceu.
E mesmo quando duvidei de mim,
a natureza ainda acreditava.
O sol nascia.
Os rios corriam.
As folhas insistiam em nascer,
como se dissessem:
“Você também é parte disso tudo.”
Sou consequência das estrelas,
mas também das lágrimas.
Sou luz,
sim,
mas uma luz que conhece a escuridão.
Há raízes em mim
que não sei nomear.
Há vozes que não são minhas
e ainda assim vivem no meu peito.
O rio que corre
carrega histórias que não ouvi.
A árvore que permanece
guarda silêncios mais antigos que os meus.
E os animais,
com seus olhos silenciosos,
parecem perguntar
por que esquecemos
que também somos parte da vida.
Talvez eu seja pequena
diante de uma árvore antiga,
breve diante de um oceano,
impermanente diante da Terra.
Elas estavam aqui antes de mim.
Talvez permaneçam depois.
Sou apenas um sopro,
uma faísca breve
num planeta em combustão.
Mas essa faísca sente.
Essa faísca escuta.
E enquanto houver vida
correndo sob a terra,
enquanto houver sementes
rompendo o concreto,
enquanto houver um animal
procurando abrigo,
eu também estarei aqui.
Não como dona.
Como parte.
Porque talvez existir
seja justamente isso:
deixar de olhar o mundo
como algo que nos pertence
e finalmente perceber
que pertencemos a ele.
E há coisas que o mundo sussurra
antes que aprendamos a ouvir.
Eu ouvi.
E agora carrego suas raízes
dentro de mim.
“Quero aprender porque ainda tenho muito a conhecer e, enquanto aprendo, quero ajudar com aquilo que já posso oferecer.”
E na inocência do amor,
Eu prefiro não pensar,
Apenas sentir, sentir o amar.
Porque saber é pensar.
E prefiro sentir,
Simplesmente amar.
Ah porquê você sempre faz os mesmos erros e bla bla bla.
- E daí? Quem é que está respirando pelo meu nariz?
Rugi alto, mas em silêncio me destruí.
Porque depois de tudo isso, o verbo nunca toma a mesma conjugação.
Bom dia e Boa semana.
Para seguir.
Forças para superar.
E compreensão das tuas escolhas.
Porque nunca se está só quando há luz em teu caminho.
Desejais a outro. Forças para se superar.
Busque estar bem mesmo que tenha dores.
Quando alimentar vosso dia, com benevolência,
terás muitos outros a te ofertar o mesmo.
Tenha na fé e no crer, a solução que não esperava, pois, tem quem vos guarda em silêncio.
“O verdadeiro caráter só se revela no enfrentamento das adversidades porque quando se está na zona de conforto é comum, mesmo fácil, se exibir exemplo de boas ações”
Ney P. Batista
Feb/06/2021
