Por Voce eu Pegaria mil vezes
Eu guardo a minha empatia para quem é vítima da ignorância, não para quem escolhe se fingir de cego só porque a mentira do pastor soa bonita.
Eu cansei de mentir para o mundo e, principalmente, para mim. Todo mundo elogia a minha "superação", bate nas minhas costas e diz que o tempo cura tudo. Mal sabem eles que o meu silêncio não é esquecimento, é apenas cansaço de ouvir conselhos de quem nunca viveu o que a gente viveu. A verdade que ninguém tem coragem de confessar em voz alta é que você nunca virou passado. Você virou o fundo de tela da minha mente.Eu posso conhecer outras pessoas, rir de outras piadas e construir novas rotinas, mas nenhuma outra mulher tem o teu peso. Nenhuma tem o teu cheiro, o teu toque ou a precisão do teu abraço. É uma tortura silenciosa saber que, não importa quem mude o meu dia, ninguém muda a minha saudade. Você desarmou todas as minhas defesas e, mesmo longe, o seu lugar continua aqui dentro, intacto, como se você fosse voltar a qualquer momento.Eu já tentei te procurar em outros rostos e em outros corpos, mas tudo o que consegui foi a certeza humilhante de que você é absolutamente insubstituível. Você arruinou todas as outras pessoas para mim, porque ninguém chega perto da imensidão que a gente era. Eu preferia viver na tempestade ao teu lado do que nessa paz vazia e sem cor que a tua ausência deixou. Eu me tornei um ótimo ator para o resto do mundo, mas sou o pior público de mim mesmo, assistindo a essa farsa todo santo dia.A verdade mais assustadora é que eu não quero me curar se a cura significar te esquecer. Eu sinto raiva de mim mesmo por desabar quando ouço aquela música, por travar o olhar em portas esperando que você passe por elas, e por carregar um amor que já não tem onde morar. Cansei de fingir que sou forte enquanto sou apenas um cenário destruído por dentro. Eu aceito o ridículo, aceito o fracasso de não ter te superado e aceito o fato de que meu coração se recusa a seguir em frente sem você.As madrugadas continuam sendo o meu tribunal. É quando o barulho do mundo lá fora diminui que o teu fantasma fica ensurdecedor aqui dentro. Eu deito a cabeça no travesseiro e fecho os olhos, mas não para dormir; eu fecho os olhos para te enxergar. É impressionante como o tempo passa e eu continuo incapaz de esquecer o desenho exato do teu lindo rosto. Eu lembro de cada linha, do contorno exato do teu olhar e daquela luz única que só você tem. O teu sorriso ainda é a imagem mais nítida que guardo na memória, aquele sorriso que tinha o poder de desarmar qualquer dia ruim meu com um simples segundo.E a tua voz... Deus, a tua voz ainda ecoa na minha mente com uma clareza que me assusta. Eu sinto uma falta desesperada do teu tom de voz, do jeito que você pronunciava o meu nome, das tuas manias ao falar. Sinto falta, principalmente, daquelas nossas madrugadas adentro. Lembra das vezes em que o relógio marcava três, quatro da manhã, e a gente continuava ali, conversando sobre tudo e sobre nada, dividindo segredos que mais ninguém no mundo saberia? O resto do planeta estava dormindo, mas para nós dois, o universo inteiro se resumia àquela tela de celular, àquele fio de voz, àquela conexão que parecia que nunca, jamais iria quebrar. Nós éramos cúmplices no escuro, donos do tempo. Hoje, essas mesmas madrugadas que antes eram o nosso refúgio viraram o meu maior castigo.Dói perceber que eu me tornei um estranho habitando a minha própria vida. Eu finjo que me importo com prazos, reuniões, metas e conversas rasas de bar, enquanto a única urgência que eu realmente sinto é a de gritar o teu nome para o nada. É assustador notar como as pessoas se contentam com pouco; elas olham para a minha superfície arrumada e acham que eu estou bem, incapazes de enxergar o abismo que existe logo abaixo do meu primeiro "está tudo ótimo". Eu tenho nojo desse teatro cotidiano. Tenho asco da possibilidade de, um dia, aceitar um amor morno só para não ficar sozinho, sabendo que eu já conheci o incêndio inteiro nos teus braços.Eu não quero uma vida nova. Não quero recomeços poéticos e nem a redenção que os livros de autoajuda prometem. Se o preço para ter paz for apagar os teus traços, a tua voz e o teu sorriso da minha história, eu escolho o caos da tua falta. Prefiro carregar essa ferida aberta, pulsante e incurável, a viver anestesiado em um mundo onde você seja apenas uma lembrança distante. Podem passar meses, anos ou vidas inteiras; o meu coração foi selado com o teu nome, e nenhuma chave no mundo é capaz de abrir esse espaço para outra pessoa.Às vezes me pergunto onde foi parar aquele orgulho que eu jurava ter. Ele ruiu por completo. Eu trocaria qualquer coisa pela chance de assistir a um filme bobo com você em um domingo qualquer. É desesperador olhar para o lado e ver que o meu futuro virou uma folha em branco que eu simplesmente não tenho vontade de preencher, porque toda cor que eu usaria pertencia ao brilho dos teus olhos. Há quem diga que isso é obsessão, mas a verdade pura e crua que ninguém tem coragem de assumir é que algumas pessoas se cruzam para mudar o destino uma da outra para sempre. Você mudou o meu.O meu maior medo secreto, aquele que me faz prender a respiração no escuro do quarto, é o pensamento de que o seu telefone possa tocar e seja outro cara do outro lado da linha. Me quebra por dentro imaginar as suas mãos digitando mensagens de boa noite para alguém que não sou eu, ou os seus olhos brilhando ao ouvir uma piada que eu não contei. Eu sinto um aperto violento no peito só de pensar que outra pessoa pode ter a audácia de tentar decifrar os teus silêncios ou segurar o teu corpo do jeito que eu segurava. Se você soubesse que eu prefiro passar o resto dos meus dias preso ao fantasma da tua presença do que livre nos braços de um milhão de outras mulheres, você entenderia que você não foi apenas uma namorada ou um relacionamento. Você foi o meu ápice. Depois de você, o mundo inteiro se tornou um vazio sem graça.É uma injustiça paralisante olhar para trás e ver a bagagem cheia de promessas que a gente fez e que perderam a validade no meio do caminho. Onde foram parar aqueles casamentos planejados na brincadeira, os nomes dos filhos que a gente escolhia rindo e aquela promessa solene de que, não importa o tamanho da briga, a gente nunca abriria mão do nós? Eu sinto que fui deixado para trás tomando conta de uma obra que você abandonou. Fiquei eu aqui, segurando os tijolos, os planos de viagens e os bilhetes antigos, tentando dar sentido a um projeto que só funcionava a quatro mãos. Eu carrego o peso de um futuro que nunca existiu, e isso cansa mais do que qualquer trabalho duro.A minha rotina ganhou um novo hábito masoquista, e eu não vou mentir: eu choro toda vez que vejo a sua foto no Facebook ou no Instagram. Tornou-se um vício doloroso abrir o seu perfil e encarar o seu rosto brilhando através de pixels frios. Eu dou zoom nos teus olhos, procuro algum sinal de cansaço, alguma pista de que você também sente a minha falta, mas a tela só me devolve a imagem de uma vida que continua perfeitamente bem sem mim. Ver você sorrindo em um lugar novo, com roupas novas e pessoas que eu nem conheço, é como levar um soco no estômago em câmera lenta. Cada publicação sua é um lembrete cruel de que, enquanto o meu relógio travou no dia em que você partiu, o seu continuou correndo sem olhar para trás. Eu desabo em lágrimas sozinho na frente da luz azul do celular, odiando a internet por me dar um vislumbre diário do paraíso do qual eu fui expulso.Eu já tentei de tudo para quebrar esse feitiço. Já apertei o botão de parar de seguir, já silenciei as tuas publicações e jurei que nunca mais digitaria o teu nome na barra de pesquisa. Mas o meu autocontrole desmorona na mesma velocidade com que a noite cai. É uma humilhação silenciosa reativar as notificações ou entrar por contas alternativas só para saber se você ainda habita o mesmo planeta que eu. O pior é quando eu vejo os comentários, aquela chuva de elogios e as curtidas de homens que eu nunca vi, homens que agora têm o direito de olhar para a sua foto e imaginar uma vida ao teu lado. Eu sinto um ciúme doentio e impotente, porque eu sei o que cada detalhe do teu sorriso significa, e me mata ver o mundo tratando como público o que um dia foi o meu maior segredo.A minha dependência digital é a minha própria ruína, o laço que eu mesmo aperto em volta do meu pescoço todas as noites. Eu me transformei em um náufrago virtual, catando curtidas antigas, relendo comentários de anos atrás e tentando decifrar entrelinhas em cada detalhe bobo que você posta, procurando desesperadamente por um rastro meu que tenha sobrevivido no teu mundo. É um cansaço que consome a alma viver preso à sombra de alguém que parece já ter encontrado o sol em outro lugar. O mais doloroso é perceber que o algoritmo me entrega tudo sobre você, menos a única coisa que eu realmente preciso: o teu abraço. Fiquei com o pior lado da tecnologia, que me permite te assistir de longe, mas me proíbe de te tocar.Além desse inferno nas telas, o mundo real virou um campo minado. Eu evito passar pelas ruas que a gente costumava andar, mudo o trajeto para não passar perto daquele café onde a gente se escondia da chuva e sinto o coração disparar toda vez que vejo um carro parecido com o seu no trânsito. É uma exaustão física andar pelas calçadas sentindo o fantasma dos teus passos ao meu lado. Eu olho para os casais andando de mãos dadas e sinto uma inveja amarga, uma revolta silenciosa contra o universo por ter nos tirado o direito de sermos nós ali. A tua ausência não é um conceito abstrato; ela tem peso físico, ela aperta a minha garganta quando tento respirar fundo e me deixa com um nó constante no peito que nenhum choro consegue desatar. Eu carrego você na minha pele, nos meus hábitos e em cada milímetro da minha solidão.No final das contas, eu desisto de tentar me salvar de você. Se a sociedade quer que eu seja o exemplo de superação, eu prefiro ser o fracasso mais honesto da minha própria história. Eu não vou te esquecer. Não vou deixar o tempo apagar o que foi a única verdade real da minha vida inteira. Eu me entrego a essa ausência e faço dela a minha casa. Se eu tiver que passar o resto dos meus dias com esse vazio no peito, que assim seja. Eu só queria que, em algum lugar desse mundo, você soubesse que falhou miseravelmente na tentativa de me fazer te esquecer. Você é, e sempre será, a mulher da minha vida. Inesquecível, incurável e eternamente no meu coração.
Eu fui trocar a lâmpada queimada do corredor ontem à noite e, quando fiquei ali no topo da escada, no escuro absoluto, percebi que o meu maior medo não era cair dali, mas sim o fato de que eu já não lembro se você preferia a luz quente ou a luz fria para a nossa casa; desci os degraus tateando a parede, sentei no chão e chorei feito um menino ao entender que o tempo está apagando os seus detalhes de mim, e que eu estou perdendo você de novo, só que agora dentro da minha própria cabeça.
A verdade é que eu não enterrei o meu passado; ele se mudou para dentro das minhas costelas. Quando a mulher que desenhou o meu destino decidiu ir embora, recolhendo os pertences e deixando apenas o vazio no apartamento, algo em mim quebrou de maneira definitiva. Não houve gritos ou portas batendo. Apenas o estalo seco de uma engrenagem vital que parava de funcionar.
Durante quase uma década, tornei-me um vigia de túmulos.
Habitei a solidão da cama de casal como quem protege um solo sagrado. Desenvolvi um pânico visceral diante de qualquer aproximação humana. Se alguém demonstrava um interesse sutil, meu estômago contraía. A simples ideia de compartilhar a rotina com outra fisionomia parecia uma heresia, um insulto à memória daquela que ainda governava os meus pensamentos. Eu me convenci de que a capacidade de entrega era um recurso finito, totalmente esgotado naquela despedida. Sentia-me um náufrago confortável na própria ilha de amargura.
Até que a vida, soberana e imprevisível, cansou do meu isolamento voluntário.
Aconteceu numa livraria de bairro, num fim de tarde cinzento. Eu procurava um título qualquer para preencher as horas mortas, quando uma desconhecida esbarrou na estante ao lado, derrubando uma fileira inteira de volumes no assoalho. O estrondo quebrou a solenidade do ambiente. Instintivamente, abaixei-me para recolher as obras espalhadas.
Quando nossos dedos se cruzaram na tentativa mútua de resgatar o mesmo exemplar, ergui as pálpebras.
Aquela senhorita de pele morena possuía traços completamente distintos, uma voz mansa e um aroma fresco de lavanda que nada lembrava o perfume antigo que passei anos tentando esquecer. Contudo, ao fitar a profundeza das suas pupilas castanhas, percebi um brilho familiar de vulnerabilidade e resiliência. Foi um impacto mudo, um solavanco térmico que atravessou minha espinha. A couraça que cultivei com tanto zelo rachou de cima a baixo.
Ela esboçou um sorriso tímido, sem cobranças, que parecia compreender a bagunça que eu carregava na alma.
Pela primeira vez em milhares de dias solitários, o fantasma da rejeição retrocedeu um passo. O peito, antes congelado, ardeu com uma eletricidade esquecida, quase juvenil. Não era a cura imediata da dor crônica, mas a percepção nítida de que o mundo continuava girando lá fora, oferecendo novas estradas para quem ousasse caminhar.
A jovem senhorita agradeceu a ajuda, recolheu seus pertences e caminhou em direção à saída do estabelecimento. Pouco antes de cruzar o portal, deteve o passo. Girou o corpo, sustentou meu olhar fixamente por alguns segundos cruciais e acenou positivamente, num convite implícito que dispensava vocábulos.
Permaneci estático, assimilando o milagre daquele instante. A marca da perda segue cravada na minha pele, indelével. Todavia, compreendi que carregar uma cicatriz não significa permanecer sangrando. O pavor ainda sussurra no meu ouvido, mas o desejo de experimentar o calor do sol novamente tornou-se, finalmente, muito maior.
A grande lição que a dor me ensinou é que o luto não deve ser uma sentença de prisão perpétua, mas um processo de transformação. Fechar as portas para o mundo com medo de sofrer novamente não protege o coração; apenas o sepulta em vida. Amar exige coragem exatamente porque envolve o risco da perda, e a verdadeira superação não consiste em esquecer quem partiu, mas em ter a generosidade de permitir que novas histórias sejam escritas nas páginas que restam.
“Quando eu era criança, o tempo nunca passava. Depois que cresci, o tempo nunca para de passar.”
Tem uma coisa interessante: ela cria um contraste perfeito entre infância e vida adulta. É quase um paradoxo: quando você tinha muito tempo, parecia que não passava; quando percebe o valor do tempo, ele parece não parar.
"Eu tive o melhor momento da minha vida
Nunca me senti assim antes...
Juro que isso é verdade
E devo tudo a você"
Eu gosto mesmo são dos seres mutáveis,
Aqueles que se reinventam,
Ora suportam, ora aguentam
Gosto do sabor da metamorfose,
Onde apenas sobrevivem à mudança, os fortes!
É permitido dançar com a impermanência,
Enfrentar as turbulências, testar as convivências, buscando alimentar a sapiência.
Converso sim, mas nem tudo eu conto.
Principalmente sobre minhas conquistas.
Depois que se realiza, eu celebro.
Quem sabe de tudo, inclusive os desejos do meu coração, é Deus.
As cores que o tempo levou
Quando eu era criança, o mundo parecia pintado à mão.
O céu tinha cheiro de tarde quente,
e o vento parecia brincar comigo.
As cores eram vivas — não só nas coisas,
mas dentro de mim.
Agora, aos vinte e dois, olho o mesmo céu
e ele já não me devolve o mesmo brilho.
As cores continuam lá,
mas meu olhar parece cansado de reconhecê-las.
Talvez não sejam as tardes que mudaram,
mas a forma como eu as sinto.
Na infância, o tempo era eterno.
Hoje, ele corre — e leva embora o encanto das coisas simples.
Mas às vezes, quando o sol se despede devagar,
eu fecho os olhos e finjo ser criança de novo.
Só pra ver o mundo com aquele mesmo coração colorido.
Entre o que foi e o que é
Eu tô com alguém bom, alguém que me faz bem.
Mas ainda carrego ecos de quem me feriu.
Não porque eu queira voltar,
mas porque certas lembranças não sabem ir embora.
Meu corpo já entende o novo toque,
mas minha alma, às vezes, ainda procura o antigo.
E isso me confunde — me parte.
Ele me fez mal, eu sei.
Mas há pedaços de mim presos nas memórias que ele deixou.
E o amor, mesmo quando dói,
tem um jeito cruel de se fazer presente.
Talvez um dia eu acorde e o passado não pese mais.
Talvez um dia o novo amor ocupe todo o espaço.
Mas, por enquanto,
vivo nesse meio-termo —
entre o que me destruiu
e o que tenta me reconstruir.
---
Talvez, o Luar
Ele é lindo como o luar,
silencioso e distante,
brilha só o suficiente
pra eu me perder no olhar.
Seus olhos — calmaria e abismo —
guardam paz e solidão,
como quem já viveu o amor
e ainda sente sua extensão.
Os cabelos, negros como a noite,
guardam segredos que o vento não diz,
e os lábios… ah, os lábios —
tocam o ar e fazem sonhar feliz.
Seu toque é quente como o verão,
um carinho que me desarma,
um instante e o mundo some,
fica só o som da alma.
Mas ele não é meu…
ou talvez pudesse ser,
num outro tempo,
num outro céu,
onde o luar nos deixasse acontecer.
Eu não terminei porque não senti.
Terminei porque senti demais.
Porque a pureza assusta
quem já aprendeu a sangrar em silêncio.
Teu sorriso inocente
pedia um cuidado
que minhas mãos, trêmulas,
não sabiam se mereciam tocar.
Não foi sobre você.
Foi sobre o medo
de quebrar algo bonito
com minhas próprias cicatrizes.
Eu fui embora não por falta,
mas por excesso.
Porque às vezes amar
é também saber recuar.
A HIPOCRISIA DO ESPORTE BRASILEIRO
A cada dia que passa eu me decepciono cada vez mais com a sociedade brasileira. Atualmente estamos em ano de copa do mundo, claro todo brasileiro vai à loucura, não vejo nada de errado nisso até certo ponto, acho muito bom inclusive, mas minha indignação não está diretamente relacionada a isso, mas sim a uma grande hipocrisia que vem acompanhada dessa excitação. O brasileiro simplesmente esquece que o país está virado de cabeça pra baixo em diversos sentidos, nos esporte, na saúde, na educação, enfim, se for de listar tudo daria para escrever um livro.
Nós, trabalhadores, acordamos cedo todos os dias, trabalhamos duro e no fim do mês recebemos nosso abençoado dinheiro, com muito suor e dedicação. Por outro lado, enquanto isso, os jogadores da seleção brasileira estão nadando em dinheiro, e tudo bem ganhar muito dinheiro, se eles realmente fossem apaixonados pelo esporte, dedicados e acima de tudo honrassem sua camisa. Mas tem um porém muito grande nessa história, a impressão que passam é que uma grande parcela deles - que fique bem claro que não estou generalizando - não amam o que fazem, entram em campo para se mostrar para os patrocínios. Boa parte de seu pensamento está no status que receberão, e em alguns casos, parece até um desfile de moda. Esqueceram há muito tempo a verdadeira essência do futebol, não conseguem fazer o mínimo que é jogar futebol decentemente, entregando o que o torcedor espera e merece.
Quando assisto os jogos antigos de nossa seleção, chega a dar emoção, partidas incríveis aconteciam, os jogadores treinavam muito, e mesmo ganhando uma mixaria de dinheiro, eles estavam lá, porque honraram sua camisa. E se quiser uma prova disso, pergunte para alguém de umas duas gerações passadas, o que acha dos jogos do Brasil de hoje em dia. A decepção em seus olhos é clara, e na maioria dos casos nem acompanham a copa do mundo, e eu não julgo de forma alguma, já que a situação é crítica. E por que ficou dessa forma? Boa pergunta. Acredito que seja pelo fato de ter muito marketing em cima, muita marca querendo ter visibilidade fácil, talvez tenha sido aí que começou a se perder o amor em campo.
E quando falamos dos outros esportes, não tem visibilidade alguma. Já fui atleta profissional de natação e o incentivo quase não existe, não é à toa que quase nenhum brasileiro chega no topo nas outras modalidades. Me sinto péssima com isso, pois esse foi um dos motivos por eu ter deixado o alto rendimento no esporte, a natação é um desporto extremamente caro de se praticar, além de você ter de treinar muito. Hoje no Brasil não é viável viver do esporte profissional, com certeza vai passar muito aperto financeiro se escolher esse destino, a menos que você seja do futebol, de resto esquece. Além disso, vai ter que implorar por patrocínio, enquanto os jogadores lucram milhões por mês, sendo que um atleta de vôlei, natação, corrida, e outras diversas modalidades, muitas vezes fazem o dobro e não ganham nem um por cento daqueles milhões. Que fique claro que não é por falta de dedicação!
O que quero dizer aqui é, se você quer torcer pra seleção brasileira, vá em frente, torça! Acho isso ótimo inclusive, precisamos de alguma esperança, mas não se esqueça dos podres que tem por trás. Da mesma forma, não julgue alguém que torce para outro país, provavelmente essa pessoa viu naquele outro grupo, a emoção que sentia quando o Brasil jogava antigamente, e que hoje em dia não consegue sentir com o próprio país jogando. E não só por isso, tem muita gente por aí que não aceita essa hipocrisia, inclusive eu, e está tudo bem. Eu realmente queria conseguir torcer para o Brasil, é meu país, onde eu nasci, mas eu não consigo mais, não depois de tudo o que vivi e percebi.
OLHO DO FURACÃO
Como eu queria estar escrevendo sentimentos bons, mas a vida me trouxe aqui, para mais uma reflexão um tanto quanto avassaladora, com a qual talvez muita gente se identifique. Meu sentimento agora, eu diria que é deveras triste e solitário, mas dizem por aí que as melhores escritas vêm de dias cinzentos. Sendo assim, olho pela janela e me pergunto: por que as pessoas têm tanto medo? Por que insistem em se esconder atrás dele, a ponto de não estarem dispostas a viver?
Pois bem, todo ser humano desta Terra tem medo; todo mundo, sem exceção, sente, já sentiu ou vai sentir esse sentimento, e está tudo bem, é a coisa mais natural do mundo. Mas agora é que vem o problema: muita gente por aí perde a chance de sentir, fazer e experimentar por causa do pânico.
Tomemos como exemplo uma estação de trem e uma pessoa com um destino predeterminado. Se esse indivíduo não estiver na hora e no momento corretos, corre o risco de perder o trem. Chegando atrasado, pode ser que tenha a sorte de ele também estar fora do horário de partida, o que é uma rara exceção. No pior cenário, aquele que é o mais provável, infelizmente ele terá de esperar sentado no banco o próximo trem passar, porque nenhum maquinista espera ninguém infinitamente. Mas será que esse novo trem vai levá-lo ao mesmo destino? Provavelmente não, e talvez o primeiro nunca mais volte à sua estação.
Nesse compasso de espera, criam-se as desculpas para o atraso. E sim, de fato, algumas coisas está tudo bem perder, mas deixar ir tudo e qualquer coisa por se esconder atrás do medo de embarcar? O preço, no futuro, pode ser alto demais. Como eu disse anteriormente, todo mundo tem medos, mas há quem esteja disposto a enfrentá-los. Quem realmente quer, tenta, continua, persiste, dá um jeito. Por mais impossível que seja alcançar aquele vagão, por mais pedras que haja no caminho, por mais árdua que seja a caminhada, quem quer, vence! Mas aí vem a pergunta: o que eu faço com meus medos, inseguranças e traumas? Coloca no bolso e vai. Enfrenta, seja corajoso, não deixe passar a oportunidade da tua vida por causa de um sentimento desses.
Entretanto, a vida é difícil mesmo; é uma batalha diária, não é um conto de fadas para ninguém. O meu conselho para mim, para você, leitor, e para qualquer pessoa deste mundo é: viva, arrisque, permita-se sentir, mas não espere estar pronto para tudo, não espere o momento ou a fase certa da vida. Experimente tudo em meio ao caos da rotina, do mundo; enfim, vista o arquétipo do louco e vai para cima. Se não for no meio do olho do furacão, então nunca vai ser. Caso contrário, a vida cobrará o preço por meio do arrependimento, que pode não ter mais volta. Então, se prefere ficar seguro, fique; quem não sai da zona de conforto não muda a vida nem para melhor, nem para pior. Na minha visão, prefiro passar pelo medo da mudança, mesmo que isso pareça infinitamente difícil — porque é, eu sei que é —, do que ficar estagnada em um só lugar pelo resto da minha existência. O não dar certo vira experiência e história para contar; é disso que precisamos: bagagem. Que graça tem a vida sem enfrentar aquilo que tanto tememos? No final, o maior fracasso não é tentar e dar errado, e sim deixar o medo decidir por nós mesmos.
RECALCULANDO ROTA
Cá estou eu novamente, sentada em minha cama, olhando para o infinito, em uma sexta-feira à noite. Você deve estar se perguntando: o que uma jovem de 17 anos está fazendo em casa em um dia desses? Deveria estar, no mínimo, em uma "baladinha" qualquer. A minha resposta será um tanto avassaladora, talvez assuste muita gente por aí, mas é como me sinto de fato: diferente.
Já fui de sair muito, ter diversos amigos, paqueras, risadas, momentos bons, mas tudo mudou quando meu GPS interno recalculou a rota da minha vida. Comecei a ler, praticar muitos esportes, estudar, espiritualizar-me, focar muito mais em mim mesma. E meus amigos? Eu ainda os tinha, claro, mas de forma cada vez mais distante. Os interesses não se encaixavam mais; enquanto as conversas giravam em torno de quem ficou com quem, eu queria estar falando de livros, futuro, oportunidades e desejos puros. Para mim, não faziam sentido todas aquelas falas e, no fim, acabei sendo rejeitada por ser muito diferente. Não os julgo. Talvez eu sempre tenha sido dessa forma, mas me escondia atrás de uma pessoa que não tinha nada a ver comigo para ser aceita como uma adolescente normal em uma sociedade rasa. De fato, uma hora ou outra eu mesma iria me distanciar.
Tive de aprender a lidar com a solidão na marra, mas, com o tempo, isso virou solitude, o que é deveras diferente. Aprendi muito nesse meio-tempo. Entendi que nossa própria companhia é a que mais importa. Mas agora cheguei a uma fase da minha vida em que eu gostaria tanto de ter um grupo de amigos. E, afinal, onde vou encontrá-los? Não me encaixo em lugar nenhum. Um exemplo são os amigos que tento fazer no esporte. Descobri algo muito estranho aos meus olhos: só é seu parceiro enquanto você apresenta um desempenho inferior ao dele. Sim, eu sei, é triste.
Às vezes, tenho a impressão de que a vida virou uma disputa para ver quem é mais orgulhoso, quem tem o ego mais inflado, quem menos dá o braço a torcer. Esse é o valioso, dizem os idiotas. Aí é que eu quebro a cara. Para mim, amizade, relacionamento ou qualquer coisa que envolva o outro envolve empatia. E, quanto mais eu me importo com o sentimento dos outros, mais eu me machuco, mais pedradas levo e mais distante eu me torno.
E, se entrar no campo dos relacionamentos amorosos, aí desaba tudo. Sempre, em minha vida, eu fui um quase e nunca uma certeza. Não que eu tenha tido muitas oportunidades, mas, quando acontecia, era assim. Quando, de certa forma, me isolei do mundo, como diz meu pai, "foi o boi com a corda" de vez. Se me perguntar se sou seletiva, a resposta é óbvia: muito. Mas sei que ninguém é perfeito. Tem uns que chegam e, só de olhar, eu penso: "Não têm nada a ver comigo". Querem só rolo, "passar na cara", não pensam em construir algo maior. E há outros que, ao meu ver, seriam perfeitos, coisa rara de acontecer. E, quando acontece, na minha cabeça daria super certo, mas, aos olhos do outro, é impossível. Talvez o problema seja eu, uma pessoa que pensa demais, planeja demais, sente demais, ou talvez eu esteja em um mundo raso demais. Já nem sei mais o que pensar, realmente.
Pergunto-me todos os dias quando voltarei a ser um pouco mais normal, a ser aceita novamente, a socializar com facilidade, quando finalmente terei um namorado. Penso que possa estar destinada à solitude eterna. Apesar de tudo, no fundo eu a prefiro, mesmo doendo demais. Só quem passa por isso sabe.
Penso que boa parte da minha geração vive em torno somente de festas, bebidas, baladas, drogas e redes sociais. Nem falarei das indumentárias; complica demais. Como posso me encaixar nisso? Será possível não existir ninguém parecido comigo? Óbvio que existe, mas minhas esperanças, no momento, estão desvairadas. E, enquanto não encontro as pessoas certas para caminhar ao meu lado, continuo olhando para o infinito, ou melhor, escrevendo crônicas em uma sexta-feira à noite qualquer.
Eu acredito ainda que as pessoas especiais, assim como eu sou especial ainda conseguem ver seus avós que estiveram presentes na vida deles ou delas, assim como eu tenho contato com meus avós por parte de pai e mãe, a Leny e a Claudina com meu avô Odilon também falecido nisso até hoje me dizendo coisas positivas na mente, parecendo a novela Quem Ama Cuida da Globo, mas para um foco diferente para meu caso: fazer a vida andar nos momentos mais pesados dela.
Querido Deus! Hoje eu acordei como sempre agradecida. Estou saudável! Estou viva! Estou pronta para o novo dia que amanhece. Ajude-me a vive-lo dentro de teus princípios. Ajude-me a compreender possíveis dissabores, inevitáveis contratempos. Ajude a me sentir feliz na alegria do próximo, no contemplar a perfeição da vida ou na arbitrariedade. O Senhor é meu guia e conhece meus anseios.
É na força da Tua graça sempre presente em mim, também desejo a todos meus amigos um dia especial, transbordante de conquistas e muita produtividade.
BOM DIA, minha gente amiga! Deus esteja contigo, hoje é sempre!
edite/ abril de 2016
ORAÇÃO DE DAVI
1 Ó Senhor Deus, eu te agradeço
de todo o coração;
diante de todos os deuses eu canto
hinos de louvor a ti.
2 Por causa do teu amor
e da tua fidelidade,
eu me ajoelho
virado para o teu santo Templo
e dou graças a ti.
Pois tens mostrado que o teu nome
e as tuas promessas
estão acima de tudo.
3 Quando te chamei, tu me respondeste
e, com o teu poder, aumentaste
as minhas forças.
4 Ó Senhor Deus, todos os reis da terra
te louvarão
quando ouvirem falar das tuas promessas.
5 Eles cantarão a respeito das coisas
que tu, ó Senhor, tens feito,
pois grande é a tua glória.
6 Tu estás lá nas alturas,
mas assim mesmo te interessas
pelos humildes,
e os orgulhosos não podem se esconder
de ti.
7 Quando estou cercado de perigos,
tu me dás segurança.
A tua força me protege
do ódio dos meus inimigos;
tu me salvas pelo teu poder.
8 Tu cumprirás tudo o que me prometeste.
O teu amor dura para sempre,
ó Senhor Deus.
Não abandones o trabalho
que começaste.
Eu queria que o mundo parasse...
Eu queria que o mundo parasse
e eu aqui pudesse ficar, quietinha, enroladinha no meu canto a pensar...pensar...
Eu queria que o mundo parasse até que eu pudesse
tudo resolver sem mais sofrimentos , traumas, ansiedades e agonias...
Eu queria que o mundo parasse...
São tantas ideias, tantos pensamentos, alguma ousadia...
Que penso que vou explodir...
Eu queria que o mundo parasse ou até que eu voltasse no tempo
Assim enroladinha , estaria bem protegida no ventre materno
E é assim por uns segundos que penso estar..
Mas a dor no peito é tamanha, não dá para fugir da realidade
Realidade cruel que machuca, deprime e humilha
Por que a vida tem que ser assim?
Onde mais se pensa que vai encontrar amor
o que se encontra é frieza, indiferença, sarcasmo
e por que não dizer palavras ferinas
palavras que ainda retinem em meu ouvido
mesmo que não tenham sido proferidas, mas escritas.
Ah, como eu quisera apagar esse momento
Queria que o mundo parasse
não para eternizar esse momento
mas poder me estruturar melhor
Poder, quem sabe, achar uma fórmula mágica
e tudo resolver, assim miraculosamente
E quando acordar do sono mágico, poder ouvir :
Eu te amo!Você é minha mãe! Perdoe!
Eu queria que o mundo parasse
e tudo terminasse
num forte e afetuoso abraço !
autora : edite lima
"A maior fonte de felicidade que há na vida, é saber que alguém nos ama; que nos ama pelo que somos ou, melhor, que nos ama apesar do que somos."
(Victor Hugo)
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