Poesias sobre o Corpo

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Eu me entreguei de corpo e alma para você, disse que tudo o que sentia. Por muito tempo, pensei em todas as palavras que eu precisava te falar e isso finalmente aconteceu. Não me arrependo em nenhum momento em ter mostrado tudo o que eu sinto. Desculpa por toda essa insegurança, é que você é tão importante pra mim que é difícil imaginar uma vida na qual não estou ao seu lado. Não sei viver sem amar você e isso não é de hoje. Sempre me lembro do primeiro dia que nos conhecemos, da primeira vez que você me disse ''eu te amo'', da nossa primeira viagem juntos, de todas as vezes em que nossos melhores amigos estiveram com a gente. Temos todo um futuro pela frente, e me apego em nossas lembranças porque elas me deixam seguras e felizes. Você é o único que eu realmente amei de verdade, com quem quero viver o resto da vida. Permaneça ao meu lado, hoje e sempre!

O homem com o corpo forte é uma fortaleza, o homem com a mente forte é inabalável, e o homem com ambas forças é indestrutível.

O teu coração tem sabor a mar, a tua alma tem o perfume da floresta e o teu corpo é poesia naufragada no meu corpo.

É enorme a distância entre a mente e o corpo, mesmo assim, é tão produtiva esta interna conexão.

A dança cura porque devolve o corpo à alma:dançar é alinhar o coração ao pulso invisível do universo.

O maior cárcere é a mente que insiste em viver no passado, enquanto o corpo é forçado a habitar o presente.

O corpo guarda um manual de guerras antigas. Lá estão listadas derrotas que ninguém lê, exceto eu. Cada cicatriz é uma frase do diário que o tempo esqueceu. Volto a esses capítulos com os dedos, procurando cura no toque. E descubro que a linguagem da cura é pequena: atenção e tempo.

A coragem, às vezes, é apenas levantar o lençol. Encarar a madrugada com o corpo nu de expectativas. Reconhecer o medo como companheiro e não como carrasco. E, no degrau mais baixo, abrir a janela para o vento. Porque o vento passa e limpa o excesso de nós.

A alma é a verdade nua que não conhece o ardil nem a mentira, o corpo é o mensageiro de carne que, através da dor e do prazer, é forçado a traduzir sua fala. É preciso aprender a escutar o corpo para compreender a linguagem da sua essência mais profunda.

Meu corpo já desistiu muitas vezes, mas minha alma nunca. Ela conhece caminhos que a dor não alcança. E quando tudo parece perdido, é ela que me puxa de volta ao fôlego. Esse fôlego é Deus, o resto é sobrevivência.

Quando chego ao limite, finjo que não sinto o frio. O corpo anestesia, a alma não, esta última é outro animal. Ela late na escuridão, pede por pão e silêncio, e eu aprendo a oferecer o pouco que tenho: o meu tempo.

O corpo fala em dialetos estranhos: tremores, ruídos, calafrios. Os médicos catalogam os sintomas, eu invento histórias para eles. Entre a ciência e o sentir, escolho o que me dá abrigo, uma xícara, um acorde, o barulho de passos que não me deixam sozinho.

O corpo tem memória de batalhas que a mente quer esquecer. Há dias em que ele se recusa a colaborar, cobra presença no presente. Quando obedece, eu celebro em silêncio, quando nega, aprendo a negociar, ofereço chá, música, paciência, pequenos tratados de trégua.

Meu corpo guarda mapas que o coração não entende. Há estradas marcadas a ferro por decisões alheias. Caminho por elas com cuidado para não me perder. Algumas curvas trouxeram paisagens inesperadas. E agradeço por cada uma, por mais áspera que seja.

Há palavras que se escondem no bolso justo da memória. Aparecem só quando o corpo precisa de consolo. Algumas são duras, outras acariciam a garganta. Se pudesse, as colocaria em moldura e as olharia todas as manhãs. Seria um museu íntimo de pequenas verdades.

A esperança não é sempre grande, às vezes é só um suspiro. Um suspiro que segura o corpo em pé. Quando tudo parece ruir, esse sopro faz ponte. Construo com ele um caminho minúsculo, porém firme. E sigo, sabendo que minúsculo pode ser vasto.

As promessas antigas voltam como roupas apertadas. Tentam servir um corpo que não é mais o mesmo. Algumas chegam a machucar, outras, aquecem ainda. Aprendi a escolher quais vestir e quando renunciar. Despir-se também é forma de honestidade.

Graduei-me em simular estabilidade, mas meu corpo é um delator que desmente cada vírgula que minha boca ensaia.

Luto diariamente para não me tornar um fantasma de mim mesmo, um corpo que ocupa espaço, mas que já não habita o presente.

Viver nesse estado não é uma escolha estética, é a única forma de habitar um corpo que já não reconhece o sol como uma promessa.