Poesias sobre Viver

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⁠E se você não estiver nesse futuro pelo qual tanto se cobra e, em nome dele, se impede de viver o agora?


Talvez o amanhã tenha se tornado um credor impiedoso, cobrando juros altos demais sobre uma vida que só pode ser paga no presente.


Promete-se sentido depois, descanso depois, felicidade depois — e, enquanto isso, o hoje vai sendo adiado, silenciado, desperdiçado…


Vivemos como se a existência fosse um rascunho, um ensaio para um tempo que talvez nunca chegue.


Ora, negligenciamos tanto o percurso que alcançamos nossos objetivos, mas perdemos a empolgação por fragilizar-nos demais.


E quase sempre guardamos abraços, adiamos risos, engavetamos sonhos, tudo para honrar um futuro que não garante presença nem permanência.


Mas se — ao final — descobrirmos que ele nunca nos incluiu nos seus planos?


O agora não é um obstáculo a ser superado, mas o único território onde a vida de fato acontece.


Negá-lo é trocar o certo pelo hipotético, o palpável pela promessa.


Não se trata de abandonar o amanhã, de deixar de sonhar, mas de lembrar que nenhum futuro vale o preço de um presente não vivido.


Talvez a verdadeira imprudência não seja viver intensamente o hoje, mas hipotecar a própria vida em nome de um amanhã que pode jamais nos chamar pelo nome.


O melhor dia para viver é hoje, às vezes o amanhã tem a estranha mania de ser tarde demais.

Todos os testemunhos importam, mas nenhum é tão eloquente quanto viver segundo a vontade do nosso Pai Amado.


Pois, cada história carrega marcas de superação, aprendizados e cicatrizes que se transformaram em lições.


Há beleza nas palavras que relatam milagres, nas lágrimas que narram livramentos e nas vozes que proclamam gratidão.


Testemunhar é compartilhar a jornada da fé, é permitir que outros encontrem esperança nos caminhos que já atravessamos.


Ainda assim, há uma forma de testemunho que dispensa discursos longos e não depende de plateias atentas.


Viver segundo a vontade do nosso Pai Amado é o testemunho que fala no silêncio das atitudes, na coerência entre o que se crê e o que se pratica.


É quando a fé deixa de ser apenas palavra e passa a ser postura; quando a oração ultrapassa os lábios e encontra morada nas escolhas diárias.


Quem busca viver assim transforma pequenos gestos em pregações vivas, espalha cuidados sem alardes e oferece amor sem cobrar reconhecimento.


Porque o testemunho mais eloquente não é aquele que emociona por alguns instantes, mas o que inspira pelo exemplo constante.


É a vida que, mesmo diante das tempestades, insiste em confiar; que, mesmo ferida, escolhe perdoar; que, mesmo cansada, continua servindo.


No fim, talvez as pessoas esqueçam o que ouviram dizer sobre Deus, mas dificilmente esquecerão o que enxergaram de Deus em nossas Ações e Reações.⁠

⁠É muito estranho parte do povo viver na — e da — internet ignorando que o ruído seja a maior moeda de troca da espetacularização que retroalimenta os algoritmos.


Como se o excesso de vozes, opiniões e julgamentos não fosse, na verdade, o combustível de uma engrenagem invisível que transforma qualquer acontecimento em palco e qualquer pessoa em personagem.


Nesse ambiente, o silêncio perdeu valor, a pausa virou fraqueza e a reflexão parece um luxo dispensável.


A pressa em reagir substituiu o cuidado em compreender.


E quanto mais barulho se faz, mais visibilidade se conquista — não necessariamente pela relevância, mas pela intensidade.


É um jogo onde vencer significa aparecer, ainda que à custa da verdade, da empatia ou da responsabilidade.


O curioso — e talvez o mais inquietante — é perceber que muitos participam dessa dinâmica acreditando estar fora dela.


Criticam o espetáculo enquanto alimentam seus bastidores.


Compartilham indignações que, no fundo, servem mais ao alcance do que à mudança.


Viver na internet, hoje, exige mais do que presença: exige consciência.


Porque nem todo espaço precisa ser ocupado, nem toda opinião precisa ser dita, nem todo acontecimento precisa ser transformado em vitrine.


Talvez o maior gesto de resistência, nesse cenário, seja aprender a diminuir o volume.


Escolher o que ecoar, o que silenciar e, principalmente, o que merece, de fato, ser sentido antes de ser exposto.


No fim, a pergunta que fica não é sobre o que estamos consumindo — mas sobre o que estamos ajudando a amplificar.

Apesar do livre-arbítrio, Deus nos permitiu viver rodeados de anjos e demônios só para facilitar a nossa escolha.

Talvez não como seres alados ou criaturas sombrias que habitam cantos invisíveis, mas como presenças sutis que se manifestam nas pequenas decisões do cotidiano.

Eles não sussurram necessariamente em nossos ouvidos — muitas vezes falam através das nossas próprias justificativas, dos impulsos que acolhemos sem questionar, das escolhas que fazemos quando ninguém está olhando.

Os “anjos” aparecem quando sentimos o incômodo da consciência, quando hesitamos antes de ferir alguém, quando escolhemos o caminho mais difícil por saber que é o mais justo.

Já os “demônios” se revelam nas racionalizações convenientes, na pressa em culpar o outro, na facilidade com que cedemos ao ego, ao orgulho, à indiferença.

O livre-arbítrio, então, talvez não seja apenas a liberdade de escolher, mas o peso inevitável de conviver com essas duas forças em permanente disputa em nós.

Não somos necessariamente vítimas delas — somos o campo onde elas se encontram.

E, no silêncio de cada decisão, somos também o juiz.

O curioso é que raramente percebemos o que escolhemos.

Preferimos acreditar que fomos levados pelas circunstâncias, pelo momento, pelo cansaço ou pela emoção.

Mas a verdade é mais desconfortável: quase sempre sabemos.

Sabemos quando poderíamos ter sido melhores…

Sabemos quando optamos pelo mais fácil em vez do mais certo.

Se Deus nos cercou de “anjos e demônios”, talvez não tenha sido para facilitar a escolha no sentido de torná-la óbvia, mas para torná-la inevitável.

Para que, em cada gesto, por menor que seja, sejamos obrigados a nos revelar.

No fim, não é sobre quem está ao nosso redor — é sobre quem permitimos que fale mais alto dentro de nós.

⁠Amo Viver Intensamente cada um dos meus dias como se fosse o último, pois sei que um belo dia hei de acertar.


Esse Propósito pode até soar ousadia, mas ele não fala sobre esperar literalmente o fim.


Ele diz muito mais sobre valorizar o agora.


Afinal, ninguém conhece o amanhã.


O tempo é o único bem que recebemos sem garantias, e, ainda assim, é o que mais desperdiçamos acreditando que sempre haverá outra oportunidade.


Viver intensamente não significa viver desrespeitando os limites.


Significa amar sem economizar sentimentos, abraçar quem faz bem, perdoar quando o coração permitir, agradecer pelas pequenas conquistas e encontrar beleza até nos dias difíceis.


É entender que a intensidade está na presença, não na pressa.


Quando percebemos que cada amanhecer pode ser único, deixamos de adiar palavras importantes, sonhos possíveis e gestos de carinho.


Passamos a dar menos valor ao que nos afasta da paz e mais importância ao que realmente alimenta a nossa alma.


Se um dia este for realmente o último, que ele encontre em nós alguém que viveu com propósito, que espalhou bondade, que colecionou memórias em vez de arrependimentos e que fez da própria existência um testemunho de gratidão.


No fim das contas, viver intensamente é a forma mais charmosa e sincera de honrar o presente que é estar vivo.


E, enquanto esse último dia não chega, que cada novo amanhecer seja mais uma oportunidade de viver, amar, aprender e deixar um pouco de luz por onde quer que passemos.

⁠O homem deve viver de maneira que todos saibam que ele é cristão... e acima de tudo, sua família deve saber.

Teologia Arminiana

⁠As Escrituras nos ensinam a melhor maneira de viver, a mais nobre forma de sofrer, e o modo mais confortável de morrer.

Arminianismo Brasil

Paz de Viver


Paz de viver é acordar
e não dever nada ao ontem.
É tomar um café devagar
e ouvir o silêncio sem pressa.


É ter o coração leve,
mesmo quando o mundo grita.
É escolher o que soma,
e soltar o que tira a força.


Paz é casa por dentro.
É perdoar, é agradecer,
é dormir sabendo que fez
o melhor que podia hoje.


Não depende de ter tudo.
Depende de ter o essencial:
saúde, gente boa, fé,
e a certeza de que Deus cuida.


Paz de viver é isso:
viver simples, viver inteiro,
plantar calma onde passar
e colher serenidade.Paz de Viver


Paz de viver é acordar
e não dever nada ao ontem.
É tomar um café devagar
e ouvir o silêncio sem pressa.


É ter o coração leve,
mesmo quando o mundo grita.
É escolher o que soma,
e soltar o que tira a força.


Paz é casa por dentro.
É perdoar, é agradecer,
é dormir sabendo que fez
o melhor que podia hoje.


Não depende de ter tudo.
Depende de ter o essencial:
saúde, gente boa, fé,
e a certeza de que Deus cuida.


Paz de viver é isso:
viver simples, viver inteiro,
plantar calma onde passar
e colher serenidade.

Caxias


As pessoas acham que viver irá preencher o seu vazio, isso acontece, pelo menos é nisso que elas acreditam. A ideia, aqui, é justapor as experiências com as emoções, as memórias com as sensações até que se crie uma história. Naqueles dias, no velho apartamento, sentávamos sob o sol. Nos esquentávamos, no frio do inverno, naquela nesga de luz e apreciávamos o gosto doce e ácido das bergamotas. Só que isso não existe. Eu estou velho e as bergamotas há muito foram comidas. A minhacachorrinha morreu, não existe. Percorrer as memórias ativa o banco de emoções e produz a sensação de uma volta ao passado. Eu não sou ninguém, apenas um vazio. Esta casca, que muitos desprezam e que acham que é a residência de algo interior, é a existência. Queres conhecer a verdade sobre o mundo? Ela está bem na tua frente, ao alcance das tuas mãos. A profundidade está na superfície. Qualquer um que tenha sensibilidade já compreendeu que a realidade é uma forma. É algo que muda constantemente já que estamos sempre a criá-la. É a forma da nossa mente. Ela é a forma que contém todas as outras formas e que está contida em cada uma delas. Eu pensei que estava sendo límpido e claro, mas surgiu quem discordava, e ainda ficaram ofendidos, e queriam brigar. Parece que as pessoas têm um enorme apreço pelas suas convicções e não admitem que se discorde, imaginando que os que pensam diferente podem corromper a pureza das suas ideias. Claro, podem brigar comigo, mas não adianta, porque eu não tenho convicções, só tenho ideias velhas. O que está na memória não tem valor no hoje.

Difícil viver com o peito em guerra, com o coração em cacos e em meio a espinhos, sem descanso, como se o mundo inteiro fosse pedra e cada passo fosse um cansaço.


É caminhar na tempestade mesmo sob um céu limpo e azul.
É gritar por dentro em silêncio rouco e doloroso e ainda assim ter que sorrir.

⁠Imaginando o desgosto em viver a vida dos outros, pode-se imaginar o desgosto em viverem a nossa vida.

Dicas e palpites por vezes não tem validades, pois são codificadas especificamente para cada história.

Está tudo certo.

Assim demoro para dormir de tão bom que é viver.


Então demoro para acordar de tão bom que é dormir...

Para viver o “Ano do Infinitamente Mais”, você precisa estar mais tempo com Deus do que com as distrações do mundo.
O que te alimenta determina o que te domina!
✍🏼 Bispo Ederson Dantas

No canto do seu viver, a emoção e a razão fazem um dueto.

Agradar a todos certamente não faz parte do seu propósito; entretanto, ela faz questão de ter por perto os seus próximos — aqueles que conquistam de várias formas o seu afeto através de momentos duradouros, laços verdadeiros; entre encontros e reencontros, pois sem eles certamente o seu mundo não seria o mesmo.

O seu tempo de descontração é precioso, esbanja emoção quando canta e quando se expressa de outras maneiras, em cada ocasião, sempre espontânea, mas não dispensa a razão; sabe o quanto que pode custar uma decisão emotiva, tanto que, às vezes, prefere não arriscar — uma personalidade sincera, bastante seletiva.

A vida da sua jovialidade é entusiasmante, ainda que haja dificuldades, inseguranças e fases desafiantes; então, apresenta a sua perseverança e um daqueles sorrisos radiantes oriundos da infância. Tudo ao seu redor é revitalizado, as cores ganham força, principalmente se o canto do seu amor estiver ecoando para aqueles que se importam.

quanto mais amar no presente
na ausência será mais dor
menos pior que viver na dor e doente
e não ter sentido amor

A Linha do Extremo


Há uma espécie de agonia em viver entre o sagrado e o profano.


De um lado, tudo aquilo que escolhi preservar.
Do outro, aquilo que, em silêncio, me chama para além dos meus próprios limites.


Eu não quero me jogar ao extremo.
Aprendi a desconfiar dos excessos, a respeitar as fronteiras que construí dentro de mim.


Mas também descobri que viver eternamente recuada pode ser outra forma de ausência.


Porque há momentos em que a gente precisa negociar com o próprio limite.
Não para abandoná-lo, mas para descobrir até onde ele pode ceder sem deixar de ser nosso.


E talvez seja essa a parte mais inquietante:


saber que existe desejo,
saber que existe vontade,
saber que existe um abismo logo depois da margem...


e ainda assim permanecer ali, na beira, sentindo o corpo pedir passagem enquanto a alma pergunta se é seguro atravessar.


Não quero alguém que me arraste para o extremo.


Quero alguém diante de quem eu mesma tenha vontade de chegar até ele.


Devagar.
Consciente.
Sem perder quem sou no caminho.


Porque talvez a verdadeira entrega não esteja em ultrapassar todos os limites.


Talvez esteja em encontrar alguém com quem até o limite se sinta seguro para negociar.

Queria ter a vida de um livro, ser lido, amado, compreendido, ser beleza e mensagem, viver, sem ser só de passagem.
Queria ser poema todos os dias, não apenas escrito, mas vivido.

Chega determinada fase da vida que é preciso descobrir a necessidade de estar só para viver certas experiências.
Esse estar só é diferente de ser só. Contudo ele só é possível na solidão, onde se encontra na vivência do silêncio, surdo do mundo, a experiência de viver as demoras, de reencontrar a coragem mesmo que exista cansaço.
É um momento da vida, em que você olha para o céu azul e experimenta o sabor dos sonhos, como se fossem nuvens de algodão doce a enfeitar o nosso céu; momento em que se contempla no verde das matas a esperança de uma nova chegada, ainda que certo seja que haverá uma nova partida; compreende que o vento frio que bate na face também é caricia de Deus em nós.
Viver nos torna fortes, amar nos faz sensíveis e a fé em Deus nos torna capazes de seguir.
E a gente aprende que seguir, só vale a pena, quando se transcende a própria solidão e se descobre que mesmo só, a vida é união, a vida é comunhão e só se chega quando se ama.
Ainda que se tenha que amar sozinho!

Eu nunca perdi
esse vício indomável, quase insano,
de acreditar na poesia do viver
no mundo que insiste em ser árido.

Sou um tsunami de sentimentos e emoções,
uma força que não se contém,
um transbordamento constante
de tudo o que sinto e penso
e parece não caber em mim.

Sigo
encravada nos versos da vida
como raiz que rasga a pedra do âmago,
como onda que inunda a praia d'alma,
como quem foi escolhida pela palavra
nua e crua, não para sobreviver,
mas para permanecer viva
e vibrar vida vestida de versos.
✍©️@MiriamDaCosta

É impossível estender a escritura
no varal da existência
para secar ao vento do viver,


se imediatamente
chega a tempestade
da inspiração
para encharcá-la.
✍©️@MiriamDaCosta