Poeta
SEM RAZÃO
Então, já depois de tanto
Chora saudade esse amor da gente
Que ansioso ainda busca
Nos encontrar...
Já cantamos canções
Displicentes
E os corações ainda se ofuscam
Sem liberdade
P’ra o nosso amor cantar...
Estranha essa nossa forma
De nos sentir tão perto
Se longe nos sentimos
Com tanta dor
Buscando o sorrir ingênuo do amor
Com tanto amor...
Derramamos lágrimas tão ocultas
Por tanto fizemos planos
Paixões já nos foram muitas
Mas, desencontrado
Nosso amor num sentir tão longe
Ainda se esconde, lado a lado...
A árvore da vaidade é muita alta, porém cuidado com a queda, pois o solo não é acolhedor.
(Amante da Liberdade)
ÚLTIMO VERSO
Por versos, eu te compus, amor!
Por amores verdadeiros, puros...
E te acabei na solidão, eu juro
Que ingênua não será mais essa dor.
Será qual o teu céu de esplendor,
Como a cor dos mamais maduros,
Será como os fantasmas, conjuro,
E da paixão ríspida por uma flor.
Jardins de florais altaneiros, leve,
Branco como um inverno em neve
Será este meu vazio na escuridão...
E nas noites plenas dos teus prazeres
Não ouvirás por melodias, dizeres
Os meus versos de amor e de ilusão!
Constelação Perfeita
Oh que saudade que sinto
Do tempo vivido
Do eu e você.
A saudade no peito me rasga
Essa dor malvada
Só de te querer.
Fico olhando pro nada
Imaginando nas páginas
Que poderíamos escrever.
Mas que agora são páginas em branco
Sem nenhum encanto
Sem eu, sem você.
Mesmo distante nunca o esquecerei
Minha estrela escondida
Para o sempre levarei.
Seja feliz
Pois isso é o que importa
Mesmo com essa saudade mórbida
Também estarei.
Se estiveres feliz
Assim também ficarei.
Só assim ei de me confortar
E para sempre vou lembrar
De você
Minha constelação perfeita.
Tempo, tempo, tempo
O mestre da vida
Que deixa perdido
Esse ser no meio da imensidão.
Vem sendo uma questão complexa
Essa sua demasiada pressa
Como algumas partes da vida
Que passa despercebida ou vivida em vão...
Simples e belas são as borboletas
Não importa se vermelhas, brancas ou violetas
De que importa a cor? O diferente é fascinante
Com sua beleza extasiante.
Saindo de mim
Voar pra longe de si mesmo
De vez em quando é preciso
Pensar um pouco a esmo
Acho que uma borboleta me falou isso.
Esse seu bem-dizer
Tornou-se meu bem-querer
Um novo pensamento
Para quando deitado ao relento
Ajude-me a viver.
Seguir em frente é preciso
Olhar para trás é um prejuízo
Sempre escutei dizer.
Frases apenas faladas
Por outrem que não vive de você.
A vida pode ser um caminho longo
Que se alonga quando não se sabe o que fazer
Mas esse caminho longo
Tornou-se por si um sonho
Sonhar me ajuda a viver.
Vou tomar um porre de tempo
Deitar-se ao relento
Sair um pouco de mim
Não se preocupe se por um acaso
Sumir um pequeno poeta
Estarei à procura dele
Para que me ensine a sonhar.
Foi-se uma parte de mim
Ficou-me uma parte de ti
Não faço ideia para onde
Mas sei que preciso seguir...
Não sei por que insisto
Sei que esse teu riso
Possui um motivo
Que infelizmente não sou eu...
[...]
No fundo sei, mas disfarço
Sou aquele velho perdido
Sonhador nato.
Aquele que nunca desiste
Que cansa, mas persiste
Enfim, o louco poeta apaixonado.
Resolvi sair por aí.
Perguntaram-me se eu procurava você.
Em outros tempos até poderia ser
Mas hoje só estou à procura de mim.
Ama-me ou odeia-me pelo que eu seja e não pelo que tu queiras que eu signifique.
Amante da Liberdade
