Poesias sobre o Corpo
Entre a mente e corpo
não há diferença
com as Boleadeiras
na mão do gaúcho,
Quando no absoluto
o amor e a sedução
escrevem a sentença
no coração para a vida inteira.
Deixei isso escrito mostrando a união entre pensamentos e meu corpo
a solidariedade não me interessa mais
a escolha em ligar e desligar as forças do amor e o destino das incertezas
Deixo nessa corda
Minha Doce Paixão e Desejo
A horas e dias quero seu corpo
Na minha cabeça os pensamentos mais puro se misturam com impuros
O coração responde amor
A carne não te pudor
Quero ser o mais romântico em sua vida
Ao mesmo tempo o dominador dos seus desejos
Eu sou aquele sem nome
Mas com o corpo suado no seu
Quero que lembre das horas de amor intenso com sabor de prazer inigualável
Não precisa saber quem sou
Apenas que nossos corpos
Se tornaram um só
De corpo e alma
aquilo que resiste
inegável tem tudo
de Mata Atlântica,
Sobrevivendo
forte e romântica.
O cesto repleto
de Coco-Indaiá,
a inspiração aqui
comigo está,
Para fortalecer
e nada abater.
As folhas cobrem
os ideais que
conferem proteção
aquilo que importa
realmente ao coração.
Eu (Ser, Consciência, Observador, Testemunha, Ātman, Presença).
Eu é confundido como sendo o corpo-mente.
Eu não tem localização no tempo e espaço.
O ego (corpo-mente) não "O" reconhece como "Tao", porque o ego se compõe de memória – passado e futuro, e nunca o Presente.
Presente não necessita ser pensado, sempre É – Novo!
Quando se pensa no passado e futuro, sempre se faz no Presente.
Você não pode sofrer com o passado e com o futuro porque não existem.
O passado está na memória, o futuro na imaginação.
O que você está sofrendo é com a sua memória e sua imaginação.
Passado e futuro são ilusões – māya
Viva apenas o presente.
Seja!
Em um gesto simbólico e poético, o corpo de Marie Curie repousa em um caixão revestido com chumbo, preservando o que restou da energia que um dia iluminou a humanidade. Ao lado de Pierre, descansa no Panteão de Paris, entre os grandes nomes da França — Voltaire, Rousseau e outros imortais do pensamento humano.
Mais do que uma cientista, Marie Curie foi uma alma intrépida que desafiou preconceitos, doenças e perigos invisíveis para revelar as leis ocultas da matéria. Seu legado não se mede em radiações, mas em luz moral e intelectual, que ainda hoje inspira mulheres e homens a crerem no poder da busca sincera pelo conhecimento.
“Entre o corpo e o infinito não há serenidade sem responsabilidade, nem harmonia sem esforço moral.
Agir com calma, compreender o outro, e converter as experiências em degraus de crescimento é o caminho seguro para a verdadeira paz. Essa serenidade não é passividade, mas sabedoria em ação: é a força de quem aprendeu a reagir com luz diante das sombras do mundo.
Entre o corpo e o infinito, o Espírito humano constrói sua eternidade. Cada gesto de cuidado, cada palavra de amor e cada pensamento de fé convertem-se em sementes que florescem no jardim da alma.
A educação moral, a comunicação consciente e a oração sincera são os três pilares de uma nova civilização mais fraterna, mais justa e espiritualmente desperta.
Que saibamos, pois, reencontrar o equilíbrio entre a matéria e o espírito, transformando o cotidiano em um hino silencioso de amor e progresso.
“A verdadeira paz nasce quando a alma aprende a conversar com Deus dentro de si.””
O Funeral do Sentimento.
A doença não é do corpo é da lembrança.
Diviso, às vezes, o meu próprio funeral: não há lágrimas, só o eco das minhas palavras presas nas paredes do quarto.
Sobre o caixão, o quadro: inacabado, obstinado, com aquele mesmo olhar que me persegue.
É o retrato daquilo que amei e daquilo que fui.
Talvez o amor seja isto — a tentativa insana de imortalizar o que o tempo já levou.
Talvez a morte seja apenas a moldura que encerra o último sonho.
ENTRE O CORPO E O INFINITO.
Entre o corpo e o infinito, o Espírito humano constrói sua eternidade. Cada gesto de cuidado, cada palavra de amor e cada pensamento de fé convertem-se em sementes que florescem no jardim da alma.
A educação moral, a comunicação consciente e a oração sincera são os três pilares de uma nova civilização mais fraterna, mais justa e espiritualmente desperta.
Que saibamos, pois, reencontrar o equilíbrio entre a matéria e o espírito, transformando o cotidiano em um hino silencioso de amor e progresso.
“A verdadeira paz nasce quando a alma aprende a conversar com Deus dentro de si.”
A VISÃO DO ESPÍRITO SOBRE O PRÓPRIO CORPO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O trecho de número 309 de O Livro dos Espíritos apresenta uma das mais significativas lições sobre a diferença ontológica entre o ser essencial e o invólucro material. Quando Kardec pergunta sobre a consideração que o Espírito nutre pelo corpo ao qual esteve ligado, a resposta é clara e despojada de sentimentalismo: o corpo é visto como veste incômoda, uma espécie de instrumento necessário, porém limitado, que cumpriu sua função durante a etapa terrena. A expressão veste desconfortável tem força filosófica, pois revela a consciência do Espírito diante da natureza transitória da matéria, conforme a tradição espiritualista e segundo a tradução criteriosa de José Herculano Pires.
A continuação aprofunda a questão. Indagado sobre o que sente ao contemplar o corpo em decomposição, o Espírito responde que quase sempre permanece indiferente, * esse quase sempre merece um estudo com uma percepção mais profunda dentro das obras Básicas * , pois aquilo que jaz não o representa mais. A decomposição se torna fato natural, não motivo de horror. É o reconhecimento de que o elemento corporal pertence ao ciclo universal das formas, enquanto o princípio pensante prossegue adiante.
Esse conteúdo permite duas conclusões essenciais. Primeiro, a libertação da matéria não implica desprezo, mas compreensão filosófica da sua utilidade temporária. Segundo, a recordação da existência corpórea se torna lúcida e serena, uma vez que o Espírito, liberto, percebe com mais clareza o papel pedagógico das vivências físicas no processo de aperfeiçoamento.
Suspensa no topo da Galáxia
Escuto o teu saboroso canto,
Embalando o meu corpo
Despertando do bom sonho,
Que estava no teu porto.
Apenas do sono despertada,
Mas não menos apaixonada.
Porque quando se ama:
A alma sonha acordada.
.
Sonetista do farol da ilha
Escrevo com poeira estelar,
Querendo a rota contar
De um particular encanto,
- Que veio para renovar! -
Coração repleto de santidade,
Alma inquieta de [emoção,
Corpo aberto de solicitude
Para render-se à [paixão.
Serenas redescobertas,
Mergulhos íntimos,
Reconhecimento mútuo,
Desejos intensos,
Para serem rasgados,
Como pedem os protocolos.
Nos bosques dos imortais,
Rastros do meu [perfume,
Você não me esquece mais,
Conheceste a [plenitude.
Nos sinos das catedrais
Escutarás os meus [sinais],
Amor, tu buscas nas vivendas
Algo que tu não te [arrependas].
Êxtases experimentadas
Nas leituras deleitosas,
Dos poemas vibrantes,
Alvíssimas intenções
De entregar-se à indiscrição
Das irremediáveis seduções.
No espaço sideral,
Pude vê-lo como um cometa:
- Enganchado e em riste
No meu corpo celeste
Envolvido pelo véu lunar
E assim, nós dois suspensos no ar.
Conhece a chama ardente
Do meu corpo sob o teu,
Arranco o teu chão e o teu sono;
Com o meu bem servir ao Dono,
O teu caminho também é meu.
Amanhece comigo no [riso,
Entardece comigo no teu colo,
Anoitece com o meu [cio;
Eu te arrepio, sem frio,
Eis o nosso verão: eu anuncio!
Esquece este mundo vazio,
Presenteie-se com o luxo de abandonar
- tudo -
Em nome do melhor do prazer;
Não temos nada a perder!
Vamos nos deliciar,
E celebrar sobejamente:
- Só eu e você! -
Nas minhas pétalas
tu te roças,
No meu beijo
que tanto procuras:
está o meu corpo
cheio de loucuras.
Não desvias,
porque tanto adoras
As minhas mão de fada,
sem farsa,
e minhas carícias
todas mimosas.
Nas minhas galas
tão pomposas,
No meu bailado
tão repleto de ginga:
assim seguem
as minhas malícias.
Não desvias,
porque tanto fazes
E por onde fazes
ser tua - toda;
e segue
em gestos audazes...
Não desvias -
porque escreves
O poema das mil fases;
Tu, só tu me trazes...
Não desvias
porque estão entregues
As devoções e as tuas
alucinações
Uma a uma, assim tu
me pertences...
O teu par de olhos
gravitando hipnóticos
ao redor do meu
corpo como dois
planetas misteriosos.
A tua pele de metal
raro me fascina
de maneira sensual
que invade malícia.
O teu jogo de sedução
me faz presa a você,
porque tens todo
o aroma do que é paixão.
Os teus lindos lábios
fonte que quero beber,
não me deixo esquecer:
não paro de te querer.
A tua inteligência fina
e silenciosa é aditiva,
ela não permite deixar
de te querer todo o dia.
Nos teus braços sem
explicação me vejo
em entrega total
como a Lua ao Sol.
A tua rebeldia me faz
preocupada, devota
e desejando te livrar
do perigo do mundo
porque és amor secreto amor.
Convidada à flutuação
do meu corpo colado
ao teu e os meus
pés sobre os teus
e a música das estrelas
a nos rodopiar,
é uma indomável
e sublime premonição.
No meio desta savana
temperada a dançar
sob a luz da querida Lua,
o meu afeto de namorada
para você vou devotar,
e à ele tu se renderá;
amor insubstituível amor
a nossa hora chegará.
Os raios amáveis da Lua
que passam as folhas
das suntuosas árvores
desenhando sobre nós
rendas que nos enfeitam
para esta festa
que na minha intuição
já tem acontecido
por antecipação
nestes olhos cansados
desta distância
que se enchem de brilho
quando você ouve
ou alguém fala no meu nome.
Sinto que virá até a mim,
e deixarei-me por ti levar
pelos doces jogos
que farão os nossos
corpos grudados
e em malícia mergulhados,
no interstício do descanso
acordei em sobressalto
contigo na minha mente,...
Tua presença espiritual
surgiu dando o sinal
que sou presença
que ainda brilha mais
do que nunca como Lua
interminável, redentora,
mística e permanente
no teu íntimo céu que
fez de mim insubstituível;
Numa prevista delícia
sideral por nós infinita
que estaremos
dispostos a nos entreter
sem se importar
com os compromissos
agendas e relógios:
no absoluto dos nossos
íntimos caleidoscópios,...
Nos reconhecemos
em tudo e tudo há
de acontecer de verdade
quando vier a te encontrar
desligados da rotina,
protocolos e exigências,
apenas fixados
no compromisso
romântico de amar com
a devida competência:
Neste isolamento
o peito vibra e a vontade
nos sustenta olhando
no fundo dos olhos
e na alma que vamos
nos aproximar um
do outro e quem estiver
ao nosso redor quando
este momento acontecer,
de todo mundo
nós dois esqueceremos.
Venha solto, livre e envolvente
com os teus afagos de Saturno
ao redor do meu corpo,
tomando por teu o meu coração
e ocupando a minha mente.
Porque de ti quero a delícia
e deixar-me levar pela malícia
pelas órbitas tuas,
e sem previsão de regresso
ser a senhora das infinitas luas:
nós nascemos para dar certo.
Venha dançando malemolente
para me derreter por você,
e me entreter perdidamente
nas juras silenciosas
das tuas mãos carinhosas.
De ti só quero o impronunciável,
sendo sempre a tal inelutável,
loucura de amor incurável,
dicionário do mais inefável
e ser o teu sonho inabalável
seja por qual caminho for.
Como pacto desligaremos
o on porque não há nada
mais importante
do que o amor divino amor,
mesmo que haja fogo
cruzado ao nosso redor.
Ao ritmo de Lana Del Rey...
Felinamente escalaste o meu corpo
E bateste abrindo a porta do meu coração,
Explorando o bom dos teus miados
Maliciosos com os meus afetos delicados.
Pegaste este coração desprevenido
E agora deixando-o partido,
Presenteando com um silêncio imerecido
Este mal feito jamais será esquecido.
Não duvide disso,
O afeto foi enorme, e você desperdiçou;
Deixando tons e ritmos de saudades
Ainda que não fomos além do que foi dito.
Ainda eu tenho a chance de ser feliz
Eu hei de encontrar um amor mais bonito,
Que faça valer cada verso escrito
Construindo comigo um caminho para o amor infinito.
Sigo no teu corpo
Suave é o teu balanço
Saber que te tenho
É um delicioso descanso
Beijo o teu beijo
Com delicioso jeito manso
Colo no teu colo
Danço do meu jeito
E você me bole do jeito que eu gosto
Roçaste o teu desejo
Provocaste um soneto
Outros mil ainda virão
Entregarei para ti o meu coração
Todos passam a ser um
Quando desabrocha a primavera
Seja no mar ou na serra
O coração sempre vira terra
Pronto para ser mais do que um
Oriental é a orientação
Vozes macias, - fino afeto
Homem e mulher que se apreciam
Seguem juntos muito além do sexo...
