Por Voce eu Pegaria mil vezes

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No calor do seu abraço, eu encontro a paz que preciso. Fica comigo, pois o nosso amor é a coisa mais linda que já aconteceu na minha vida.

Eu reconheço o abismo de onde saí e as quedas que levei, mas hoje estou de pé. A vida é dura, mas graças a Deus fui mais forte que o vício. Me libertei do cigarro e do álcool sem precisar da ajuda de igrejas hipócritas; minha fé é direta com o Criador e minha força veio da minha própria vontade de viver.

Olhe para nós agora, tentando reviver o passado em corações que ainda se procuram. Eu disse que estávamos terminados, mas a vida me mostrou que não sei viver sem você. O que restou foi esse sonho de te ter de volta.

O seu 'eu' do futuro vai te agradecer por não ter desistido hoje.

Não existe preço que eu não pagaria, nem sacrifício que eu não faria, para ter o privilégio de te amar de perto mais uma vez.

Sempre que me deito, a saudade vira companhia. Eu sinto uma vontade absurda de ouvir sua voz agora, mas o receio de te incomodar acaba falando mais alto que o meu coração.

A solidão é um inverno que eu não sei enfrentar sozinho. Me tira desse chão e me faz morada no seu coração.

O nosso amor é lindo, e o que eu mais gosto nele é a forma como a gente se cuida e se transborda todos os dias.

Eu nunca tive muito senso de direção e o mundo sempre me pareceu grande demais, mas descobri que não me importo de estar perdido, desde que todos os meus caminhos errados acabem em você.

Dizem que quem está perdido procura o caminho de casa. Engraçado... eu continuo sem mapa, mas pela primeira vez, não sinto mais pressa de ser encontrado por mais ninguém.

Dói saber que eu fui o último a soltar a corda, mas não dava para continuar segurando sozinho algo que você já tinha abandonado faz tempo.

Eu aqui de novo neste quarto, com medo da tempestade lá fora.
Parece que o tempo não muda muita coisa.
Me lembrei… eu já estive aqui antes.
Como que eu faço pra sair?
Será que um dia eu vou sair daqui?

Vem, meu anjo. Eu chamo no silêncio que me veste,
Não com a voz, mas com a dor que me consome.
Sou um naufrágio à espera da maré celeste,
E em cada lágrima, sussurro o teu nome.
​O amor que arde em mim não é brasa, é ruína;
Um fogo que devora, mas não aquece.
Se és a salvação, por que a sorte é tão mesquinha
E me oferece o céu apenas quando anoitece?
​Eu te construí no altar da minha insônia,
Um relicário de promessas e prantos,
E agora, sem teu toque, sou só a autonomia
De um coração quebrado em mil recantos.
​Vem, meu anjo, venha me salvar da queda
Que me separa do calor do teu abraço.
Sou o drama vivo, a tela despedida,
Que implora pelo brilho do teu traço.
​Chega de manso e rasga esta mortalha de saudade.
Pois sem o teu olhar, sou apenas sombra fria;
A melancolia veste o manto da verdade:
Viver é te esperar em eterna agonia.

Eu deveria ter pensado bem antes de te deixar ir embora da minha vida.
Essa frase ecoa, fria e cortante, na escuridão da alma.
Atrás de mim, só resta o deserto da saudade infinita,
E o silêncio pesado de uma história agora póstuma e calamitosa.
Se eu soubesse que a ausência era esta dor que me devora,
Este vazio abissal que engole o ar e a esperança,
Teria amarrado o teu passo, implorado para que não fosses embora,
Teria trocado meu orgulho pela tua última e derradeira confiança.
Fui tolo, fui cego! Pensei que o amor era um rio manso
Que esperaria meu regresso, que jamais secaria a fonte.
Mas o rio levou-te, e o que resta é este corpo imenso
Navegando à deriva, sem velas, sem bússola, sem horizonte.
Oh, a ironia cruel do tempo que não volta e que me castiga!
Cada batida do meu peito é um martelo a cravar a verdade:
Eu te deixei ir, e agora a solidão é minha única amiga,
Uma amante fria vestida de eterna e lúgubre saudade.
Volta! Por favor, volta! Não importa que seja em sonho, em vulto, em bruma!
Pois este coração que te ofereço jaz quebrado, inútil, e sem luz.
Eu deveria ter pensado bem... E por não ter pensado, o meu mundo ruiu em suma.
E o meu castigo é viver para sempre à sombra da minha própria, terrível cruz.
Sinto muito pela dor que inspirou seu pedido. É uma emoção muito profunda.

Hoje, revisando os versos coisas que escrevi pra ti, percebo que muito do que dizia, do que eu sentia, diz muito mais sobre mim do que sobre você.


Foi triste te ver partir.
Mas creio que aprendi muito e acredito que vou cuidar mais de mim.


Se um dia você decidir voltar, espero que eu possa a porta abrir e, ao te ver diante de mim, reconhecer que eu posso, sim, viver sem ti.


Porque de ti, alguns pedaços ainda existem em mim,
e talvez seja justamente isso que se torne tão difícil.


Você não ficou,
mas alguma parte de você ficou em mim.

Eu achava que seria diferente, sabe?
Que iriam me olhar da mesma que enxergam os outros, que enxergam a opinião dos outros,
Mas eu sempre fui assunto de pautas exageradas, sempre fui um descaso pras pessoas, como se eu fosse um peso, como se meu silêncio fosse desagradável, como se a minha desistência de tudo e de todos incomodasse, às vezes me sinto em uma bolha, não respiro e nem sinto, eu queria ser um tubarão, sabia que tubarões são como humanos ansiosos? Eles parecem ser tão agressivos, mas eles são frágeis, se formos ver...só querem sobreviver no meio de uma imensidão profunda, eu poderia ser um leão, mas mesmo assim eu seria solitário, eu poderia ter tudo que eu quisesse, mas uma hora ou outra eu iria cair como um homem fraco que só pensa em si mesmo em todas as ocasiões, aprendi comigo mesmo que não podemos confiar, mas cada vez eu insistia, eu insisto em tudo...pois acho que é assim que se resolve, insistindo como louco, como um desastrado infame da vida, do desastre ocupacional, odeio quando falam que sempre fui uma criança brincalhona, nunca, eu só queria atenção, eu tentava ter carinho, eu barganhava o afeto, mas acho cômico que poderia ter tido aquilo tudo de qualquer pessoa da rua, que eu poderia cumprimentar qualquer vizinho da rua que iria preencher o vazio que minha própria família não concluiu.
Ao mesmo tempo, sinto que pareço o gato de botas, engraçado não? Tão destemido, insistente na vitória, cego por achar que deveria vencer em tudo, por achar que poderia vencer de qualquer batalha, de qualquer briga, mas no final, é só um gato ansioso...
Me sinto como Napoleão Bonaparte, independência ou morte, mas no meu caso? Eu escolheria a plena morte no resplendor da própria bandeira insignificante que carrego
É tão vazio por dentro que não me encontro, me sinto caindo... é estranho como esqueci do meu passado, não consigo me enxergar e nem me ver como aquela criança, aquele rosto inocente

Eu a amo, daria minha vida por ela. Poderia ser por velas queimadas, queria me mergulhar naquele mar flamejante... Aqueles olhos que me seguram, assim como um guindaste prestes a se arrancar. Poderia correr atrás dela por quilômetros, queria ter sido aquela flecha que acertou teu coração. Mas não escolho teu anjo caído, meu escolhido era o morto. Meus ossos te mostram meu coração ainda batendo, se eu pudesse me levantar...

Eu me queimaria em silêncio só para não apagar a tua luz. O peito meu pesa como ferro antigo derretido, mas basta um olhar teu para o mundo parar de girar... Se a dor é o preço de te ter por perto, aceito ser cinza só para continuar nos teus passos....

Se o teu coração também me chama, eu não sei. Mas o meu continua respondendo apenas ao teu nome.

Eu até pensei em me vingar, mas desisti quando percebi que a minha liberdade e a minha paz valem ouro, e nada neste mundo vale o preço de perdê-las.