Poeta
“O sentimento de ausência de quem amamos, tem mais intensidade do que a presença. Porém, talvez seja justamente a possibilidade da ausência que fortalece a presença. ”
"O que existe (ou se mantem) fora do tempo, é infinito. Mas isso não é imortalidade. O que se mantem dentro do tempo, é finito. Logo, nossa vida é finita, somos meros mortais."
Só busca a felicidade quem não a tem. Contudo, ao encontrá-la, um dia poderá perdê-la, ou seja, na essência da ideia de felicidade, está a angústia da infelicidade. Os infelizes não têm essa angústia.
"Pessoas banais, que carecem de pudor e respeito, deveriam entender que só devem fazer brincadeiras, com as pessoas que se tem certo grau de intimidade e com o consentimento delas "
"Cuidado ao ensinar à seus filhos pequenos, ideologias fechadas ou baseada exclusivamente na fé e nas crenças, pois terá que proibi-lo, em breve, de assistir a TV e abrir o computador"
"As palavras estavam cansadas, deitei na rede da poesia e escrevi poemas sobre sono, sombra e água fresca"
DIA DOS AVÓS
Vovô e vovó, seu dia
Hoje o dia é de amor dobrado
É colo de infinita sabedoria
Nos nossos dengos parceria
Vovô e vovó, aqui destacado
Eles, pelo amor tudo renuncia
Ao inteiro dispor do neto amado
Queridos de um afeto açucarado
Em nossas vidas, acolhedora alegria
Como pode ter tanto amor guardado
Neste duplo coração, uno, de magia
Que levamos na lembrança amainado
Vovós, na proteção duplicada, folia
No seu reino o netinho faz reinado
Deste amor geminado com garantia
Luciano Spagnol
Cerrado goiano
CONFISSÃO
Perdoa, pelos tantos erros perpetrado
Pela omissão que em mim acaso calei
A confissão que na falta não confessei
Num tal medo do ser réu no ser culpado
Perdão, se dos enganos eu pouco falei
Quando o silêncio tinha de ser quebrado
E a confidência na confiança ter selado
Mas, na insegurança a coragem hesitei
Na utopia do outro que era equivocado
Levei a ilusão de que ser manhoso é rei
E que num novo dia novo renascia o fado
Se, cedo ou tarde, confesso que errei
Às tantas palavras, se foram desagrado
Perdoa, a nímia mácula que eu causei
Luciano Spagnol
Julho, final, 2016
Cerrado goiano
SONETO EM DESPEDIDA
Até logo! Aqui ficam férteis momentos
do meu viver. Na lágrima levo a aurora
na bagagem o mundo, vou-me embora
o abrigo que cá havia, agora lamentos
Na memória a saudade em penhora
se foi inglória, porque tive detrimentos
e é nas perdas que tem ensinamentos
e vitórias na vida, basta, é hora agora
Nesta mais uma passagem, portentos
vim com amor, e vou com amor afora
tento no coração bons sacramento
Sigo, para trás fica o tempo outrora
o céu claro são alvos adiantamentos
Goiás, despeço-me, a gratidão chora
Luciano Spagnol
Agosto de 2016
Cerrado goiano
