Poesias sobre o Corpo

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SENTIR VOCÊ

SENTIR VC É TER O SEU CORPO JUNTINHO AO MEU,FALAR A MESMA LINGUAGEM DO AMOR,SONHAR O MESMO SONHO,COMPATILHAR O MESMO ESPAÇO
SENTIR VC É SABER RESPEITAR UM AO OUTRO EM QUALQUER CIRCUNSTANCIA EM QUALQUER DIA EM QUALQUER HORA SENTIR VC É OUVIR UM CHAMADO UM DO OUTRO E NAO SER INTERPRETADO COMO UMA ORDEM E SIM COMO UMA NECESSIDADE INDISPENSÁVEL NA VIDA A DOIS....

⁠Quem me dera...

Quem me dera acordar do seu lado
Meu corpo ao seu enroscado
Na cama, o lençol bagunçado
Sem pressa, sem preço, sem medo;

Quem me dera sentir seu abraço
Cheiro de amor por todo lado
Risos soltos, cabelo bagunçado
Um café, um beijo e desejo

Quem me dera sonhar acordado
Sol na janela, nosso convidado
Doce sabor de te ter
Sentindo na pele você

Quem me dera vestir sua camisa
Brincar com você de preguiça
Relógio desligado
Lá fora o tempo parado
O mundo, só eu e você

Quem me dera...
Quem me dera...

A vida é feito música !
Ou você se entrega de corpo e alma
dançando no ritmo dos seus passos .
Ou você se perde no seu mundo
e vive em descompasso.

Às vezes não é depressão,
é só uma fuga de nós mesmos.
É nosso corpo gritando e pedindo por nós.

Às
vezes
não é amor.
Eu só uma gostosa
sensação de ter alguém
correndo pelo corpo inteiro.

Apesar de que teu corpo incendeia meu ser,
mas arde o sabor dos teus lábios estranhos,
mesmo viver longe de você,
não posso dizer te amo

Não se cala o som do choro, o corpo é abrigo cansado, seca com os soluços.
Virão gritos, danos, o gosto amargo da perda.
É suportar o vazio onde antes havia um beijo.
Antes era: “Que seja infinito enquanto dure.”
A despedida não aceita poesia: ela é o fim do poema.

Quando a Vida Pesa Demais”


Há dias em que o corpo levanta, mas a alma fica sentada na beira da cama.
Dias em que o mundo parece grande demais, e a fé pequena demais pra carregar tudo.


A gente aprende a sorrir mesmo com o peito cheio de cansaço, a trabalhar com a cabeça fervendo, a ouvir “vai dar certo” enquanto tudo dentro grita que não tá certo.
Mas o tempo ensina que ninguém é fraco por sentir — fraco é quem finge que não sente.


As adversidades não vieram pra te quebrar. Vieram pra lapidar a clareza, pra te mostrar o que é essencial quando tudo falta: tua fé, tua essência e tua capacidade de recomeçar do nada.
Porque quem já passou pela dor de perder quase tudo…
aprende a valorizar o simples ato de continuar respirando.


O sofrimento te amadurece, mas é o amor — por si, pela vida, por algo maior — que te reconstrói.
E quando você entende isso… percebe que nem o peso do mundo é capaz de apagar o brilho de quem decide continuar.


— Purificação

o calor, escalda minha pele
e drena a água do meu corpo
a água banha minha alma
meu nordeste purifica.

O membro mais perigoso do corpo humano
sempre será a língua, pois com ela abençoamos e amaldiçoamos o ser humano, imagem de Deus.

Amor que virou luz

(Eliza Yaman)

Não és mais corpo, és brisa que me toca,
não és ausência, és fé que me conduz.
Teu nome agora é chama que não foca,
mas me ilumina em sombras e me traduz.

Foste além do tempo e da matéria,
transfigurado em verbo e devoção.
És oração que em mim se faz etérea,
és meu altar, meu céu, minha canção.

E se não voltas, é porque já ficaste,
no que escrevo, no que respiro e sou.
Teu amor é presença que me haste,

E me levanta onde a dor não alcançou.

Teu corpo em minha memória

(Eliza Yaman)

Teu corpo vive em mim como um segredo,
guardado entre os espaços do que sou.
É sombra que me veste sem ter medo,
é luz que me desnuda e me tocou.

Não há distância que te desfaça inteiro,
nem tempo que dissolva o que deixaste.
És tatuagem viva no meu peito,
és o perfume que jamais se afaste.

Estou morta,
Afundando cada vez mais nesse mar que se chama vida.
Hábito um corpo vazio,


Que um dia foi meu.

Vai sentir a vida um pouquinho hoje
O sol esquentando seu corpo
O vento no seu cabelo
As flores pelo caminho
A vida colorida e linda.

O maior erro é não arriscar. Entregue-se de corpo e alma a cada oportunidade, faça valer cada instante. Se não der certo, levante-se, aprenda e tente novamente — porque a vida só recompensa quem tem coragem de viver intensamente.

Alma temidas


Já não temos a sua alma,
Já não vivo o seu respiro
Almas temidas,
Corpo e comidas.
Já não temos seu desgosto,
Já nem sinto o seu gosto,
Nem vejo o seu rosto.
Alma temida,
Corpo e destemida
Já não temo a sua veste,
Já não sinto sua pele,
Corpo e série,
Já te vejo por perto
Tão longe, não teme,
Alma destemida.

Em ti, meu amor, um templo se revela,
Onde a beleza reside, pura e singela.
Teu corpo, Sapekinha, obra prima divina,
Esculpido em encantos, que a alma fascina.


Cada curva, um traço de arte sem igual,
Um convite ao toque, um desejo imortal.
Na suavidade da pele, o calor que me aquece,
No contorno do corpo, o amor que floresce.


Teus olhos brilham, mas teu corpo irradia,
Uma luz própria, que me guia.
Sou o admirador humilde, que em ti encontra,
A mais pura poesia, que o coração aponta.


Que a minha admiração seja eterna,
Por essa beleza que me acende, serena.
Teu corpo, meu amor, é a canção que eu canto,
O meu mais belo verso, em cada encanto.

O que faz uma pessoa AMAR verdadeiramente alguém? Talvez seria um corpo perfeito? Um rosto bonito? Sua inteligência? Ou seria, sua capacidade de AMAR a sua alma?
O AMOR não seria uma escolha?
Escolher Amar verdadeiramente, nos levaria a uma escolha, a escolha de amar suas imperfeições, suas qualidades, e até mesmo os mínimos detalhes.
O AMOR não é perfeito, perfeito é o que nos leva de fato a AMAR!






Elaine Santos 🌹

Até o meu corpo dói...


Acordo de madrugada
Na hora que o galo canta
Depois eu volto a dormir
Quando ele abre a garganta
O dia vem clareando
Minha cabocla levanta


Eu também pulo da cama
Tenho que cuidar das plantas
A vida do sertanejo
É uma luta quase
santa
E já vou para o rocado
Na hora que o sol desponta


Trabalho o dia inteiro
Até na hora da janta
Quando eu chego em casa
Minha mulher me encanta
Serve tutu com torresmo
E outras iguarias tantas


Depois eu pego a viola
E vou entoando um mantra
Que tem coro ritmado
Melodia sacrosanta
Num hino de Santos Reis
A minha voz se levanta


Diz o adágio popular
Quem canta seu mal espanta
E viver triste e calado
A vida se desencanta
Pois até meu corpo dói
Se minha alma não canta


Francisco Garbosi

“A dor que fere o corpo nem sempre é a que dilacera a alma. O sofrimento, este, nasce do que não se entende, do que não se aceita, do que não se liberta.”
— Os`Cálmi