Poesias sobre Preocupação Social
O ateísmo no Brasil se quiser ter um papel social relevante precisará ser muito mais do que apenas questionar a existência divina.
Toda vez que se discute justiça social, os escravos desinformados e fiéis à ordem estabelecida te chamaram de invejoso! Mas, nunca poderei sentir qualquer tipo de inveja da riqueza obtida a custa das lágrimas, sangue e suor dos miseráveis.
O querer obedece toda uma exigência social, cultural, conveniente e compatível segundo padrões especulativos inexatos mas o amar é bem diferente, o amor verdadeiro não segue regra alguma é uma virtude plena e certa de dois espíritos que se querem e se completam, independente das humanas convenções.
Ao contrario que muitos pensam, o estudo cultural e o conhecimento social não gera maior importância a ninguém e sim sempre maiores responsabilidades, principalmente com o ambiente carente dos invisíveis.
O Brasil tem uma grande divida social com a cultura negra da mesma forma que tem uma grande divida cultural com a cultura indígena. A nação cultural e educacional brasileira devem promover estes ajustes mas com historias verdadeiras e não esbranquiçadas e politicas.
A crise social para os donos do mundo é uma eficaz ferramenta de submissão. Diminuindo o poder das escolhas cada um se contenta em ser usado em uma existência servil em vão.
O Brasil se afasta cada vez mais de sua vocação multi social continental, muito pela antiga crença do estrangeirismo arcaico, que persiste, como modelo e meta. E muito mais hoje pela imposição socialista e "globalista", que pretende colocar tudo de diferente em uma saco de plástico chinês, de custo baixo. Reestabelecendo o que é personalíssimo em nada, alinhando se a mundialização dos sentimentos, pensamentos e vontades.
Uma divida politica, social, cultural e histórica inacabada, até a fundação do MUSEU DO NEGRO, no Estado do Rio de Janeiro. Só se combate as agressões a cultura afro brasileira com a educação.
Mundo social interferente. Se nós nos perdoamos por completo quem tem por mérito e autoridade, nos condenar. Muitos acertos advém do erro.
A Caixa Econômica Federal no Brasil tem uma divida social com a cultura negra. Pois foi fundada no século XIX, com objetivo principal de guarda de valores monetários dos escravos de ganho para compra de novas alforrias.
Grande parte da escravatura negra no Brasil é uma falácia. Pois a escravidão é a prática social em que um ser humano assume direitos de propriedade sobre outro. Se para a Igreja da época, os negros não tinham almas, por que agora falar em escravidão. Houve sim, um movimento caracterizado como tração animal negra para o cultivo, cria e produção colonial pois os mesmos eram inventariados como os animais e tratados como se fossem. A verdadeira historia do Brasil, ainda deve ser escrita sob os olhos negros e não romanceado pela indulgente e amenizada educação européia.
Nenhuma politica publica no Brasil pode ser digna e inclusiva, se não promova a integração social da população indígena, negra e pobre.
Meço a opressão social, a insatisfação existencial e a infelicidade do povo brasileiro, ao me deparar com a única manifestação popular que lhes restam em uma multidão sofrida irracional. Vejo isto na aglomeração e entusiasmos pré partida de um simples jogo de futebol. Nunca vi o que tenho visto ultimamente. Mesmo aos olhares acostumados o cenário é assustador.
Qualquer instituição por mais secular que ela seja, sem a devida representatividade social e cultural contemporânea, se finda dentro dela mesma, pela saudade do que um dia foi e pelas indevidas soberbas, títulos e pequenas vaidades.
O Brasil atravessa nos últimos anos uma crise ética, moral, social e familiar, sem precedentes, todos os valores institucionais sobre o bem e o mal, do certo e do errado ficaram a mercê do hoje, do dinheiro e da falsa e fugaz felicidade. Como agravante para piorar, a liberdade refém do farto consumo.
Não existem projetos de politica publica de segurança e seguridade social, sem que haja uma reformulação das leis processuais penais das execuções e das penas. Assim como um reaparelhamento privado de todo sistema penitenciário, que por razões trabalhistas, ora publico se tornam muito caro ao estado, severamente corruptível e ineficiente ao proposito de justiça, em pouco tempo.
A divida de ocupação de propriedade, destruição ambiental, social e cultural aos povos originários do Brasil, nunca é paga. Só migalhas politiqueiras e politicas.
Luta se institucionalmente para igualdade social, cultural e profissional da mulher na sociedade contemporânea mas quando a mulher é negra, de baixa renda e vive um histórico familiar com arcabouço de machismo na ignorância e superstições religiosas, as barreiras naturais já existentes se agravam. A elas não é permitido falar muito menos reclamar, são nestes casos que o poder central governamental, deve implementar maiores atenções. Dignificar o papel imprescindível delas na sociedade e rever todo processo paternalista infundado que pouco a pouco, deixa de existir dando lugar ao abandono, desta população fermina guerreira.
O desiquilíbrio social e a escassez de oportunidades educacionais e trabalhadoras, direciona grande parte da juventude consumista sem recursos, a ser um produto descartável e efêmero, das poucas classes privilegiadas.
O mais doente flagelado social, é aquele que se julga culpado, por sua pobreza, infelicidade, infortúnio, sua falta de sorte e predestinado para sofrer.
