Poesias sobre palavras

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“Quando um algoritmo decide sobre direitos humanos, a sociedade precisa saber não apenas o resultado, mas quem programou o critério da decisão.”

O ego não teme apenas estar errado; teme descobrir que construiu uma identidade inteira sobre o erro.

O Direito ambiental é, em última instância, uma disciplina sobre limites: limites ao poder, ao consumo, ao lucro e à capacidade humana de destruir.

Toda sociedade que transforma atenção em moeda precisa de uma nova teoria jurídica sobre o preço da presença humana.

“O Direito começa onde termina a certeza sobre o mundo e começa a responsabilidade sobre o outro.”

“O Direito é a tentativa humana de fazer justiça sem possuir a certeza absoluta sobre o que seja a Justiça.”

“A lei pode decidir sobre bens, contratos e obrigações; jamais deveria esquecer que por trás de cada conflito existe uma vida.”

“O amor aproxima pessoas; o Direito impede que essa proximidade se transforme em poder sobre elas.”

“Há injustiças cometidas em nome de Deus que revelam menos sobre o céu do que sobre a ambição dos homens.”

O inventário é a autópsia dos bens deixados por quem perdeu a jurisdição sobre o próprio mundo.

Quando Deus deixa de ser uma certeza, a pergunta sobre Deus pode permanecer como uma das mais profundas experiências humanas.

“Toda lei é uma decisão sobre o poder; toda boa lei é também uma decisão sobre os limites do poder.”

Um Estado que teme a crítica na ponta da língua é um Estado que já perdeu o controle sobre a justiça das suas próprias ações.

Quanto maior o poder de decidir sobre outros, maior deveria ser a obrigação de justificar a decisão.

A riqueza pode ampliar a liberdade individual e, simultaneamente, ampliar o poder sobre a liberdade alheia.

Camus encontrou no absurdo uma pergunta sobre como viver; o jurista encontra no Direito uma pergunta sobre como conviver.

Toda geração herda instituições que não criou e possui responsabilidade sobre aquelas que deixará.

Quem exerce autoridade sobre alguém deveria lembrar que também responderá moralmente pelo modo como exerce esse poder.

Toda certeza sobre o absoluto deveria carregar consigo a delicadeza de uma dúvida, porque o infinito não cabe inteiro numa consciência finita.

O agnóstico não escolhe entre Deus e o nada; escolhe não mentir sobre aquilo que não pode demonstrar.