Por Voce eu Pegaria mil vezes

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Os afectos podem às vezes somar-se; subtrair-se, nunca.

Crianças precoces e velhos imaturos há bastantes em certos estados em que o mundo por vezes se encontra.

É por vezes mais fácil formar um partido do que ascender, pouco a pouco, à chefia de um outro já formado.

Muitas vezes a fortuna saúda-nos sem obter resposta; muitas vezes, porém, saudamos a fortuna sem ela nos responder.

A boa sorte dos homens é muitas vezes o maior inimigo que possam ter, pois frequentemente os transforma em seres maus, levianos, insolentes. Porém, é mais difícil para um homem resistir a ela do que às adversidades.

A covardia preserva frequentes vezes a vida.

Muitas vezes parece que o diabo bate à nossa porta, mas é simplesmente o limpa-chaminés.

Os nossos atos só aparentemente são efémeros. Por vezes, as suas repercussões perduram por séculos. A vida do presente tece a do futuro.

Muitas vezes, todos nós... acreditamos mais nas opiniões alheias do que nas nossas.

Muitas vezes é preciso mais coragem para enfrentar as futilidades do que para lutar contra abusos graves.

Muitas vezes é preciso mudar de opinião para permanecer sempre no mesmo partido.

Os homens em revolução têm muitas vezes mais a recear dos seus êxitos do que dos seus reveses.

A troça é muitas vezes pobreza de espírito.

Não poderás vencer a morte. Mas impõe-lhe a vida como um bandarilheiro e verás que muitas vezes ela marra no vazio.

A nossa razão torna-nos por vezes tão infelizes como as nossas paixões; e pode dizer-se do homem, quando isso acontece com ele, que é um doente envenenado pelo próprio médico.

Os carácteres mais sociáveis são, às vezes, aqueles que menos dignidade possuem.

Por vezes a mentira exprime melhor do que a verdade aquilo que se passa na alma.

Há por vezes tolos com graça, mas nunca com juízo.

Desempenhar bem os grandes empregos depende muitas vezes mais das circunstâncias que dos homens.

Não adoro o passado
não sou três vezes mestre
não combinei nada com as furnas
não é para isso que eu cá ando
decerto vi Osíris porém chamava-se ele nessa altura Luiz
decerto fui com Isis mas disse-lhe eu que me chamava João
nenhuma nenhuma palavra está completa
nem mesmo em alemão que as tem tão grandes
assim também eu nunca te direi o que sei
a não ser pelo arco em flecha negro e azul do vento

Não digo como o outro: sei que não sei nada
sei muito bem que soube sempre umas coisas
que isso pesa
que lanço os turbilhões e vejo o arco íris
acreditando ser ele o agente supremo
do coração do mundo
vaso de liberdade expurgada do menstruo
rosa viva diante dos nossos olhos
Ainda longe longe essa cidade futura
onde «a poesia não mais ritmará a acção
porque caminhará adiante dela»
Os pregadores de morte vão acabar?
Os segadores do amor vão acabar?
A tortura dos olhos vai acabar?
Passa-me então aquele canivete
porque há imenso que começar a podar
passa não me olhas como se olha um bruxo
detentor do milagre da verdade
a machadada e o propósito de não sacrificar-se não construirão ao sol coisa nenhuma
nada está escrito afinal