Poetas Brasileiros

Cerca de 4283 frases e pensamentos: Poetas Brasileiros

⁠Não é o grau que separa a inteligência do gênio, mas a qualidade.

Clarice Lispector
Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
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⁠Sei que sou inteligente e que às vezes escondo isso para não ofender os outros com minha inteligência.

Clarice Lispector
Onde estivestes de noite. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.

Nota: Trecho do conto A partida do trem.

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⁠Toda história é remorso.

Carlos Drummond de Andrade
Antologia poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.

Nota: Trecho do poema museu da inconfidência.

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⁠Para mim o poeta não é essa espécie saltitante que chamam de Relações Públicas. O poeta é Relações íntimas. Dele com o leitor.

Mario Quintana
Steen, Edla van. Viver e escrever. v. 1. Porto Alegre: L&PM, 2008.
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⁠Poeta é ser ambicioso, insatisfeito,
procurando no jogo das palavras,
no imprevisto do texto, atingir a perfeição inalcançável.

Cora Coralina
Vintém de cobre: meias confissões de Aninha. São Paulo: Global, 2012.

Nota: Trecho do poema O poeta e a poesia.

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⁠Os verdadeiros poetas não leem os outros poetas. Os verdadeiros poetas leem os pequenos anúncios dos jornais.

Mario Quintana
Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006.
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⁠E eis que, tendo Deus descansado no sétimo dia, os poetas continuaram a obra da Criação.

Mario Quintana
Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006.
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⁠Tudo já está nas enciclopédias e todas dizem as mesmas coisas. Nenhuma delas nos pode dar uma visão inédita do mundo. Por isso é que leio os poetas. Só com os poetas se pode aprender algo novo.

Mario Quintana
Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006.
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⁠A magia das palavras num poeta deve ser tão sutil que a gente esqueça que ele está usando palavras.

Mario Quintana
Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006.
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⁠A função do poeta não é explicar-se. A função do poeta é expressar-se.

Mario Quintana
Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006.
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⁠Um poeta deve escrever como se fosse o último vivente sobre a face da Terra.

Mario Quintana
Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006.
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⁠Eles passarão
Eu passarinho

Inserida por mi_v_t_

Poema sujo⁠

“Sobre os jardins da cidade
Urino pus. Me extravio
Na Rua da Estrela, escorrego
No Beco do Precipício.
Me lavo no Ribeirão.
Mijo na Fonte do Bispo.
Na Rua do Sol me cego,
Na rua da Paz me revolto
Na Rua do Comércio me nego
Mas na das Hortas floresço;
Na dos Prazeres soluço
Na da Palma me conheço
Na do Alecrim me perfumo
Na da Saúde adoeço
Na do Desterro me encontro
Na da Alegria me perco
Na Rua do Carmo berro
Na Rua Direita erro
E na da Aurora adormeço”

Inserida por wbrit

⁠Detesto que esperem por mim. Não é por delicadeza ou por medo de desapontar. É que alguém esperando por mim é um medo de não se estar só.

Clarice Lispector
Caderno “Estar mortas ou ser o mar”.
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⁠Fiquei de novo diante de mim, boba. Não sei o que fazer. Que sou? Realmente, não posso nem de longe escrever como escrevo. Ou deixo definitivamente de escrever ou escrevo de outro modo. Não posso ficar em arabescos. Se eu não tenho mais nada a dizer, que eu morra.

Clarice Lispector
Caderno “Estar mortas ou ser o mar”.
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⁠Eu não quero ser eu só porque tenho um eu próprio. Eu quero é a ligação extrema entre a terra do Brasil e eu.

Clarice Lispector
Caderno “The question is”.
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⁠Além do mais, o homem que sou, tenta em vão inquieto acompanhar os meandros bizantinos de uma mulher, com desvãos e cantos e ângulos e carne fresca – e de repente espontânea como uma flor.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.
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⁠Eu sou uma mulher objeto e minha aura é vermelha vibrante e competente.

Clarice Lispector
Um sopro de vida. Rio de Janeiro: Rocco, 2015.
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⁠Mulher nasce mulher desde o primeiro vagido.

Clarice Lispector
A hora da estrela. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
Inserida por pensador

⁠E ali estava a mulher, de pé, o mais ininteligível dos seres vivos.

Clarice Lispector
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.
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