Poesias sobre o Brasil
Anos em Londres me ensinaram a ler o mundo pelos rostos. Ao voltar ao Brasil, não vi estranheza, vi espelho. Um país inteiro desenhado com os mesmos traços
das etnias que cruzaram minha vida na cosmópole.
Desratificação do Setor Público
O Brasil necessita, com urgência, de um banho civilizatório, que não se traduza em autoritarismo, mas em compromisso ético, jurídico e institucional com os valores fundantes da República. A segurança pública confiável nasce da educação, da cultura, da justiça eficiente e, sobretudo, da erradicação da corrupção que drena recursos, destrói políticas públicas e mata silenciosamente.
A “desratização” da vida pública significa retirar de circulação — pelos meios legais e constitucionais — os bandidos de todas as etiquetas: dos gabinetes refrigerados aos becos esquecidos, dos colarinhos brancos aos uniformes manchados pela desonra. Significa reafirmar que o poder público não é trincheira de privilégios, mas instrumento de realização do bem comum.
Mulher e moça do Brasil,
Pomba livre de todo o exílio.
Livre és sim minha amiga,
de voar, no teu jardim!
Vai voando, pois então,
mais alto que a razão!
Voa por toda a paragem
nessa tua liberdade, vai! Vai!
Vai! Voando em voos altos!
Por terras de Portucalen!
Até que um dia, tu e outros
ao céu possam ir.
Nesse teu modo de ação!
Vai cantando uma canção.
Uma canção de tempos antigos.
Uma canção antes do tempo,
uma canção para teus amigos!
Faz-nos sempre lembrar,
do teu canto, Princesa do amor!
Até que em nós, jamais
tenhamos qualquer dor!
(Dedicado a uma funcionária que deixou de trabalhar nesta unidade de trabalhos continuados)
O feminicídio é uma das faces mais cruéis da violência no Brasil. Ele não é “apenas mais um crime”: é o assassinato de mulheres por serem mulheres, resultado de uma cultura de desrespeito, posse e desvalorização da vida feminina. Sentir repulsa diante disso é o mínimo; o necessário é transformar essa repulsa em consciência, postura e ação.
Cada mulher que sofre violência é filha de alguém, muitas vezes mãe, irmã, amiga, é uma vida inteira de histórias, sonhos e contribuições interrompidas. E há um ponto que deveria nos tocar profundamente como homens: todos nós nascemos de uma mulher. Foi uma mulher que nos gerou, que enfrentou dores para nos trazer ao mundo, que nos alimentou, amamentou, cuidou e sustentou nossa vida nos momentos mais frágeis. Nossa própria existência começa no cuidado de uma mulher.
Como, então, pode existir ódio, agressão ou indiferença contra quem representa a origem da nossa vida e da vida de toda a sociedade? Respeitar mulheres não é favor, não é gentileza é princípio básico de humanidade e justiça.
Repudiar o feminicídio é dever coletivo. Isso passa por não normalizar agressões, não rir de desrespeito, não silenciar diante de sinais de violência e educar meninos e homens para o respeito, a empatia e a igualdade. Uma sociedade que não protege suas mulheres está falhando consigo mesma.
Que a indignação não seja só discurso, mas mudança real de atitude. Porque toda mulher merece viver com dignidade, segurança e liberdade. E porque a vida de uma mulher nunca pode ser tratada como algo descartável.
BRASIL OU SAARA???
Como era belo... toda aquela água no horizonte, onde se tinha abundância de vida, longe da fome, todos pescavam comiam, bebiam, para tudo era fonte, hoje é só terra, miséria e a água se esconde, por onde?
Um lugar difícil até de se atravessar de barco, nada sobrou, está tão seco que se anda até de carro, onde era tanta água não se tem nem barro...
Quem fez tudo isso se diz estar preocupado, mas nada tem feito para mudar esse grande fato.... que pecado!!!
Cadê aquele menininho? Chamado ribeirinho, se perdeu no seu caminho, tentando pescar um só peixinho, que não vai comer sozinho, em casa com fome espera 3 irmãozinhos, que quando crescerem, se crescerem não saberão o que é pescar... vivem a chorar.
Aqui, o que tenho feito por todo momento, é pedir para Deus diminuir esse sofrimento, não é só os peixes, animais e humanos que estão morrendo, mas o planeta todo está se equivocando, com meus próprios olhos isso estou vendo, não é algo passageiro, é o novo tempo e oro pra tudo isso logo mudar... e salvar.
No Brasil ainda não sabe o que está errado nem certo, olha o que fizeram na Amazônia, um grande deserto, é algo que não queria ver, mas eu enxergo, diziam que isso nunca iria acontecer, não estavam corretos.
Algo que parece estar longe, cuidado, pode estar perto.
A pergunta é: O QUE FAZER? Nessa eu me pego, e a resposta eu sei e não me nego, é só parar de fazer o errado e agir pelo certo, assim espero!!!
Ensinar e dividir
"Vinte e duas vezes o Brasil me aplaudiu,
Dezessete vezes o mundo me reconheceu.
Trinta e nove exposições, uma jornada de amor,
Agora, quarenta, um novo rumo, um novo calor.
Com pincel ,cores e esculturas contei histórias, viajei,dividi.!!!
Agora, é hora de ensinar, de prosseguir
Com crianças e idosos, meu saber repartir.
Que a arte seja ponte, que a vida seja arte,
E que meu legado seja o sorriso de quem aprende e reparte,
As artes plástica com novo sabor, uma novo caminho a trilhar,
Com alunos inspirados, o futuro a criar."
Leila Boás 17/12/2025
Obrigado aos meus amigos espalhados pelo Brasil - São Paulo, Campinas, Santos, Goiânia, Belém, Recife, Fortaleza, Teresina, Maceió, Natal, Juazeiro, Barbalha, Barro, Aurora, Iara - pelo gesto de solidariedade à Vila Tipi-CE. Que Deus lhes pague.
Benê
"Ser mestiço no Brasil não é apenas uma condição genética, é uma afirmação de resistência"
(PERRONE FILHO, 2024)
"O Brasil precisa se olhar no espelho sem medo de enxergar a mistura que o define"
(PERRONE FILHO, 2024)
A Discussão de Lula e Bolsonaro na Prisão
No Brasil aconteceu
Um causo pra se contar
Dizem que dois presidentes
Foram juntos se encontrar
Dentro de uma velha cela
Cada um numa cancela
E muita história pra contar.
De um lado estava Lula
Com seu jeito popular
Falando do povo pobre
Que precisa melhorar
Do outro lado Bolsonaro
Com discurso diferente
Defendendo suas ideias
Falando firme e valente.
Lula disse: “Olhe aqui,
Eu lutei pelo trabalhador.”
Bolsonaro respondeu:
“Eu defendi o meu valor!”
A cela virou palanque
De debate e opinião
Parecia até campanha
Bem no meio da prisão.
Um falava do passado
Outro do que fez na gestão
Cada um com sua história
Cada um com sua razão
E o guarda lá na porta
Só olhando a confusão
Disse: “Aqui não é comício,
Isso aqui é detenção!”
No fim da tal discussão
Ninguém quis se convencer
Cada qual com seu discurso
Sem um passo atrás querer
Mas o povo que escutava
Riu da situação
Pois até dentro da cela
Virou palco de eleição.
E assim vou terminar
Esse causo brasileiro
Que mostra como a política
Move o mundo inteiro
Seja livre ou seja preso
Sempre tem discussão
Quando entram no assunto
De política e eleição.
Ode à Independência do Brasil 🇧🇷
Ergue-se a manhã radiosa,
os ventos da liberdade sopram
sobre os campos verdes,
sobre os rios imensos,
sobre o coração
que pulsa em terra nova.
O grito ecoa,
não apenas às margens do Ipiranga,
mas dentro da alma de um povo
que sonha e resiste,
que planta e colhe,
que canta e luta.
Independência não é só palavra,
é chama que arde na memória,
é esperança que insiste
em florescer
mesmo em meio às dores,
é promessa de futuro
que pede coragem e justiça.
Brasil,
Pátria de sol e de sangue,
de suor e de poesia,
que tua liberdade
não seja apenas símbolo,
mas destino vivido,
na dignidade dos teus filhos,
na verdade da tua história.
Salve, terra imensa,
cujas cores tremulam como oração,
cujas vozes se erguem como coro,
que tua independência seja eterna,
não na retórica,
mas na vida do teu povo!
✍©️@MiriamDaCosta
Hoje, 07/09/2025,
Comemorar a Independência do Brasil
é sobretudo lutar contra a anistia
para golpistas e traídores da Pátria.
É defender a Nossa Democracia e Soberania.
É defender as nossas riquezas naturais e empresas nacionais contra o entreguismo dos mercenários da Pátria.
É fazer valer a Nossa Constituição acima de tudo e de todos!
✍©️ MiriamDaCosta
❤Ode à Língua Portuguesa escrita e falada no Brasil 🇧🇷
(Brasil, 5 de novembro – Dia Nacional da Língua Portuguesa)
Ó língua viva,
que canta em mil sotaques,
que mistura mares e sertões,
cheiros de terra molhada,
de café fresco,
de samba e de oração.
Tu nasceste além-mar,
mas floresceste aqui,
nos lábios mestiços
de um povo que inventa palavras
como quem reinventa o próprio mundo.
És rio caudaloso,
onde o “oxente” e o “tchê” se encontram,
onde o “uai” dança com o “bicho”,
onde o “véi” abraça o “guri”,
e o “mana” sorri para o “moço”.
És língua de drible e de poema,
de luta e de reza,
de sertão e de favela,
de Machado e Graciliano
de Maria Firmina e Cecília
de Júlia Lopes e Raquel
de Carolina Maria e Emília Freitas
de Rui Barbosa e Drummond,
de Clarice e Conceição
de Cora Coralina e mais , muito mais!
Em Ti cabem o grito e o silêncio,
a prosa do povo e o verbo do sonho,
a gíria da esquina
e o verso que sobe aos céus.
Língua nossa,
mistura bendita de África, Índio e Portugal,
tua voz é corpo e alma do Brasil ,
e quando dizes “saudade”,
é o coração do mundo que entende.
✍©️@MiriamDaCosta
Ode à Proclamação da República do Brasil
❤🇧🇷15 de Novembro 1889 ❤🇧🇷
Ergue-se a manhã republicana,
desenhando no céu
um novo fôlego de Pátria.
Era 15 de Novembro,
e o Brasil, cansado de tutelas,
desabotoou do peito o velho império
para inaugurar, com passo firme,
o sonho da cidadania.
Sob o trotar dos cavalos,
sob o peso dos anos que pediam mudança,
o verde-amarelo respirou diferente:
livre, lúcido, desejoso de futuro.
Não foi um grito,
não foi um conflito,
não foi um levante de espadas
em brilho feroz ...
foi uma decisão escrita no ar,
uma convicção que amadureceu
em silêncio
na consciência
até tornar-se ato.
E, assim, a República nasceu:
não perfeita,
não plena,
mas necessária.
Nascida do gesto brusco da História,
erguida nas mãos de quem acreditou
que a Nação merecia voz,
que o povo merecia lugar,
que o Brasil cabia no horizonte
e não num trono.
Hoje, 15 de Novembro,
recordamos não apenas a data,
mas o impulso,
o sopro que convida, ainda,
a sermos mais justos,
mais íntegros,
mais conscientes do peso do que herdamos
e da grandeza do que podemos construir.
Salve a Nossa Amada República,
quando ela cumpre seu nome.
Salve o Nosso Amado Brasil,
quando ele se faz povo.
✍©️@MiriamDaCosta
O melhor do Brasil é o povo brasileiro,
(aquele povo multi étnico e multi cultural-
original, criativo e único).
O pior do Brasil é o complexo de viralatismo, ( aquele povo, ainda submisso e servil às soberbas explorações imperialistas e colonialistas).
✍©️@MiriamDaCosta
O melhor do Brasil é o seu povo,
esse povo múltiplo, nascido da mistura de etnias, culturas e histórias
que tece, dia após dia, a grandeza do país.
O pior do Brasil é o persistente complexo de vira-lata,
ainda encarnado em parte desse mesmo povo,
submisso às velhas soberbas imperialistas e às heranças coloniais
que insistem em moldar mentalidades e destinos.
O melhor do Brasil é o seu povo:
um mosaico vivo de sangues, cores, vozes e batalhas,
uma multidão que insiste em ressurgir,
mesmo quando o país tenta afogá-la no próprio descaso.
O pior do Brasil é o vírus antigo do vira-latismo, essa servidão tatuada na alma,
herdada de grilhões que nunca foram quebrados,
apenas polidos, disfarçados e impostos como destino.
O melhor do Brasil é seu povo plural,
tecido de afetos, tambores e memórias,
um jardim humano que floresce
nas línguas, nos ritmos e nas mãos que constroem cada amanhecer.
O pior do Brasil é o velho eco colonial
que ainda assombra corações e gestos,
um sopro servil que tenta calar a própria grandeza
e dobrar-se diante de poderes que não lhe pertencem.
O melhor do Brasil é o seu povo,
gente que me lembra casa, abraço, cheiro de comida na panela,
gente que ri alto, que sofre fundo, que segue apesar de tudo.
O pior do Brasil é essa tristeza educada,
esse medo de ser grande,
esse reflexo de se curvar ao que vem de fora
como se faltasse orgulho na própria pele.
O melhor do Brasil reside no povo,
na vastidão existencial de sua diversidade,
onde identidades múltiplas se encontram
para criar um sentido coletivo de ser-no-mundo.
O pior do Brasil é o complexo de vira-lata,
uma sombra psíquica herdada da história,
que transforma a autodúvida em hábito
e a subserviência em uma forma trágica de pensar o próprio destino.
✍©️@MiriamDaCosta
O que mais me preocupa e
envergonha no Brasil não é a indigência social, mas sim a indigência intelectual, moral e política.
.
Mulheres! ( Feminicídio - Brasil)
Leiam, reflitam e ATENÇÃO!!!
“Melhor que nada!”
— Não. Melhor nada.
Pensem com cuidado antes de se envolverem emocionalmente com qualquer exemplar masculino da fauna humana.
Verifiquem antecedentes, consultem registros públicos , o #JusBrasil está disponível para isso.
Informação também é forma de autoproteção,
procurem uma instituição de apoio à mulher,
uma ONG, uma delegacia da mulher, uma instituição social, o que houver...
Peçam orientação!
Não tenham medo.!
Nem vergonha.
As estatísticas mais recentes são alarmantes.
O perigo não é exceção.
É estrutural.
Todo cuidado é pouco.
E toda mulher tem o direito de permanecer viva, inteira e livre.
✍©️@MiriamDaCosta
Música: Brasil, meu Brasil
Verso 1
Do norte ao sul, um só pulsar,
rio, sertão, cidade a brilhar.
Na luta diária, fé que não diminuí,
o povo sonha alto e sempre reluz.
Refrão (2x)
Brasil, meu Brasil, teu nome é esperança,
na batida do coração, o futuro avança.
Verso 2
Tem dor, tem riso, tem sol e suor,
tem mão calejada plantando o melhor.
Entre dificuldades e vitórias, seguimos em pé,
Brasil é coragem, trabalho e fé.
Refrão
Brasil, meu Brasil, teu nome é esperança,
na batida do coração, o futuro avança.
Em 2025, foram registrados 1.568 casos de feminicídio no Brasil, além das milhares de mulheres que sofreram agressões físicas e sexuais diariamente. O que há para se comemorar no Dia Internacional da Mulher diante dessa realidade?
Benê Morais
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