Poesias Tristes
Ao pé do túmulo
Eis o descanso eterno, o doce abrigo
Das almas tristes e despedaçadas;
Eis o repouso, enfim; e o sono amigo
Já vem cerrar-me as pálpebras cansadas.
Amarguras da terra! eu me desligo
Para sempre de vós... Almas amadas
Que soluças por mim, eu vos bendigo,
Ó almas de minh’alma abençoadas.
Quando eu d’aqui me for, anjos da guarda,
Quando vier a morte que não tarda
Roubar-me a vida para nunca mais…
Em pranto escrevam sobre a minha lousa:
"Longe da mágoa, enfim, no céu repousa
Quem sofreu muito e quem amou demais".
Lembro de dias tristes aonde cada minuto era um fardo e cada hora uma dor sentida
Dias em que viver era somente suportar o sofrimento
A luz da aurora e o brilho das estrelas não me tocavam
Caminhava cabisbaixo por trilhas escuras e lugares sem cor
Hoje estes dias ficaram somente na memória das coisas que merecem ser esquecidas
Hoje eu vivo por você
A ti entreguei meu coração
A ti confiei as chaves
Neste gesto deposito a esperança de que a vida voltará para mim
E assim poderei, ao seu lado, sorrir novamente para o mundo
Esquecendo o medo da decepção
Repelindo a angústia da desilusão
Pronto para fazer do seu desejo meu maior prazer
As luzes tristes da cidade
Debaixo de um poste
De luz amarelada
A qual mal iluminava o próprio entorno
Numa rua sem saída, escura e úmida
Morria aos poucos de fome mais um morador de rua
Esse é um de tantos outros cantos tristes escondidos na selva de concreto e aço
A qual não sede espaço pra esperança
Aqui mora um milhão de milhares de pessoas
Sem perspectiva de futuro
Sobre as luzes tristes dessa cidade faço meu nome, não pertenço a lugar nenhum
E ao mesmo tempo sou de todos os lugares
Sigo firme
Pois
Assim são
Os cantos iluminados
Pelas tristes luzes dessa cidade
Não tenho certeza do futuro
Não sei se tem algo nesse mundo
Não quero sair no escuro
Tenho medo deste mundo
Imundo
Naquela rua morreu um senhor
Naquela outra, mora um senador
No final nenhum dos dois tem valor
Aos bairros nobres desejo boa sorte
As favelas desejo que Deus tenha pena
Para que eles vivam e prosperem a cada dia
Pois aqui, não existe piedade
Sobre as luzes cruéis e tristes da cidade.
Em meio à solidão, os doidos encontram novos mundos, os tristes descobrem a profundidade da emoção, e os poetas tecem sonhos que nos fazem companhia na escuridão.
@poeticainterstelar
"Temos dias alegres, tristes, chatos e entediantes. Todos com reflexo direto em nosso humor e bem estar.
Ao fim do dia estamos exaustos e famintos por relaxamento e afago.
Sejamos receptivos e atenciosos com o carinho alheio. Às vezes a cura do seu dia está tão perto... Mas nossos olhos estão vedados pela impaciência e ignorância. A oração é sempre bem vinda."
Não eram dias feios
e sim, dias tristes.
De recolhimento
Sem contentamento
A portas fechadas
Chave ao lado de dentro
Ao lado de fora
A natureza intacta
Lhe aguardava contemplar
Com riquezas de detalhes
Que a sua tristeza
não permitiu ir apreciar.
**"Sou um paradoxo vivo.
Gosto de ser feliz, mas vivo invadido por pensamentos tristes.
Queria ser leve, mas me tornei denso — resultado de tudo que me quebrou ao longo do caminho.
Às vezes me faço de frio, de durão, de quem não liga.
Mas a verdade? Eu ligo. E ligo demais.
Me importo com coisas que ninguém vê. Sofro calado. Amo em silêncio.
Mesmo despedaçado, eu ajudo.
Mesmo sem respostas pra mim, tento dar força pros outros.
Mesmo sendo caos por dentro, ofereço abrigo por fora.
Sou feito de extremos:
Sol e tempestade.
Razão e emoção.
Silêncio e grito.
Sou um quebra-cabeça incompleto tentando se montar com peças que a vida levou.
Mas sigo aqui… buscando me entender, me aceitar, me reconstruir.
Não sei por onde começar, mas sei que ainda tô tentando.
E só isso… já diz muito sobre mim."**
As simples luzes de astros tristes
Barcos aportam a mastros ristes
Já outros partem em velas mestras
Buscando terras que inexistem
Divagam em ondas vagarosas
Em vezo evadem suas garrafas
Entonam rezas poderosas
Deflagram então sua desgraça
Perpétua é a ideia de ser livre
Porque promessas não bastaram
Da proa à popa à prosa e verso
De tão imersos se afogaram
Que o vento leve
Que o vento leve todas as recordações tristes da minha vida...
Que todas as coisas que me fizeram mal sejam esquecidas...
Que nenhuma delas encontre em meu peito guarida.
Sepultei-as sem flores... sem lágrimas...
Quero seguir sem sofrimentos pela vida.
Noites serenas... madrugadas plenas.
Novos dias e eu feliz em cena.
Sorriso que não morre.
Doses de felicidades que não sejam pequenas...
Que o vento leve tudo o que fere minh’alma.
Que as cicatrizes sejam apenas leves lembranças
... que não tirem minha paz e minha calma
O que me causou sofrimento, definitivamente, lembrar não vale a pena.
Hora Vil -
Vai alta a madrugada
no raiar da solidão
batem tristes badaladas
no meu pobre Coração ...
Dobram sinos cansados
da minha desilusão,
horas mortas, veladas
guardadas num caixão.
Tumba em que me deito
leito que não mereço
Alma sem jeito
Sonho em que pereço.
Nada mais me resta
nesta hora vil,
poiso a pena de Poeta,
choro e adormeço!
Emoções Diárias -
Pela Estrada caminhamos ...
Tristes ou alegres,
seguros e imberbes
de Esperança nos fazemos!
E onde vamos?! Vamos simplesmente.
Caminhamos e amamos,
ignoramos, ultrapassamos,
construímos e ganhamos!
Mas perdemos também!
Odiamos, perdoamos
- tudo e nada - de onde vem?!
Vem simplesmente ...
E de que vale o que ganhamos
se morremos lentamente?...
Encontro desencontrado -
Não te via há tantos dias
quando tristes nos cruzámos,
passeando pela rua, noite fria,
nem tampouco nos falámos ...
Ao teu lado, outro Alguém,
acompanhava os passos teus!
E nessa hora, intensa, de desdém,
fixaste sem pudor os olhos meus ...
E abrandámos o passar ...
Em silêncio recordámos o Passado
e partimos sem falar ...
Recordei o meu tormento,
solidão que me deixaste
num falso juramento ...
Évora Morta -
Évora morta curvada à solidão,
ruas tristes, tristes ermos, calçadas e janelas
que na dolência, ao passar, ansiando por perdão,
gemem pelas horas a desgraça das vielas …
Évora morta deleitada à solidão
terra seca de melancolia
que o tempo leva pela mão,
na brancura, dia-a-dia …
Évora morta num silêncio que vigia,
num espasmo de quimera
numa noite que inicia … e quase desespera!
Mas quando manhã alta o Sol desponta,
Évora desperta, Évora amanhece,
para logo anoitecer, e voltar a ser, Évora morta!
Cansaço -
Estou cansado dos meus versos
sempre tristes sem sentido,
melancólicos, perversos
de um Coração frágil e perdido!
Estou cansado dos meus versos,
vou rasga-los um a um,
sentimentos controversos
já não quero ter nenhum!
Já não quero a solidão!
Estou cansado dos meus versos,
quero é ter um Coração ...
Ó Senhor que já nem rezo,
põe em mim a tua mão
que estou exausto dos meus versos!
Aos Caidos -
Ando na vida aos caidos
procurando quem resgate
meus olhos tristes, perdidos,
antes que uma noite os mate.
Ando na vida aos caidos
num esperar que é ilusão
soluçando mil gemidos
no pulsar do coração.
Ando na vida aos caidos
procurando quem me entenda
e destes versos proibidos
ter alguém que me desprenda.
E tanta noite perdida
na loucura dos sentidos
tanta gente esquecida
pela vida aos caidos.
Arranhão
E os dias lá se vão
Doidos, corridos
Alegres, tristes
Às vezes deprimidos
Mas é tão bom, em
meio esse intervalo
Silenciar...
Cuidar do coração
Saber que existe
Uma nova estação
Um novo dia
Uma nova vontade
Saudades, verdades
Evolução!
É isso que me mantém
firme nesse chão
Costuro daqui
Remendo dali
Pouco cansada
Desacelero...
Mas lá vou eu
Poema autoria #Andrea_Domingues ©️
Todos os direitos autorais reservados 26/11/2021 às 18:00 hrs
Manter créditos de autoria original _ Andrea Domingues
O mundo deixa-me tão assustado, não por causa dos efeitos climáticos e nem pelos dias tristes que a gente vive, mas sim pelo excesso das pessoas más que nele habitam.
Daniel Perato Furucuto
Rostos tristes e alegres....
uns com glamour e brilho nos dentes...
outros com clamor e brilho nos olhos,devido as acumulações de lágrimas.
Lágrimas que eu também deixo cair de vez em quando, devido as circunstância da vida.
E brilho no dentes que também o dou, quando Deus me abençoa...
Nas noites...
tristes e solitárias
a saudade faz...
visita inesperada,
sem dó...
faz chorar o
coração.
Muitas vezes fico pensando,
Em momentos felizes
e tristes também,
Porém, sigo caminhando,
Da mente sendo refém.
Refém de inseguranças,
Incertezas, ansiedades,
Que à outros olhos são bobeiras,
Porém, meras verdades.
Momentos como à noite
Sempre me fazem refletir,
Se devo continuar
Ou se é melhor desistir,
Mas mesmo em meio à dor
Estou tentando prosseguir.
Mas em uma tristeza profunda,
Cá estou aprisionado,
Mente cheia de flashbacks,
Com os monstros do passado,
Enfim, pensamentos escritos,
Porém, nunca falados.
