Poeta Viver Sozinho Solidao

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Sou poeta em atos, não muitas vezes em palavras.

Desafios e confrontos da vida na ótica de um poeta
O tempo passa os desafios aparecem e juntamente com eles os confrontos. No entanto, para permanecer, há necessidade de saber como lidar e enfrentar estes percausos da nossa existência no teatro da vida. Há filhos que desafiam e confrontam seus pais, há pais que desafiam e confrontam seus filhos, há alunos que desafiam e confrontam seus professores, há professores que desafiam e confrontam seus alunos, há ovelhas que desafiam e confrontam seus pastores, há pastores que desafiam e confrontam suas ovelhas, há cidadãos que desafiam e confrontam seus governantes, há governantes que desafiam e confrontam seus cidadãos, há nações que desafiam e confrontam suas organizações, há organizações que desafiam e confrontam suas nações..., há lagos que desafiam e confrontam os homens, há homens desafiam e confrontam os mares, há mares que desafiam e confrontam os observadores, há observadores que desafiam e confrontam os tornados, há tornados que desafiam e confrontam os tsunamis, há tsunamis que desafiam e confrontam os furacões, há furacões que desafiam e confrontam a inteligência dos cientistas, há cientistas que desafiam e confrontam a sabedoria. Os seres humanos perdem suas vidas para a morte e a morte sobressai nessa existência sob a vida. Há tantos desafios e confrontos, mas não há absorvimento da verdade. O que devemos fazer? Qual passo a ser tomado? Os dias maus nos acometem e com eles vem as dores. A permanência e persistência no sistema, faz com que as pessoas prossigam nos erros. Não desafie e confronte a Deus!

Enquanto houver um poeta no mundo a literatura estará salva,
Mesmo que seja somente a dele que exista.

Sou poeta, sou palhaço.

Sou palhaço quando quero,
Sou poeta sem querer,
Já nasci com esse dom,
Não tem poeta mais bom,
Quando começo escrever

Ser poeta é um dom,
Ser palhaço é profissão,
Nas ruas arranco sorrisos,
Mas nas páginas de meus livros,
Eu desperto a emoção

Minha vida não é fácil,
Mas quem sou eu pra reclamar,
Em cada sorriso que arranco,
Vejo uma folha de palpel em branco,
Pra começar rabiscar

Não gosto de escrever,
Gosto mesmo é de sonhar,
Viajar nas profundezas,
Mas sempre tendo a certeza,
Que meu talento vem de lá

Um talento admirável,
De um palhaço sonhador,
Um guerreiro camuflado,
Com um traje de soldado,
E um coração de escritor

Falo de tristeza,
Mas também falo de alegria,
Sou poeta arretado,
Igual Assis com seu machado,
Que conquistou freguesia

Sou palhaço,
Ou será que sou poeta ?
Fui um palhaço sonhador,
Que se tornou escritor,
Alcançando sua meta.

(Desilusão)

Ser poeta é uma chatice
Incompreendido
Compreende a tudo em redor
Mas não consegue
Se compreender
Solidão de ideias
Quase sempre
vê a poesia sozinho
Vegeta em meio a utopias internalizadas
Caminha de costas
Sozinho
Na contramão
Ninguém quer saber o que senti o poeta
Ninguém quer saber de nada
Que flua do oceano das ideias
Esse papo de ser
Sentir
E blablablá ...
É tão distante
Tão obscuro
Tão platônico
O amor pela poesia.

O poeta é um fingidor.
Mas não há mau em fingir.
Se não tiver liberdade poética,
Pra sobressair a ética,
Das condições do existir.
Me atire a pedra, bem mirada,
O primeiro camarada
Que nunca precisou fingir.
Alguns fingem por ambição,
Outros por educação
Pra driblar situação.
Até dor, faz-se existir.
Meu fingimento é poesia,
Finjo a dor e a alegria,
Finjo enredo, alegoria
Finjo até que outro dia,
A gente possa enfim fingir.

Eu sinto que sou um tanto bem maior...
Mesmo assim, completamente apaixonada pelo poeta estou...

O poeta e o poema

Dói meu poema em mim nos seus dois nascimentos:
sobre o papel, dentre em meu peito.
Ele me investe, á enfrentamento,
demônio feito

essa criança a quem se atira fora, ao lixo,
com tanta raiva e rejeição!
Rapta meus versos, só capricho:
São meus ou não?

Dói meu poema em mim no curso da escritura
pois que não quer minha lição.
Para ele eu sou escória pura:
lesma do chão.

Eu me pergunto quando irei compreendê-lo,
trazendo o ritmo seu comigo.
Tenho rigores ou desvelo
de um cão amigo.

Trata-me qual vilão: para que serve o poeta
se é bom sem ele o verso e a rima?
Eu sou a presença indiscreta:
Risque-se em cima!

Dói-me menos o poema uma vez instalado,
definitivo, bem nutrido,
e o meu humor fica acalmado
ao tê-lo lido.

Aceito-o, ele me aceita: uma doce harmonia
deverá, creio, vir à cena.
Tudo de ambíguo se esvazia:
Que paz serena!

Temos de juntos ir à conquista da meta,
deste vasto universo, ousados
pois o poema e o poeta
estão vedados.

Alain Bosquet
Um dia após a vida, 1984

O poeta é um ser tão egoísta, que mesmo quando ele dedica palavras à alguém, pode estar pensando apenas em si próprio. Ele sabe que soltar as palavras é o “Habeas Corpus” de algumas prisões.

INSPIRAÇÕES DE GENEROS

Ele vive como poeta, recluso,
ela tem jeito de menina,
sonhando quimeras, confusa,
sem saber porque é musa,
nem porque inspira rima,
tendo devaneios em parafuso,

ele sabe exatamente o que quer,
vate de verso pequeno,
escreve por prazer e é pleno,
ela lê, declama e se sente mulher,
ambos crianças na intenção,
moram na mesma constelação,

ele tem o espírito do trovador,
ela é puro recato de donzela,
cora as maças se cortejada,
aumentando seu brilho de fada,
ele sente nela cheiro de canela,
mas no peito o que sente é amor,

ela paira no mundo como colibri,
ele apenas olha, suspira e ri,
foram feitos pra morarem no peito
um do outro, não de outro jeito,
e sem saber se habitam de fato
se amam e se guardam em recato,

ela olhando o céu, se sente pequena,
lá ela sabe, lá se encontra a verdade
o bardo faz o universo apenas da pena
ela não entende como lá ela cabe,
então lê a poesia tal qual uma estrela,
e faz da poesia dele uma tela,

ela sugere à ele a atração abstraída,
que serve de tema aos poemas,
ele provoca na diva frêmitos e arrepios,
e a fazem orbitá-lo em frenesi, distraída
as linhas das odes tem vários temas,
mas sempre a ela voltam em corrupio.

É sinal de fraqueza ser poeta.

Atrás de um grande poeta sempre existe uma grande garrafa de The Macallan.

Deus expulsou Lúcifer dos céus, porque ele era poeta.

Naquele dia triste o poeta só quis um café
E desejou seu coração intacto.

O poeta é o médico das letras!

Na tua ausência eu escrevo poemas para ninguém. Na tua ausência eu sou um poeta de férias.

P O E T A

- ah! Poeta...

que se encanta com as cores das flores
que diz que saudade tem cheiros...
que respinga estrelas nas poças d'água
que faz a lua brilhar numa escura noite.

que se enternece com o sorriso da criança,
lágrima que escorre ao ouvir suave canção,
nostalgia ao lembrar-se momentos da infância
que sente na alma a magia do lusco-fusco.

que faz amor com sua musa na lua que brilha
que sente a chuva cair bem devagarinho
que solta barquinhos de papel na enxurrada,
que traz para nós o arco-íris em festa.

- ah! Poeta!

Um poeta não agride o papel com a caneta, ele repousa o coração no papel

A poesia olhou para o poeta e perguntou:
- Casa comigo? Te dou asas, boa vida e alma lavada.

Alguem me perguntou: você é poeta?..respomdi, não sei, apenas escrevo o que a alma pede e o coração dita.eu faço apenas a parte escrita!!..