Poetas Brasileiros
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Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima, e sofre, e sua!
Olavo Bilac
Antologia de poesia brasileira - Realismo e Parnasianismo. São Paulo: Ática, 1998.
Nota: Trecho do poema A um poeta.
...Mais Sei só até onde sou,
contemporânea de mim.
Ferreira Gullar
Toda Poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2021.
Nota: Trecho do poema Reflexão.
...Mais É em mim que tenho de criar esse alguém que entenderá.
No silêncio das noites soluçam as almas pelas torneiras das pias.
A educação visa a melhorar a natureza do homem, e isto nem sempre é aceito pelo interessado.
Eu queria uma liberdade olímpica. Mas essa liberdade só é concedida aos seres imateriais. Enquanto eu tiver corpo ele me submeterá às suas exigências. Vejo a liberdade como uma forma de beleza e essa beleza me falta.
Era finalmente o natural viver sozinha.
A realidade precisava da mocinha para ter uma forma.
Seu coração faminto dominou desajeitado o vazio.
A esperança era o meu pecado maior.
Clarice Lispector
A legião estrangeira. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Nota: Trecho do conto Os desastres de Sofia.
...Mais Sentimentos são água de um instante.
Clarice Lispector
A legião estrangeira. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Nota: Trecho do conto A legião estrangeira.
...Mais Os infelizes se compensam.
A tímida e voraz curiosidade pela alegria.
Clarice Lispector
Para não esquecer. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Nota: Trecho da crônica O passeio da família.
...Mais Seu corpo também reclama direitos.
De algum modo já aprendera que cada dia nunca era comum, era sempre extraordinário. E que a ela cabia sofrer o dia ou ter prazer nele.
Clarice Lispector
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
Um nome para o que eu sou, importa muito pouco. Importa o que eu gostaria de ser.
Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Nota: Trecho da crônica O que eu queria ter sido.
...Mais Esta noite – é difícil te explicar – esta noite sonhei que estava sonhando. Será que depois da morte é assim? O sonho de um sonho de um sonho?
Mau é não viver, só isso. Morrer já é outra coisa. Morrer é diferente do bom e do mau.
É preciso que você reze por mim. Ando desnorteada, sem compreender o que me acontece e sobretudo o que não me acontece.
Clarice Lispector
A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.
Nota: Trecho da crônica Mário Quintana e sua admiradora.
...Mais Viver afinal não passava de se aproximar cada vez mais da morte.
Clarice Lispector
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
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